quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2... 1

A TODOS OS AMIGOS E VISITANTES DO ADLITTERAM... VOTOS DE UM PRÓSPERO 2011!...

(José Amaral)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

feliz natal...

A todos os amigos e visitantes do AdLitteram, votos de um SANTO NATAL...

(José Amaral)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

leitura de férias

Uma sugestão literária para esta pausa do Natal. Trata-se de um livro de Irvin D. Yalom, Quando Nietzsche Chorou (Saída de Emergência, 319 páginas). É um livro interessantíssimo, muito bem escrito e que nos prende até ao fim. Os factos, reais e imaginários, misturam-se.
Aqui fica a sinopse: «A história conta o encontro de grandes personalidades do século XIX, Josef Breuer, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud. Josef Breur é um renomado médico de Viena desta época, que está em um mau momento de sua vida, pois se envolveu emocionalmente com sua paciente Anna O., um caso de histeria que tratou com seu novo método a "terapia da conversa" (primeiro caso descrito no livro escrito por ele e Freud). Dr. Breuer tem fantasias sexuais obsessivas com Anna O., o que gera uma crise conjugal e profissional, pois o tratamento de Anna acaba fracassando, causando-lhe insônia, pesadelos e uma crise de identidade. Friedrich Nietzsche é um filósofo desconhecido, doente, solitário e pobre, que acha que tudo tem um preço, portanto não aceita receber ajuda. O orgulho de Nietzsche é o que ainda o motiva a viver, pois ainda quer escrever todas as suas idéias, que acredita só serão reconhecidas por gerações futuras. O jovem Sigmund Freud, além de aluno, é um grande amigo de Dr. Breur e sua família. A história começa quando Dr. Breuer está de férias em Veneza, tentando salvar seu casamento, e Lou Salomé aparece pedindo para ele tratar Nietzsche com sua terapia da conversa. Como Nietzsche é muito resistente ao tratamento, Dr. Breuer sugere trocar seus serviços por uma consultoria filosófica de Friedrich, que para isto precisa ficar internado em uma clínica. À medida que alternam as funções de médico e paciente, deparamos com excitantes discussões sobre a filosofia, as dores da alma, o desespero, a morte, o sentido da vida e o amor. Discussões estas que torna irresistível o relacionamento entre eles. Josef Breuer encontra na filosofia de Nietzsche as respostas para os seus problemas existenciais, ao passo que Nietzsche encontra sua libertação quando se permite chorar, ao conseguir compartilhar sua solidão com outro ser humano».
Vale a pena ler esta obra que nos faz pensar.

(José Amaral)

sábado, 11 de dezembro de 2010

já cheira a natal...


História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.


Miguel Torga
Coimbra, 12/10/1937

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

acidente ou atentado?

No dia 4 de Dezembro de 1980, o avião em que o então primeiro-ministro, Sá Carneiro, seguia para o Porto despenhou-se em Camarate, pouco depois de levantar voo no aeroporto da Portela, em Lisboa. Faz, amanhã, 30 anos sobre este trágico acontecimento. Trinta anos depois as circunstâncias da tragédia ainda estão por esclarecer, havendo quem defenda a teoria de atentado e quem argumente a favor da teoria de acidente. Na queda do avião morreram também o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a companheira de Sá Carneiro, Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.
Passados estes anos todos o mistério continua. Acidente ou atentado? A alguém interessará o não apuramento dos factos. Infelizmente, nesse dia, Portugal perdeu um grande homem.

(José Amaral)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

lutar... não desistir...

No dia 1 de Dezembro comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a Sida. Este dia tem que ser relembrado em todo mundo, pois a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), apesar de recente, é uma epidemia e um problema à escala mundial. Até ao momento já infectou mais ou menos 60 milhões de pessoas dos quais 25 milhões já faleceram.

(José Amaral)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

pérola literária

Hoje apresento uma pequena pérola literária. O livro que vou publicitar entrava directamente no meu top10. Trata-se de a solidão dos números primos (Bertrand Editora, 265 páginas), de paolo giordano. É um livro que se lê num fôlego, aliás nem dá vontade de o fechar. Apetece mesmo ler até à última linha. Muito bem escrito, teve as melhores críticas e faz-nos pensar no ser humano, nas diferenças dos outros. Para provar aquilo que digo, aqui deixo a sinopse:
«Alice é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva, mas um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre. Mattia é um menino muito inteligente cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la. Estes dois episódios irreversíveis marcarão a vida de ambos para sempre. Quando estes "números primos" se encontram são como gémeos, que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender. Ganhou o prémio Stregga e a menção honrosa do Campiello, os dois prémios literários mais importantes de Itália, e está a ser traduzido em mais de 20 países».
Aconselho vivamente este livro, pois acho que é um crime não fazê-lo e não o ler.

(José Amaral)

sábado, 13 de novembro de 2010

nós, pessoas...

Desta vez sugiro um livro interessantíssimo e que nos faz pensar em nós enquanto pessoas. O autor, Bernhard Schlink, de quem já publicitei aqui “O Leitor” e “O Regresso”, orienta-nos numa história muito bem urdida. O livro é O Fim de Semana (Asa, 191 páginas) e aconselho-o vivamente.
Aqui fica a sinopse: «Após mais de vinte anos de afastamento, um grupo de velhos amigos e amantes reúne-se durante um fim-de-semana. Numa casa de campo isolada desenterram memórias e comentam os diferentes rumos que as suas vidas tomaram. Mas esta não é uma simples reunião de amigos, nem as suas conversas sobre os velhos tempos constituem as típicas reminiscências de juventude. A verdade é que se juntaram para celebrar a libertação de um dos membros do grupo: após vinte e três anos de prisão, Jörg, condenado por terrorismo e homicídio, acaba de ser libertado.
No passado, este amigos partilhavam ideais revolucionários. Agora, todos eles asseguraram o seu lugar na sociedade: Henner é jornalista, Ulrich é um homem de negócios, Karin é pastora de uma pequena igreja e Ilse professora. Para trás parecem ter definitivamente ficado os dias de luta e idealismo…
Num mundo pós-11 de Setembro e Guerra do Iraque, O Fim-de-Semana debate a validade dos objectivos políticos e a sua actualidade, mas é também um exame psicológico das neuroses, paixões e receios das suas personagens».

