segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Viva a Folia!...


A origem do Carnaval é pagã. Mas são muitas as teorias que tentam definir os primeiros festejos ora em Roma, nos festejos da Saturnália; ora no Egipto, nas celebrações que homenageavam os deuses Ísis ou Osíris. A corrente mais consensual associa o Carnaval aos bacanais e festejos similares que em Roma aconteciam por altura da Saturnália. Uma festa onde um carro com um formato de navio desfilava por entre uma multidão mascarada que se agitava em brincadeiras diversas.
Etimologicamente, a palavra Carnaval remete para a expressão carne levare que significa “afastar a carne”, (ou também a expressão carne vale, que significa “adeus à carne”) porque segundo o calendário cristão seria o último dia em que se poderia comer carne, a Terça-Feira Gorda, já que no dia seguinte – Quarta-feira de Cinzas – se inicia um período de jejum e reflexão. O Carnaval seria então a última folia de alegria profana que deveria anteceder esta época de tristeza.
No Carnaval muita são as expressões populares que se utilizam para caracterizar esta data: “é Carnaval ninguém leva a mal”, “no Entrudo vale tudo”, “a vida são dois dias e o Carnaval três” fazem todo o sentido quando a folia das batalhas de confetis e serpentinas dão lugar à critica e à sátira social nos desfiles de carros alegóricos. O Carnaval foi também uma festa proibida durante algumas ditaduras nos países que o celebravam, pois as máscaras permitiam a inversão de papéis sociais. Qualquer um podia ridiculizar um político, rimas eram feitas para criticar o governo e as instituições. Em Portugal o Carnaval, embora não tendo o brilhantismo do Carnaval brasileiro ou o misticismo do Carnaval de Veneza, também é festejado um pouco por todo o país. Torres Vedras (o mais português), Loulé, Ovar, Mealhada… Na região de Viseu também o Carnaval de Nelas e sobretudo o de Cabanas de Viriato (com a célebre “dança dos Cús”) são os que têm uma maior expressão.

(José Amaral)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Novo Museu no Fundão

Fundão vai ter museu em memória de José Alves Monteiro


A Câmara do Fundão vai inaugurar no dia 25 um museu arqueológico no remodelado Solar Falcão d´Elvas, no centro histórico da cidade, anunciou a autarquia.
O investimento ronda os 600 mil euros, para «colocar à disposição do público o acervo museológico que o município tem armazenado ao longo de décadas», disse à Agência Lusa o presidente da autarquia, Manuel Frexes.

O acervo do Museu é actualmente constituído por quatro centenas de peças, de um total de cerca de 15 mil em depósito.

Reúne colecções de objectos do quotidiano, que vão da pré-história ao século V, conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos, machados, e exemplares de peças com inscrições seculares.

«Este vai ser um dos equipamentos culturais de maior relevo na região, nas áreas do património, da arqueologia e da história», garante Manuel Frexes.

Para além do espaço museológico, o edifício contempla ainda um pequeno auditório, sala de exposições temporárias, biblioteca técnica, laboratório de conservação e restauro e gabinetes de estudo.

O novo espaço vai receber a designação de Museu Municipal José Monteiro, em homenagem ao responsável pela recolha de parte do espólio que ali será exposto e um dos principais impulsionadores das investigações arqueológicas no concelho.

Por essa mesma razão, o espaço vai ser inaugurado a 25 de Fevereiro, dia de aniversário de José Alves Monteiro, que nasceu em 1890, no Fundão.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1912, e regressou depois à terra natal onde exerceu advocacia e se dedicou à promoção de diversas actividades de ordem cultural e política, como as pesquisas arqueológicas. Foi autor de diversas obras sobre a temática.

Outra parte significativa do espólio do museu resulta de doações e cedências da parte de munícipes e instituições, entre elas o próprio Instituto Português de Museus.

O museu vai ser dirigido por João Mendes Rosa, docente, licenciado em História e doutorando em Arqueologia e actual responsável pela Divisão Municipal do Património Histórico.


in Diário Digital / Lusa (edição online) 17FEV07


Aqui está uma notícia que me deixa muito feliz. Pela iniciativa e pelos seus responsáveis, nomeadamente o meu amigo João Mendes Rosa para quem sei o quanto significa esta iniciativa. O Fundão merece e João Mendes Rosa também. Parabéns!



(José Amaral)


Latinices...

