segunda-feira, 2 de outubro de 2006


SolidãO

Para ti, a solidão é um bem essencial,

qual ar que respiras…

qual água que bebes…

qual sol que te aquece…

Assim, pensas tu.

Tenho compaixão de ti.

Vou “confidenciar-te” um desabafo:

- “És um ente acabado para o mundo”.

A tua carapaça,

que tu pensas inquebrável,

não passa de uma casca de noz.

Ah! Se eu quisesse…

partia-ta com um murro,

mas para quê tanta violência,

quando o mundo está pejado dela,

se tu não te queres ver livre

dessa maldita armadura.

Vai, enfrenta moinhos de vento.

Anda meu herói de Cervantes.

Vai, vai, vai,

mas não voltes.

Metes-me nojo.

in Poder da Díctamo, José Amaral

2 comentários:

Paulo V. disse...

Excelente.
nos tempos que correm, poderia ser dedicado a Srª ministra da Educação...........

CMatos disse...

Quando estamos sós, pensamos que não precisamos de ninguém e que conseguimos ultrapassar tudo sozinhos... mas na verdade ficamos mais frágeis que nunca!