(José Amaral)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já por várias vezes tinha ouvido falar de João Tordo. O nome não me dizia nada, nem tão pouco associado ao nome de família (filho do cantor Fernando Tordo). Sabia que tinha ganho o Prémio José Saramago, em 2009. Sabia que tinha um novo romance O Bom Inverno (D. Quixote, 290 páginas). Sabia que tinha recebido os maiores elogios. Contudo, ainda não me tinha predisposto a adquirir a obra. Em boa altura o fiz. É um romance excelente, de leitura fácil e que nos prende do princípio ao fim. Muito bom para esta altura do ano.
Aqui fica a sinopse: «Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história».

(José Amaral)

sábado, 30 de outubro de 2010

?maldisposto?

Hoje, nesta tarde chuvosa de Inverno (que ainda não chegou), uma escapadela para ir ao cinema, na companhia do meu filho. A escolha recaiu sobre Gru – O Maldisposto, um filme de Animação, em 3D, dobrado com as vozes de, entre outros, Nicolau Breyner e David Fonseca. O filme está muito bem conseguido, com piadas interessantes e efeitos visuais muito atraentes.
Aqui fica a sinopse: “Num feliz bairro suburbano, rodeado por pequenas cercas brancas, com roseiras floridas, encontra-se uma casa negra com a relva morta. Sem o conhecimento dos vizinhos, escondido por baixo desta casa, existe um vasto esconderijo secreto… Rodeado por um pequeno exército de Mínimos está Gru, planeando o maior golpe na história do mundo. Ele vai roubar a Lua… Gru adora tudo o que é maléfico. Armado com o seu arsenal de raios de encolher, raios de congelar e veículos de guerra para terra e ar, ele arrasa todos aqueles que se atravessam no seu caminho; até ao dia em que encontra três pequenas órfãs que vêm nele algo que ninguém mais viu: um potencial Pai.”

(José Amaral)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

hora de inverno


Chegou a HORA DE INVERNO, às 02h passa a ser 01h, no próximo Domingo.
Em conformidade com o Decreto-Lei n.º 17/96 de 8 de Março, a hora legal no país é atrasada de sessenta minutos às 2 horas do último domingo de Outubro, dando-se assim, início ao período da "HORA DE INVERNO".


(José Amaral)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

poema


AventurA


Um dia aventurei-me,
fiz-me caminhante
pelos mesmos trilhos
que o comboio sulca.
A tiracolo levava uma viola
e na mão levava uma mala,
de madeira,
coberta de autocolantes,
que herdara de meu pai,
também ele emigrante.
No coração levava a esperança
numa vida menos madrasta,
e saudades infindáveis.

Ali ia eu, frágil,
como aquela velha mala.

As linhas paralelas infindavam-se.
Caminhava, eu, no meio dos carris
num andar doloroso,
compassado,
ritmado,
lento,
pesaroso.
Pé-ante-pé
de travessa em travessa,
lá seguia eu
sem olhar para trás
com medo de me acobardar
e desistir daquela gesta
hereditária.

O horizonte ainda longínquo
fazia-me tremer as pernas.
O meu País desaparecia
como um ponto negro.

A viola e a mala, agora,
pesavam já mais
do que a minha esperança.
O meu andar cambaleante
denunciava a existência
de um ser errante,
em busca do El-Dorado.

Eis, senão, quando a minha esperança
renasceu qual Fénix.
Vi um túnel ao fundo do qual,
como que por magia,
nascia uma luz boreal.
De braços abertos
corri para a luz.

(...)
No dia seguinte os jornais
noticiavam a morte
de mais um aventureiro.


(in "Poder da Díctamo", José Amaral)

sábado, 16 de outubro de 2010

o jogo favorito

Para mim Leonard Cohen é músico. Sou suspeito e desde já assumo. Porém, desconhecia a sua faceta como escritor. Entretanto descobri essa faceta numa ida a uma livraria. Fiquei curioso e comprei o livro O Jogo Favorito (Alfaguara, 290 páginas) da sua autoria. Confesso que me agrada mais a sua música e a sua voz, mas a sua escrita não me foi, de todo, indiferente.
Neste romance, Cohen, narra “a história do jovem Lawrence Breavman. Filho único de uma família abastada, Lawrence procura fora de casa o que não consegue encontrar junto do pai doente e da mãe neurótica: Amor e beleza. Na companhia de Krantz, o melhor amigo, explora avidamente o mundo, que gira obsessivamente em torno de um único eixo: o sexo oposto. Na ânsia de abafar um passado deprimente e castrante que chegou ao fim com a morte do pai, é através das mulheres que Lawrence vai tacteando e conhecendo a vida, mesmo quando a carne e o desejo se transformam numa prisão tão sufocante como o passado. O seu jogo favorito Lawrence descobre-o em Nova Iorque, onde se refugia depois de terminada a faculdade e de um êxito precoce como poeta. É aqui que conhece Shell, a mais linda das mulheres, com quem partilha o prazer das sedutoras palavras e dos íntimos silêncios. Descobre, porém, o amor completo, na plenitude inebriante do êxtase que oferece e dos sacrifícios que exige”.

(José Amaral)

sábado, 9 de outubro de 2010

imagine... paz...

John Lennon nasceu a 9 de Outubro de 1940, em Liverpool e morreu assassinado em Nova Iorque, a 8 de Dezembro de 1980. Aqui fica uma das músicas, mundialmente, mais conhecidas deste autor/cantor.



Imagine

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one





E por falar em PAZ, o Prémio Nobel da Paz de 2010 foi atribuído ao chinês Liu Xiaobo. Este dissidente encontra-se a cumprir uma pena de prisão de 11 anos, depois de ter escrito um manifesto, em 2008, a favor da liberdade de expressão e de eleições multipartidárias. Depois de feito o anúncio, muitas foram as vozes que se fizeram ouvir para a libertação de Liu. E que fez o governo chinês? Escondeu o anúncio do prémio, criticou a escolha e prendeu alguns manifestantes que pediam a libertação de Liu.