A Língua Portuguesa deriva do Latim, língua falada na região onde ficava a Roma antiga, designada por Lácio, e que, na sua expansão, os Romanos trouxeram para outras regiões, onde, em conjunto com factores locais, evoluiu originando as Línguas Românicas.
Muitos são os que, talvez, nunca tenham tido contacto com o Latim. É pena! Na origem da maioria das palavras por nós faladas está o Latim. Se soubéssemos Latim em muito nos ajudaria a escrever correctamente a nossa língua. O Ad Litteram (expressão latina) deixa aqui um pequeno texto em Latim retirado de “Selecta Latina I”.


«Lusitania et Hispania sunt vicinæ. Industria et diligentia raræ sunt in ancillis. Avara est formica, et prodiga cicada. Provida est formica, mala tamen. Bruma erit longa ; parca igitur esto, o formica. Lusitania, patria mea, mihi est cara. Roma Fortunaque erant deæ. Salve, Lusitania, mea patria. Formicæ, parvæ bestiolæ, sunt multæ. Lætitia incolarum est magna. Domina laudat diligentiam suarum ancillarum. Ancillæ, amate vestras dominas. Poeta vituperavit impudentiam scurrarum. Procella est sæpe causa ruinæ agricolis. Ornaverunt mensas magnis placentis. Villa abundat gallinis, agnis, vaccis et vitulis».


Pode parecer difícil, mas não é. Algumas palavras aproximam-se e em muito com o Português. É só fazer um esforço e tentar traduzir o texto.

(José Amaral)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

14 de Fevereiro - Dia de S. Valentim

As comemorações de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.

A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados pensa-se ter vivido no século III, em Roma, tendo morrido como mártir no ano 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou… foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem do imperador e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos casais em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).


La plupart des rites qui étaient associés à la Saint-Valentin sont maintenant disparus. Autrefois, les amoureux devaient fabriquer eux-mêmes leur carte et composer leur déclaration d'amour. Tout cela se faisait dans l'anonymat... Au Moyen Âge, on appelait "valentin" le cavalier que chaque fille choisissait pour l'accompagner lors de sorties. Le cavalier devait faire un cadeau à la fille.
En ce qui concerne l'identité de saint Valentin, les historiens ne sont pas en accord. Au total, sept saints chrétiens prénommés Valentin sont fêtés le 14 février! Lequel est à l'origine de cette fête? Mystère!

La plupart des historiens croient que la Saint-Valentin est associée aux Lupercales romaines. Les lupercales étaient des fêtes annuelles célébrées le 15 février en l'honneur de Lupercus, le dieu des troupeaux et des bergers.



Valentine's Day started in the time of the Roman Empire. In ancient Rome, February 14th was a holiday to honour Juno. Juno was the Queen of the Roman Gods and Goddesses. The Romans also knew her as the Goddess of women and marriage. The following day, February 15th, began the Feast of Lupercalia.
On the eve of the festival of Lupercalia the names of Roman girls were written on slips of paper and placed into jars. Each young man would draw a girl's name from the jar and would then be partners for the duration of the festival with the girl whom he chose.

Under the rule of Emperor Claudius II Rome was involved in many bloody and unpopular campaigns. Claudius the Cruel was having a difficult time getting soldiers to join his military leagues. He believed that the reason was that roman men did not want to leave their loves or families. As a result, Claudius cancelled all marriages and engagements in Rome. The good Saint Valentine was a priest at Rome in the days of Claudius II. He and Saint Marius aided the Christian martyrs and secretly married couples, and for this kind deed Saint Valentine was apprehended and dragged before the Prefect of Rome, who condemned him to be beaten to death with clubs and to have his head cut off. He suffered martyrdom on the 14th day of February, about the year 270.


José Amaral

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Dois Grandes ESCRITORES

O poeta e romancista russo Boris Leonidovitch Pasternak nasceu a 10 de Fevereiro de 1890, em Moscovo, e faleceu a 31 de Maio de 1960, em Peredelkino. Filho de um professor de pintura e de uma pianista, teve uma juventude em uma atmosfera cosmopolita. Depois dos estudos, Filosofia, na Alemanha regressou a Moscovo. Durante a Primeira Guerra Mundial ensina e trabalha numa fábrica química dos Urais, o que lhe deu matéria para a sua famosa saga Doctor Zhivago anos mais tarde. Durante os anos 30 Pasternak foi perseguido pelas autoridades, mas escapou aos “Campos de Trabalho Correctivo" (sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos e presos políticos da União Soviética), mais conhecidos como Gulag. Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura em 1958, mas ele não foi autorizado a recebê-lo por razões políticas.

[ Like a beast in a pen, I'm cut off
From my friends, freedom, the sun,

But the hunters are gaining ground.
I've nowhere else to run.

Dark wood and the bank of a pond,
Trunk of a fallen tree.
There's no way forward, no way back.
It's all up with me.

Am I a gangster or murderer?
Of what crime do I stand
Condemned? I made the whole world weep
At the beauty of my land.

Even so, one step from my grave,
I believe that cruelty, spite,
The powers of darkness will in time
Be crushed by the spirit of light.

The beaters in a ring close in
With the wrong prey in view,
I've nobody at my right hand,
Nobody faithful and true.

And with such a noose on my throat
I should like for one second
My tears to be wiped away
By someone at my right hand.


Boris Pasternak
1959 ]


Um outro grande dramaturgo, poeta e encenador que nasceu neste mesmo dia foi Bertolt Brecht. Nasceu em Augsburg, a 10 de Fevereiro de 1898 e faleceu em Berlim, a14 de Agosto de 1956. Durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou num hospital. Depois da guerra mudou-se para Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, lhe chamou a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Com a eleição de Hitler em 1933, Brecht não estava totalmente seguro na Alemanha Nazista e, por isso, exilou-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos.

Algumas de suas principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a guerra dos 30 anos e A Vida de Galileu, drama biográfico com o qual Brecht encontra definitivamente o caminho do teatro dialéctico.


[Perguntas de um Operário Letrado

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

Bertold Brecht]

José Amaral

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

SIM? NÃO?

Chega hoje ao fim a campanha do referendo sobre o Interrupção Voluntária da Gravidez (aborto). Muitos foram os argumentos esgrimidos pelas partes envolvidas. A campanha decorreu com alguma elevação, embora num ou noutro momento tenha desvalado.
As pessoas sentem-se divididas perantes questões como esta. Não é fácil, por vezes, decidir com razão e com o coração. Contudo, os portugueses são chamados a votar no próximo domingo dia 11 de Fevereiro.
Amanhã será dia de reflexão. Devemos aproveitar para pensar seriamente qual a intenção do nosso voto. No domingo devemos votar conforme a nossa consciência assim o indicar. Devemos exercer o nosso direito de voto, porque votar é um direito e um dever cívico.

José Amaral

PENSE NISTO...



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Poème érotique

Epithalame

Tes mains introduiront mon beau membre asinin
Dans le sacré bordel ouvert entre tes cuisses
Et je veux l'avouer, en dépit d'Avinain,
Que me fait ton amour pourvu que tu jouisses ?

Ma bouche à tes seins blancs comme de petits suisses
Fera l'honneur abject des suçons sans venin.
De ma mentule mâle en ton con féminin
Le sperme tombera comme l'or dans les sluices.

O ma tendre putain ! tes fesses ont vaincu
De tous les fruits pulpeux le savoureux mystère,
L'humble rodondité sans sexe de la terre.

La lune chaque mois, si vaine de ton cul,
Et de tes yeux jaillit, même quand tu les voiles,
Cette obscure clarté qui tombe les étoiles.

Guillaume Apollinaire (1880-1918) - Poèmes érotiques

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Poema erótico

Canção Cruel

Corpo de ânsia.
Eu sonhei que te prostrava,
E te enleava
Aos meus músculos!


Olhos de êxtase,

Eu sonhei que em vós bebia
Melancolia
De há séculos!


Boca sôfrega,
Rosa brava
Eu sonhei que te esfolhava
Pétala a pétala!


Seios rígidos,
Eu sonhei que vos mordia
Até que sentia
Vómitos!


Ventre de mármore,
Eu sonhei que te sugava,
E esgotava
Como a um cálice!


Pernas de estátua,
Eu sonhei que vos abria,
Na fantasia,
Como pórticos!


Pés de sílfide,
Eu sonhei que vos queimava
Na lava
Destas mãos ávidas!


Corpo de ânsia,
Flor de volúpia sem lei!
Não te apagues, sonho! mata-me
Como eu sonhei.


José Régio

OBRIGATÓRIO LER!