(José Amaral)

domingo, 3 de outubro de 2010

100 anos

Às 8 horas, do dia 5 de Outubro de 1910 (comemora-se este ano o centésimo aniversário), José Relvas proclama a República nos Paços do Concelho, em Lisboa.
Portugal deixou de ser uma Monarquia, em que o chefe de estado era um Rei, e deu lugar a uma República. O último rei foi D. Manuel II, que partiu para Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio.
A implantação da República fez com que Portugal mudasse a sua
bandeira e o seu hino para aqueles que temos actualmente e o nome da sua moeda para o escudo (actualmente é o euro).
O primeiro presidente eleito foi Manuel de Arriaga.
Passaram 100 anos e o país continua a viver conturbado. Muitas foram as transformações operadas, mas o povo continua a reclamar dos seus direitos. Os políticos continuam a divertir-nos e a distrair-nos em vez de governarem como deviam, pois foi para isso que foram eleitos. O País, os portugueses, merecem políticos de qualidade, de respeito e de palavra.

(José Amaral)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Vale dos Cinco Leões (Bertrand Editora, 392 páginas), de Ken Follet é o último livro que li.
O “USA Today” refere-se a este livro como «Follet vintage… Trata-se do seu romance mais ambicioso, e consegue um sucesso admirável.»
Acredito que alcance um sucesso admirável, mas no meu ponto de vista não é o romance mais ambicioso deste autor. Confesso apreciar a escrita deste autor, que me agrade sobremaneira – veja-se os post anteriores de obras deste autor – contudo, este livro deixou-me um certo sabor a pouco. Esperava mais! A história está bem estruturada e até se torna interessante, no entanto falta-lhe qualquer coisa. Todavia, vale a pena ler.
Aqui fica a sinopse: «Jane, uma inglesa corajosa e sensual, é apanhada num triângulo amoroso mortífero, entre os espiões rivais Ellis e Jean-Pierre. Amor, ódio e engano levam-nos de conspirações terroristas em Paris à guerra e aos guerrilheiros no Afeganistão».

(José Amaral)

domingo, 19 de setembro de 2010


Borboleta


O suave bater
de asas
daquela policromática
mariposa
suaviza o calor
que se faz sentir
naquele quarto
caiado
de branco pobre
onde,
num berço
de madeira carcomida
pelo caruncho,
dorme um bebé
de faces rosadas.


(in "Outonalidades", José Amaral)

sábado, 11 de setembro de 2010

rir é o melhor remédio

Jantar de Idiotas, com Steve Carell e Paul Rudd, é um “remake” que não consegue estar à altura do original “Un Dîner de Cons”.
No entanto, o filme permite-nos passar belos momentos de riso, pois as situações provocadas por Barry (Steve Carell) a isso permitem. Vale a pena ver este filme, pois “rir é o melhor remédio”. Porém, e se possível, deverá ver-se também o original em francês para fazer a comparação e para rir mais uns longos minutos.
Aqui fica a sinopse: «A história de Tim, um executivo com grandes ambições de carreira que acaba de receber o seu primeiro convite para o jantar de idiotas, um evento mensal, realizado na própria casa do seu patrão, que confere “direito à bazófia” (e potencialmente mais) ao executivo que convidar o maior tótó. A noiva de Tim, Julie, acha tudo isto de muito mau gosto e ele concorda em não ir ao jantar, até dar de caras com Barry - um funcionário das finanças que dedica o seu tempo livre a construir elaborados dioramas com ratos embalsamados - e rapidamente percebe que descobriu o idiota de ouro. Tim não resiste e convida Barry, cujas desajeitadas boas intenções transformam num ápice a vida de Tim numa frenética espiral descendente recheada de desgraças, pondo em causa um negócio de primeira linha, trazendo de volta à sua vida Darla, a ex-namorada perseguidora, e colocando Julie (ou assim pensa Tim ) nos braços de outro homem...».

(José Amaral)

sábado, 4 de setembro de 2010

história magnífica

Neste retomar ao trabalho, nada melhor que uma sugestão literária para fazer a “passagem” do relax para o trabalho. Trata-se de A História de Eneas (Bertrand Editora, 277 páginas), de Sebastian Barry. Este romance, do irlandês autor de “Escritos Secretos” e finalista por duas vezes do prémio Man Booker Prize, merece uma leitura atenta. A Imprensa Internacional já se rendeu aos dotes literários deste excelente e premiado escritor irlandês, considerando este romance como intenso, terno e absolutamente encantador. Para Franck McCourt trata-se de um romance «Elegante, cómico, trágico, musical. Trata-se de um romance que é uma sinfonia, e o leitor haverá de querer juntar-se à melodia e entrar com Eneas no próximo século.»
Este romance é um manancial literário. Magnífica a forma como o autor escreve esta trama. Desde as primeiras páginas que nos grudamos na história do nosso homem perdido (Eneas), mas também na forma extremamente rica como o autor coloca, por palavras escolhidas milimetricamente, a história nestas páginas que se escoam em pouco tempo.
Aqui fica a sinopse: «A história secreta de um homem perdido. A infância inocente e idílica de Eneas dá lugar a um mundo de violência na Irlanda do início do século XX. Num contexto de pobreza, guerra e conflito, Eneas é obrigado a deixar a sua terra, a família e Viv, a mulher que ama, e a correr mundo. A sua viagem longa, intensa e rica culmina num surpreendente regresso a casa, que, embora breve, será conclusivo.»
Recomendo vivamente esta obra!

(José Amaral)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

regresso ao trabalho...


As Férias já acabaram, para o ano há mais. Agora é voltar ao trabalho e... dar o nosso melhor!


(José Amaral)

domingo, 29 de agosto de 2010

quase de regresso...

Quase a terminar as férias, e antes de recomeçar a trabalhar, algumas sugestões literárias. As férias são momentos sempre oportunos para ler (colocar a leitura em dia ou continuar esse acto delicioso). Nestas férias, entre outros, li três livros que me agradaram e, por isso, aqui sugiro. Todos eles obras interessantes e bem escritas que vale a pena devorar.

O Guardião de Livros (Livros d’Hoje, 317 páginas), de Cristina Norton. É um livro de leitura fácil, mas que nos prende do primeiro ao último parágrafo. Um romance muito bem escrito, numa teia de acontecimentos bem urdida.
Aqui fica a sinopse: «Uma escrava muda conta um segredo guardado durante 200 anos; um escravo apaixona-se por quem não deve; uma carioca leva um português a descobrir as delícias do sexo; um cientista judeu a quem são confiados dois livros raros naufraga nas ilhas Malvinas. Estas são algumas das personagens deste romance, que nos narra a vida de Luís Joaquim dos Santos Marrocos, um bibliotecário hipocondríaco que, em 1811, atravessa o Atlântico rumo ao Brasil acompanhado por 76 caixotes cujo conteúdo era verdadeiramente precioso: no seu interior seguia a Real Biblioteca do Palácio de Ajuda, inicialmente esquecida no cais de Belém aquando da saída apressada da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. A chegada ao Rio de Janeiro não foi fácil para Marrocos ao deparar-se com uma cidade onde nada o seduzia, - nem a comida, nem os cheiros, nem o calor - e com uma corte endividada, amante de cerimónias grandiosas e grosseira nos seus costumes diários. Mas tudo mudou quando conheceu Ana de Souza Murça. A autora descreve-nos uma vida rica em acontecimentos inesperados, onde a ironia se mistura com momentos comoventes».

O Anjo Maldito (Edições Asa, 319 páginas), de Andrew Taylor. Um romance policial que nos prende com uma série de acontecimentos sinistros.
Aqui fica a sinopse: «O viúvo David Byfield é vigário na aldeia de Roth. O seu passado é sombrio e o seu futuro não promete dar-lhe as tão desejadas tréguas. Nem mesmo quando o amor volta a fazer parte da sua vida e o leva de novo ao altar. Ao longo do Verão, as consequências do seu casamento repercutem-se na paróquia. Cego pela luxúria, Byfield não tem consciência dos perigos que o rodeiam: a solteirona devota e apaixonada; a sua bela e negligenciada filha adolescente; a presença sinistra de um poeta viciado em ópio cujos poderes se estendem para além do túmulo...Em breve, a violência estenderá as suas medonhas garras. Poderá a sua causa ser encontrada no passado ou no presente? E será o vigário, prisioneiro da sua própria paixão, capaz de desvendar a verdade antes de a tragédia final destruir o que lhe é mais querido? O Anjo Maldito é o segundo romance da trilogia Roth, constituída por thrillers psicológicos que podem ser comparados a uma escavação arqueológica, com as camadas do passado a serem desenterradas aos poucos para exporem as raízes do mal presente. Apesar do seu formato, cada volume integrante desta série pode ser lido de forma independente».

O Código do Alquimista (Edições Asa, 314 páginas), de Philip Kerr. Este livro relata a vida privada de Sir Isaac Newton.
Aqui fica a sinopse: «Londres, 1696. Uma súbita reviravolta na vida do temperamental Christopher Ellis leva-o à Torre de Londres, não como prisioneiro, mas sim como assistente do famoso cientista Sir Isaac Newton. No seu papel de provedor da Casa da Moeda, Newton aceitou a missão de perseguir os falsificadores de moeda que ameaçam fazer ruir a instável economia inglesa dilacerada pela guerra. Armados com o intelecto superior do cientista e a energia e habilidade do jovem Christopher, os novos parceiros parecem ser os mais indicados para resolver tal mistério. Mas quando a investigação os conduz a uma mensagem codificada escondida num cadáver, eles apercebem-se de que algo mais sinistro está em marcha. No auge da perseguição, as suspeitas avolumam-se à medida que a contagem de cadáveres aumenta e o par descobre uma ameaçadora e abrangente conspiração que pode levar à queda do governo… e custar-lhes a vida.O Código do Alquimista – A Vida Privada de Sir Isaac Newton é um thriller histórico carregado de suspense, tendo como ingredientes a volátil vida política, científica e religiosa que caracterizou a Londres do século XVII».
(José Amaral)

domingo, 8 de agosto de 2010

férias


O Ad Litteram vai de férias (não, o destino não é o da imagem. Antes fosse). Bem merecidas, por sinal. A todos os que passaram por este cantinho, comentando ou não os post's, desejo umas férias (se for o caso) agradáveis.


José Amaral

segunda-feira, 26 de julho de 2010

com este calor...


onda



As ondas
esbranquiçadas de raiva,
babavam-se contra
as rochas inamovíveis.
Neste primeiro assalto
a calma atirou ao tapete
a raiva que,
sem hesitar,
foi buscar forças
aos quintos dos infernos
e lançou-se,
num gesto suicida,
contra a macieza áspera
das adamastoras rochas.

Neste processo de lapidação
contra as próprias rochas,
um ronco ondeante
fez tremer
uma “casca de noz”
que bailava perdida
na imensidão oceânica.

A leviandade do comandante
contrastava com a pragmática
decisão lusitana
de descobrir novas paragens.

Ali, naquele quadro luso,
uma vez mais o cabo
foi dobrado
e o Adamastor
se mostrou irado.
Agora sim, a calma
enfureceu-se e a ira
amansou.


(in "Oráculo Luminar", José Amaral)

terça-feira, 20 de julho de 2010

PAN 8

No encontro transfronteiriço de Morille (PAN 8), já aqui divulgado, pude privar com alguns colegas. O fotógrafo de qualidade elevada Belarmino Lopes (gentilmente ofertou-me os livros "Sentidos - Fotobiografia Serra da Maúnça" e "O Mistério do Poço do Caldeirão"), um homem "dos sete instrumentos" (homem do teatro, jornalismo, escrita...) Leandro Vale (também me ofertou gentilmente os livros "8 Dias nos 80 de Fidel" e "Sós em Miami") e a poetisa Catarina Crocker (que igualmente me ofertou o livro "Montras de Amor Partido").
Além disso, acompanharam-nos nas nossas tertúlias o Carlos d'Abreu, o Jose (um amigo espanhol) e a Amélia (mulher do Belarmino).
Este post é uma pequena homenagem à amizade que se gerou entre nós. Num escrito meu (em papel de guardanapo que ficou depositado no bolso do Leandro) ficou registado: «A amizade faz-se/ caminhando/ o caminho estreito. Até para o ano».
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Há distâncias
E distâncias...
E o que é a distância
Na amizade que liga
Aqueles que se encontram
Na distância da amizade.
São duas palavras
Distantes
Mas amigáveis
Numa linha que separa
Uma unidade irmã.
Ibéria.
É só uma.
A tal da jangada
Que Saramago nos conta.
E que bom
Sobrevivermos à deriva
Nesta distante jangada
De pedra dura
Mais dura
Do que aquilo que nos separa
No sonho que nos leva
Na fronteira transponível
De uma distância
Inexiste na amizade
O dia-a-dia mais improvável
De uma Europa una
Essa sim distante
Cada vez mais provável
Na amizade inexistente.
Companheiros
Sou eu que vos digo
A distância só existe
Na imaginação
Daqueles que sem amizade
Criam fronteiras
Irreais
Quando a realidade
Fica tão próxima
Na possibilidade concreta
De sermos
Desde sempre
Ao longo dos tempos
Dois povos irmãos.
(Poema da autoria de Leandro Vale)
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(Foto da autoria de Belarmino Lopes)

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Sem Abrigo

Levantem esse Homem!
Não, não é pesado…
Leve como um anjo, anda muito cansado.
É ele o mendigo da rua que todos vêem passar…
Afastam-se de quem em criança quiseram beijar.