Acabei de ler um livro que considero dos melhores (talvez não cometesse nenhuma heresia se dissesse que foi o melhor) que já li, e foram muitos, até hoje: «História do Rei Transparente», da espanhola Rosa Montero. Considerado pela revista Qué Leer como o melhor romance espanhol de 2005.Aqui fica uma pequena sinopse:
“Sob uma pele de ferro, o coração de Leola palpita por aventura, e a sua coragem leva-a numa turbulenta viagem rumo à liberdade. Num tumultuoso século XII, Leola, uma camponesa adolescente, despe um guerreiro morto num campo de batalha e veste as suas roupas para se proteger sob um disfarce viril. Assim começa o vertiginoso e emocionante relato da sua vida, uma peripécia existencial que não é apenas de Leola mas também nossa, porque este romance de aventuras com ingredientes de fantástico fala-nos, na verdade, do mundo actual e do que todos nós somos. “História do Rei Transparente” é uma insólita viagem a uma Idade Média desconhecida, relatada de uma forma tão vívida que quase se consegue sentir na pele, uma fábula que comove pela sua grandeza épica”.
O livro está escrito em forma de “teia de aranha” (passe o neologismo comparativo que acabo de criar), pois sem nos apercebermos estamos presos à leitura e não somos capazes de nos libertar dela. Cada palavra parece ter sido escolhida para deleite do leitor. Páginas e páginas de pequenas partituras literárias do mais elevado quilate. Ainda agora acabei de o ler e já me apetece reler.
Para aguçar a curiosidade aqui fica um excerto.
«Dia após dia, enquanto nós arranhamos a pele ingrata da terra, eles regam o campo vizinho com o seu sangue. Caem os cavalos extirpados, relinchando com uma angústia semelhante à dos porcos na matança, e os cavaleiros da mesma bandeira apressam-se a socorrer o guerreiro abatido, tão impotente no chão, enquanto os ajudantes lhe trazem outro cavalo ou conseguem desmontar um inimigo. A guerra é um fragor, um estrondo insuportável; bramam os homens de ferro ao desferir um golpe, talvez para se animarem; gemem os feridos calcados em terra; uivam os cavaleiros, de raiva e de dor, quando o aço ardente lhes amputa uma mão; embatem os escudos com um retumbar metálico; batem com as patas no chão os cavalos; rangem e entrechocam as armaduras”.

(José Amaral)

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Não ao racismo


Rosa Parks (de seu nome verdadeiro Rosa Louise McCauley) nasceu em Tuskegee, a 4 de Fevereiro de 1913. Era costureira de profissão e passou a ser um símbolo do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Isto porque em 1955 se recusou a obedecer a lei de apartheid racial no Alabama, ao ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no autocarro a um branco. Rosa recusou-se a sair, desafiando as regras que exigiam que pessoas negras se sujeitassem a abrir mão de seus lugares no transporte público para brancas. Com este acto, Rosa foi presa e multada em 14 Dólares. Esta atitude teve grande repercussão na década de 50 nos E.U.A. Foi com esta atitude de Rosa Parks que muitos negros, em massa, boicotaram o transporte público do estado.

Morreu aos 92 anos, em Detroit a 24 de Outubro de 2005.

"A verdadeira razão de eu não ter cedido meu banco no autocarro foi porque senti que tinha o direito de ser tratada como qualquer outro passageiro. Aguentamos aquele tipo de tratamento por muito tempo", disse Rosa em 1992 a respeito de seu acto em 1955.

Rosa Parks tinha todo o direito a estar sentada, mas infelizmente uma lei condenável não lhe permitia ser tratada da mesma maneira que qualquer seu semelhante, por causa

da sua cor. Exemplos destes deviam servir para o homem mudar a sua maneira de ser/estar na sociedade. Todos somos diferentes, mas somos todos iguais.

(José Amaral)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Bonsai

Já há algum tempo que não coloco aqui fotografias dessas belezas que são as árvores anãs (bonsai). Hoje apeteceu-me. Aqui ficam quatro fotos de exemplares belíssimos.



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Vale a pena ler...