Levantem esse Homem! Cheiros podres sem destino.
Dêem-lhe água e perfume, carícias de bebé esquecido,
agora cão maltratado.
Mágoas em álcool afundadas num percurso de culpas carregado.
Abrigo em esquinas calcetadas, obstáculo em ruas apinhadas…

Levantam-no por baixo: duas mãos e uma atenção.
Icem-no bem alto.
Encham-lhe o coração!

(Poema da autoria de Catarina Crocker)

(José Amaral)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tudo o que eu tenho...

Mais uma sugestão literária para as férias. Trata-se de um livro do Prémio Nobel da Literatura 2009, Herta Müller. O livro é Tudo o que eu tenho trago comigo (Dom Quixote, 290 páginas). Não conhecia a escrita desta autora, mas surpreendeu-me pela positiva. Como livro de férias, quanto ao conteúdo não é muito “ligeiro”, mas compensa pela história, pela forma de escrever e de descrever pormenorizadamente as realidades. Vale por isso uma leitura, mesmo que em férias.
Para abrir o apetite aqui fica um breve resumo:
«Roménia no fim da guerra. A população alemã vive com medo. "Eram 3 da madrugada do dia 15 de Janeiro de 1945 quando a patrulha me foi buscar. O frio apertava, estavam -15º C". O jovem narrador começa assim o seu relato. Tem cinco anos diante de si, dos quais ainda nada sabe. Cinco anos, ao fim dos quais regressa um homem diferente. Herta Müller relata experiências que marcam os sobreviventes para toda a vida. Foi a partir de muitas conversas com Oskar Pastior, e outros sobreviventes do campo de trabalho, que a escritora reuniu o material que está na base deste grande romance. «Os livros de Herta Müller desencadeiam uma torrente poética que arrebata a mente do leitor», escreveu Andrea Köhler no jornal Neue Zürcher Zeitung, «a sua linguagem é talhada numa outra cepa, diferente da plantinha mimada que caracteriza largos sectores da literatura alemã contemporânea.» Através da história profundamente individual de um homem jovem, consegue narrar-nos, com a força de imagens inesquecíveis, um capítulo ainda quase desconhecido da história europeia».

(José Amaral)

sábado, 17 de julho de 2010

forever

Hoje foi dia de cinema na companhia do meu filho. O filme escolhido foi Shrek Forever After (Shrek – O Capítulo Final). O filme, em 3D, está muito bem conseguido, com efeitos especiais de grande nível.
Vale a pena ver!
Aqui fica a sinopse do filme:
«Shrek é agora um pai de família “domesticado”. Em vez de assustar aldeões, Shrek dá autógrafos. O que terá acontecido ao seu famoso rugido? Saudoso dos dias em que se sentia um Ogre de verdade, Shrek é levado a assinar um pacto com o eloquente e sorrateiro duende Rumplestiltskin e subitamente vê-se numa versão alternativa e deturpada do reino de Far, Far Away, onde Ogres são caçados, Rumplestiltskin é rei e ele e Fiona nunca sequer se conheceram. Agora Shrek precisa desfazer tudo o que fez se quiser salvar os amigos, restaurar o seu mundo e recuperar o seu amor».

(José Amaral)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

a leitura evapora-se

Já aqui publicitei algumas obras (“Kafka à Beira-mar”, “Em busca do Carneiro Selvagem” e “A Rapariga que inventou um sonho”), porque meritórias, de Haruki Murakami. Hoje volto a sugerir mais uma obra deste autor: O Elefante Evapora-se (Casa das Letras, 351 páginas). O livro lê-se facilmente, mas com muito agrado. São dezassete contos que nos prendem do princípio ao fim.
Aqui fica a Sinopse:
«Num sufocante dia de Verão, um advogado põe-se à procura do seu gato e dá de caras com uma estranha rapariga num jardim abandonado nas traseiras de casa. Mais adiante, as dores provocadas a meio da noite pela fome levam um jovem casal de recém-cadasos a fazer uma incursão nocturna e a assaltar um McDonald’s para conseguir deitar a mão a trinta hambúrgueres Big Mac, realizando assim um secreto desejo que já vinha dos tempos da adolescência. Um homem fica obcecado pela misteriosa e incrível saga de um elefante que se desvanece em fumo e desaparece da noite para o dia sem deixar rasto. Sem esquecer as confidências de uma mulher casada e jovem mãe com insónias que passa as noites em claro, a ler Tolstoi, e acorda para a vida num mundo indefinido de semiconsciência em que tudo se afigura possível - até mesmo a morte. Ao longo de dezassete pequenas histórias aparentemente banais, das muitas que povoam o nosso quotidiano, Haruki Murakami transporta o leitor à dimensão paralela de um imaginário delicioso e bizarro ao mesmo tempo, percorrendo um Japão que tem tanto de nostálgico como de moderno». Muitas vezes divertidos, sempre comoventes», os dezassete contos desta colectânea são prova da extraordinária capacidade narrativa de Haruki Murakami».
Uma sugestão literária bem saborosa para as férias. Vale a pena ler!

(José Amaral)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

eu vou lá estar


PAN 2010

POETAS PARTICIPANTES

Carlos d´Abreu
Borja Aguiló
José Amaral
Chus Arellano
Víctor Balcells
Nuria Benito Manjón
Carmen Camacho
Andrés Catalán
Ben Clark
Catarina Dionísio Crocker
Tiago Gomes
Antonio Gómez
Koji
Arturo Ledesma
José Luís Lima Garcia
LuisMi
Cristina Martín
João Mendes Rosa
Hugo Milhanas Machado
Ignacio Miranda
Américo Rodrigues
Rafael Saravia
Eduardo Scala
Javier Siedlecki
Victoria Siedlecki
Luis Somoza
Eugenio Tisselli
Leandro Vale
(José Amaral)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

absintiar


absintiar

Agora, só o absinto
- esse carrasco guilhotinesco -
é capaz de me expurgar da alma,
em jeito de estrupo,
os remorsos
que me consomem o corpo
e me dilaceram a alma.

Qual virgem violentada
sinto-me despido de mim
e, dia e noite, uma pérfida tentação
obriga-me a rever-me num louco
e faz-me tentar o suicídio.

Penso, no meio de dois copos
dessa execrável bebida,
na forma eufemística de o fazer:
? veneno ?
? afogamento ?
? forca ?
? pistola ?
Nem sequer ouso
pensar noutras hipóteses,
já que uma destas me é suficiente.

As soluções estão em cima da mesa
cabe-me, agora, corajosamente
escolher aquela que se orgulharia
de me ver estrebuchando por terra,
a boiar num poço,
dependurado de uma árvore
ou exangue.

Escolhi a pistola
e tentei a roleta-russa.
Primeira tentativa e... nada,
depois a segunda,
a terceira,
mais outra e ainda outra.
Nada, nem um só projéctil
conseguiu vencer-me.

Estaria eu sóbrio o suficiente
para a morte não ser capaz
de me olhar no fundo?
Num golo só, suicida,
esvaziei a garrafa absintiada.

Peguei na pistola e fiz girar
o tambor que continha
uma munição apenas.
Como um gambler
fiz rodar a pistola
no dedo indicador,
apontei-a à cabeça,
respirei fundo e...
click... disparei.
Nada!!!

A morte escondia-se atrás
daquela cobarde pistola,
deixando-me cego de raiva,
porque nem bêbedo
conseguia pôr termo à minha vida,
já que sóbrio era cobarde suficiente
para o fazer.
(in "Oráculo Luminar", José Amaral)

sábado, 19 de junho de 2010

Contos filosóficos do mundo inteiro

Agora que as férias estão à porta, mais uma sugestão literária. Uma obra de leitura fácil, mas agradável. Trata-se de Nova Tertúlia de Mentirosos (Teorema, 449 páginas), de Jean-Claude Carrière.
Como nos diz o autor «As melhores histórias do mundo são anónimas. São contos, são filosóficos e vêm do mundo inteiro. São zen ou sufi, chineses ou judaicos, indianos ou africanos. São, também, europeus, americanos, contemporâneos. Engraçados, graves, ou as duas coisas, ao mesmo tempo. São, por vezes, ambíguos, desconcertantes e, até, inquietantes. Parecem-se connosco. Jean-Claude Carrière, ao longo de mais de vinte e cinco anos de trabalho, recolheu-os, escreveu-os e ordenou-os como se se tratasse de um manual de filosofia. Trata-se, pois, da filosofia através dos contos, de um manual em que o caminho para o conhecimento é aleatório e divertido, constituído unicamente pelas melhores histórias do mundo. Estes contos, que atravessam o tempo e o espaço, tratam de todas as questões que, ao longo da história da humanidade e da nossa própria história, sempre nos inquietaram e agitaram. Dizem verdades que só os mentirosos conhecem. Enfim, dizem-nos tudo aquilo que só os contos podem dizer. Histórias de ontem, histórias de hoje: esta é a segunda colheita».

Aqui fica uma pequena história (que se pode ler na contracapa) para acicatar o apetite:
«A um conquistador que todos aclamavam por uma vitória sobre os seus inimigos e que disso se vangloriava até mais não, um humilde mendigo perguntou um dia:
- Quem era o mais forte? O teu inimigo ou tu?
- Eu, é claro!
- Nesse caso, porque te gabas da vitória?».

(José Joaquim)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fica a obra...



(José Saramago - 1922-2010)



Hoje, 18 de Junho, o escritor português, e Prémio Nobel da Literatura em 1998, José Saramago morreu, aos 87 anos em Lanzarote.
Polémico e nem sempre um nome consensual desapareceu o único Nobel da Literatura que Portugal teve.






(José Amaral)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

10 de Junho - Dia de Portugal


Portugal


Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há papo-de-anjo que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso, meu remorso
de todos nós...


(Alexandre O’Neill)

(José Amaral)

sábado, 5 de junho de 2010

Literatura de força...

Desta feita trago uma sugestão de uma obra que me surpreendeu pela positiva. Uma escrita “intelectual”, mas que se lê com agrado. As palavras ganham força como só Natália Correia sabe fazer. Confesso que não conhecia a prosa desta autora (apenas a poesia), mas fiquei bastante agradado. Por isso, recomendo o livro Madona (Planeta DeAgostini, 184 páginas).
Madona é um texto literário narrado por Branca, uma jovem rapariga nascida em Briandos, uma aldeia rodeada de montanhas e de preconceitos quase intransponíveis pela sede de liberdade existencialista que assola a Europa. Quando o pai de Branca morre no leito da prostituta local, e a sua viúva é forçada por um tácito acordo com a sociedade rural a ignorar as circunstâncias da sua morte, Branca decide libertar-se da sua vida espartilhada, enquanto mulher campestre, e refugia-se em Paris.
Em Paris, Branca conhece Miguel, um jovem escritor que a apresenta aos bastidores da revolução de ideias e coreografa a sua nova atitude face às convenções e ao pudor sexual com que crescera. Os amantes de Branca sucedem-se, num rodopio de que Miguel é um espectador quase passivo, convencido de que consegue minimizar os seus sentimentos ao intelectualizá-lo.
Por fim, Branca rejeita os ciúmes de Miguel, sempre camuflados sob uma racionalização exacerbada que a exaurira, e decide abandoná-lo. Vagueia por algum tempo pela Europa, mas acaba por regressar a Briandos. Algum tempo passado, sem nunca abandonar as liberdades que tinham estado interditas à sua mãe, Branca recebe a visita esperada de Miguel. Encontra-o envelhecido e adoentado, embora mais afectado pelos remorsos que as suas perversões tinham deixado para trás do que por qualquer outro tumor. É então que a Fénix do seu amor por Miguel renasce da compaixão que não consegue deixar de sentir, e assim decide partir com ele, rumo a novos ideais.

(José Amaral)

domingo, 23 de maio de 2010









Maias


Maio!

A paisagem veste-se
de verde,
de diferentes tonalidades.

O amarelo
também adorna
a agreste paisagem;
o amarelo-vivo
dos tojos,
- que até fere a vista -
e o amarelo-desmaiado
das giestas,
dão uma aparência
de demência ambiental
provocada pela incúria
dos homens.


(in "Outonalidades", José Amaral)

quarta-feira, 12 de maio de 2010


CidampO

Um crepuscular fim de tarde,
rubicundo,
fez-me deixar os montes citadinos
despidos de gentes
e correr para as campestres ruas
amontoadas daquelas.

Procuro no bulício calmo
do campo,
a acalmia turbulenta
que acotovelei na cidade.

O roncar monocórdico dos tractores
da pequena cidade
recorda-me o infernal trânsito
do grande campo.

Os pássaros da cidade
presos em gaiolas de ar livre,
contrastando com os do campo,
livres em outras de betão.

Na cidade não conseguia ter
um momento de descanso,
poisque são tantos
os sons
os cheiros
as cores,
que me fazem sentir
...no Paraíso.
Tampouco, no campo consigo ter
um momento de turbulência,
poisque são tantos
o barulho
o fedor
a monocromia,
que me fazem sentir
...no Inferno.


Serei assi tão afortunado
por viver no campo
- fisicamente -
e na cidade
- mentalmente -
ou amaldiçoado,
p’lo contrário?


(in "Poder da Díctamo", José Amaral)

domingo, 9 de maio de 2010

viagem histórica

A sugestão literária de hoje é O Romance de S. Petersburgo (casa da letras, 307 páginas), de Vladimir Fédorovski.
Trata-se de uma viagem emotiva e deslumbrante pela vida e amores dos czares Catarina e Pedro e dos escritores Pushkin e Dostoievski na Veneza do Norte. Além disso, através da leitura desta obra vamos ficando a conhecer esta cidade.Na contracapa podemos ler:
«Grandes czares e escritores deram as melhores pistas para decifrar os mistérios desta cidade sedutora. Fizeram-me viajar no tempo, pelos palácios cintilantes que, como toda a arquitectura de São Petersburgo, não conhecem limites, não se parecem com qualquer outro estilo. Foi a arquitectura ou tão-somente a alma russa que realizou estes caprichos com uma tal fantasia, com estes contrastes, estas cores, estes jogos de luz, lembrando as contradições dos dramas históricos? O que resta destes percursos iniciáticos no coração desta cidade insólita? O amor que nasce e morre para persistir nas memórias…»
Estas perguntas são-nos devidamente esclarecidas. Ao longo do livro vamos contactando com as histórias amorosas de Pedro I e de Catarina II (a sua imperatriz camponesa), mas também de escritores famosos como Pushkin e Dostoievski. A leitura deste romance envolve-nos numa viagem, histórica, através dos tempos (desde a sua fundação nas margens do Neva, pela vontade de Pedro o Grande), por São Petersburgo.
A leitura é fácil, pois a escrita é extremamente agradável. Vale a pena ler.

(José Amaral)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mais uma sugestão literária a registar. Desta feita trata-se de um livro finalista do “Booker Prize” e do “Orange Prize”, além de ter sido vencedor do “AMI Literature Award” e do “Betty Trask Prize” 2009. Trata-se de Os Espaços em Branco (Bertrand Editora, 315 páginas), de Samantha Harvey. É um romance que nos faz pensar, que perturba, mas que vale a pena ler. Fala-nos de um tema delicado, a doença de Alzheimer. Narra a história-puzzle de Jake, uma história inconstante com muitos espaços em branco. É a própria natureza da memória que empresta os seus ritmos à narrativa, que vai construindo e minando alternadamente a sua estrutura, expondo assim duplamente um quadro daquilo que é – em toda a sua fragilidade, em toda a sua ternura e imperfeição – ser-se humano.
Aqui fica a sinopse:
«É o dia de aniversário de Jake e ele sobrevoa uma paisagem familiar: que o viu crescer, casar-se, onde trabalhou. Mas já não é o mesmo homem: a mulher morreu, tem o filho na prisão e está prestes a perder o seu passado.
Jake sofre de Alzheimer. À medida que a doença vai avançando, Jake esforça-se por manter presente a sua história, as suas memórias e identidade, mas elas escapam-lhe e deixam de ser credíveis. O que aconteceu à sua filha? Está viva ou morreu há muito? E porque é que o filho foi preso? O que correu assim tão mal na sua vida? Houve em tempos uma cerejeira e um vestido amarelo, mas o que significam exactamente? Ajudado por Eleanor, uma amiga de infância com quem, por alguma razão desconhecida, ele agora dorme, Jake tenta resistir à inevitabilidade do esquecimento, mas os principais acontecimentos da sua vida estão sempre a mudar, embora ele tente fixá-los, e aquilo que até recentemente parecia sólido funde-se em sonhos surreais ou cenários de pesadelos. Poderá ainda salvar alguma coisa da destruição? A beleza, talvez, a memória do amor, ou absolutamente nada?»
Não há que ter medo em ler este livro. Há que ter coragem de lê-lo, mais não seja para conseguirmos entender todos aqueles que vivem – directa ou indirectamente – este drama.

(José Amaral)

sábado, 1 de maio de 2010

Dia da MÃE


Poema à mãe


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves!


(Eugénio de Andrade)

domingo, 25 de abril de 2010

liberdade!...


XXV/25



São cinco e vinte
do vinte e cinco de Abril!

Há cravos e multidões mil
que cheiram a Liberdade
e gritam vivas vermelhos
até à rouquidão da felicidade.

As pedras da calçada,
de forma admirada,
contemplam liberdades até aí
nunca imaginadas.
Os ajuntamentos são saudados,
os beijos andam à solta,
os ouvidos ganham paredes
e os soldados são vitoriados.

A neófita Revolução
está em marcha
e jamais poderá parar
assim a saiba, o País, implementar.


(in "25 de Abril/34 Anos", José Amaral)

domingo, 18 de abril de 2010

a não perder

Mais uma sugestão literária de leitura obrigatória. Deste autor, Ken Follett, já aqui publicitei algumas obras, todas elas de grande qualidade.
Desta feita, trata-se de A Chave para Rebecca (Bertrand Editora, 396 páginas). É uma obra que se lê em pouco tempo, pois a escrita é bastante atractiva. Trata-se de uma obra sobre a II Guerra Mundial. A acção desenrola-se no Norte de África, durante o ano de 1942. É uma história de espionagem, na altura em que o Nazismo estava no auge. O alvo dos espiões era o Cairo. É aí que vamos encontrar o espião alemão Alex Wolff. Alex é um homem hábil e frio. Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio, e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebeca.
No entanto, Alex vai ter de enfrentar Vandam, oficial britânico. Tanto um como outro recorrem à mesma estratégia: fazem-se valer de Elene e Sonia que tentam seduzir, respectivamente, Wolff e Vandam.
À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.
Trata-se de uma obra obrigatória, muito bem escrita - como nos habituou Follett em “Os Pilares da Terra”… - que nos prende da primeira à última linha.

(José Amaral)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

fabuloso

Obrigatório!
Mais uma obra magnífica!
Se dúvidas havia (não para mim, pois ficaram dissipadas logo com a leitura da primeira obra deste autor), não mais há motivos para persistirem. Nova obra de Roberto Bolaño, O Terceiro Reich (Quetzal, 346 páginas), nova preciosidade literária.
Uma obra que nos prende, a exemplo de 2666, desde a primeira à última palavra. Aqui fica a Sinopse:
«Udo Berger, que sempre quis ser um grande escritor, mas que tem de se conformar em ser o campeão de "jogos & estratégia de guerra em Stuttgart", decide ir ao Hotel del Mar, na Costa Brava catalã, com a sua nova namorada, Ingeborg (nome de uma das personagens de 2666). O objectivo é treinar-se para participar num novo jogo de estratégia, justamente Terceiro Reich, e preparar-se para ganhar um torneio internacional. Eles compartilham as suas férias com um outro casal alemão, Charlie e Hanna, até que o primeiro destes desaparece misteriosamente depois de se cruzar com dois sinistros personagens que também levantam suspeitas junto das autoridades locais: «O Lobo» e «O Cordeiro». Entretanto, Udo Berger é perseguido por um detective estranho e sombrio e, atormentado por essa perseguição sem sentido, acaba por entrar em delírio com a "paisagem surreal da Costa Brava". Tudo isto acontece quando entra num jogo de vida ou morte com um personagem enigmático e de rosto desfigurado, El Quemado. Uma autêntica sinfonia de literatura, política, divertimento surreal, absurdo. Gozo puro».

(José Amaral)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

a não perder

Mais uma sugestão literária. Desta feita trata-se de uma obra de um escritor português. A máquina de fazer espanhóis (Alfaguara, 287 páginas), de valter hugo mãe.
Trata-se de um livro de leitura fácil, com uma história muito bem urdida. Faz-nos reflectir e ao mesmo tempo divertir, pois nota-se um apurado sentido de humor por parte do escritor.
Aqui fica a sinopse:
«Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?»
Uma obra a não perder. Recomendo vivamente.

(José Amaral)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Acabei de ler o romance de estreia do norte-americano David Wroblewski, A História de Edgar Sawtelle (Bertrand, 583 páginas).
Aclamada pela crítica – “A leitura obrigatória deste Verão”, People Magazine; “Inesquecível”, Washington Post Book World; “Um misto de thriller literário com bestseller”, Publishers Weekly – e considerado o Romance do Ano 2009 (pelo Oprah Book Club), esta obra relata a vida de um menino mudo no interior dos EUA.
Edgar Sawtelle vive com a família numa quinta remota em Wisconsin e, apesar da deficiência, é feliz. Há gerações que os Sawtelle criam uma carinhosa raça de cão, ilustrada na perfeição por Almodine, a companheira de sempre de Edgar. É com ela e com mais dois cães que Edgar foge após a tentativa falhada de provar o envolvimento do tio na morte do pai, uma morte repentina e em circunstâncias misteriosas em que ele acaba por culpar-se a si próprio por não ter podido gritar por socorro. Após este acontecimento e destroçado pelo romance da mãe com o tio paterno, um dia Edgar vê o fantasma do pai e decide partir na companhia dos três cães. Porém, o amor à mãe e aos animais, e o desejo de vingança, fazem com que regresse a casa. Mas nada é como esperava e Edgar terá de se decidir entre a vingança ou a preservação do legado da família.
Embora muito aclamado confesso não ter gostado muito. Daí o ter demorado tanto tempo a lê-lo (mesmo não gostando, levo a leitura até ao fim). Parece que o autor se preocupou, em demasia, em escolher as palavras e não deixou a criatividade à solta. Por vezes, arrastam-se as descrições e dá a sensação de haver palavras a mais, só para embelezar um pouco mais a história.
Eu não gostei, mas pode ser falha minha. Contudo, deixo a sugestão, pois pode haver outros que leiam e que gostem.

(José Amaral)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Santa Páscoa


A todos os visitantes do AdLitteram votos de uma Santa Páscoa!
(José Amaral)

domingo, 28 de março de 2010

Sugestão...

Hoje foi tarde de cinema. A companhia, o meu filho. O filme Como Treinares o Teu Dragão. A história passa-se num mundo cheio de Vikings musculados e dragões selvagens. Um adolescente esquelético e desajeitado, filho de Viking, decide matar um dragão para se tornar um herói, provando o seu valor à tribo e ao pai. Mas quando ele se torna amigo do dragão o seu mundo vira-se de cabeça para baixo.
A versão escolhida foi a portuguesa, com a voz dos actores Virgílio Castelo, Eduardo Madeira, Francisco Areosa, Paula Lobo Antunes.
Este filme maravilhoso, produzido DreamWorks Animation, merece ser visto. O filme é em 3D o que o torna ainda mais fantástico.

(José Amaral)

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia


poeta



“Poeta sou! Cumpro meu fado, estranho
como o dum Santo ou louco
só posso dar de mais ou muito pouco,
que é tudo quanto tenho”
(José Régio)




A pena traz-me
à memória
a hagiografia escrita louca,
que dei ao mundo
cumprindo meu fado
dos loucos Santos
e eu, em perdidos prantos,
encontro no mais fundo
de mim
uma resposta breve
para dar,
de mais ou muito pouco
dando-me a conhecer
ao mundo
como um Santo
...louco!


(in "Oráculo Luminar", José Amaral)