No “Primeiro de Janeiro” de hoje, 1 de Fevereiro de 2007, li um artigo de opinião de Vicente Ferreira Silva, sob o título Que caminhos para a nação portuguesa?, que achei interessante e que, pelo menos, nos faz pensar. Deixo aqui alguns excertos do artigo:
«(…) Devido ao ritmo de vida característico da nossa sociedade, os pais, que cada vez tem menos tempo para acompanhar os filhos, “depositam” nos professores a educação dos seus descendentes. Esperam que aqueles lhes ensinem conhecimentos mas, que também lhes facultem uma educação cívica, nomeadamente, os valores e as regras da coexistência social. Curiosamente, assim que os professores optam por, ou vêem-se na necessidade de, aplicar medidas disciplinares, os pais são os primeiros a manifestarem-se contra essas vias.
Talvez seja importante salientar que a cidadania não se esgota no conjunto de direitos e deveres concedidos pela lei. Para que a cidadania seja alcançada na sua plenitude é necessário um componente vital: o exemplo dos pais. E este chega-nos de várias maneiras, quer pela disciplina, quer pela transmissão dos valores característicos da formação recebida em família. Refiro-me, basicamente, aos “elos” familiares que são passados de geração em geração e que são essenciais para a formação da personalidade. Tais valores nunca nos chegarão se os pais estão ausentes. E não serão os professores, por mais aptos que sejam, apropriados para suprir as deficiências causadas por essa ausência porque nenhum professor pode ou deve substituir um pai. No limite, são um complemento dos pais.
Certamente que não é só de agora mas, ultimamente, o número de agressões de alunos a alunos e de alunos a professores aumentou preocupantemente. Ora, um jovem que agride um colega e/ou um professor é muito bem capaz de atacar um progenitor. E imanente à figura de um pai e/ou professor está a autoridade, pelo que, também não é de estranhar o aumento, registado pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública, dos delitos contra agentes da lei. Seguindo esta lógica, não é disparate nenhum considerar que também a autoridade do Estado é e/ou será desrespeitada e que os valores de ligação ao país se esmaeçam. Quantos portugueses se manifestaram a favor de uma união ibérica?
O crescimento da indisciplina e da agressividade dos jovens é um fenómeno em efervescência. Se não for devidamente analisado poderá colocar em causa, num futuro não distante, a segurança interna do país. Que devemos então fazer? Atrevo-me a sugerir o seguinte, sendo que esta sugestão não passa disso mesmo, uma hipótese.(…)».

(José Amaral)

Iniciativa Louvável



Empresa planta uma árvore por cada transporte que faz
Com sede em Chãs de Tavares (Mangualde), a empresa "Transportes Lemos Lda" desde muito cedo começou a ter uma política de ambiente bem delineada. Em curso tem a campanha "Por cada transporte, plantamos uma árvore".
O nosso Jornal falou com Jorge e Mário Lemos, proprietários, que nos revelaram como é que uma empresa que normalmente tem o rótulo de "poluidora" pode ser amiga do ambiente e reduzir ao máximo os malefícios que os camiões costumam trazer para a natureza.Jorge Lemos começou por nos revelar que o pai, Mário Lemos, sempre foi uma pessoa dedicada às causas da natureza, sendo responsável pela plantação de muita floresta em Mangualde e em concelhos vizinhos. Tal como o slogan adoptado para a campanha, também o logótipo da empresa a verde não é por acaso, lembra Jorge Lemos. O administrador referiu que este slogan mente por defeito, pois "na realidade plantamos muito mais do que uma árvore por cada transporte. Se fizermos bem as contas são umas 10 por transporte, ou seja plantamos 35 mil árvores por ano".


in “Diário Regional de Viseu” 1FEV07



Ora aqui está uma iniciativa louvável e que deveria servir de exemplo para outras empresas. Já agora o próprio governo poderia dispensar uns milhares para iniciativas como esta e preocupar-se mais com o Meio Ambiente.


(José Amaral)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Morreu o autor da banda sonora da Abelha Maia

O compositor checo Karel Svoboda, autor da banda sonora dos desenhos animados "Abelha Maia", morreu no domingo na sua residência, nos arredores de Praga. Svoboda, de 68 anos, terá disparado uma arma contra si mesmo, indicou um porta-voz policial do comissariado da Boémia Central "Examinámos o caso; parece tratar-se claramente de suicídio". Além de centenas de bandas sonoras para filmes, peças de teatro, musicais e séries de televisão, o músico compôs numerosas canções para o intérprete checo mais galardoado do século XX, Karel Gott. Karel Svoboda (Praga, 1938) começou por estudar estomatologia, mas acabou por escolher o mundo da música. Nos anos 50 e 60 foi membro da popular banda rock Mefisto e chegou a integrar o grupo dramático experimental da Lanterna Mágica e do Teatro Rokoko de Praga, onde estreou a sua primeira partitura para obra cénica.

Dos seus trabalhos para séries de TV, os que maior êxito alcançaram, além da "Abelha Maia", foram as bandas sonoras de "Circo Humberto", "Pinóquio" e "Tao Tao", entre outros.

in “Jornal de Notícias” (edição online), 30JAN07


Quem não se lembra de cantarolar o “Lá num país cheio de cor…”. Pois é esta abelhinha que nos entrava em casa sempre sorridente e marota. Quantos de nós sabíamos quem era o autor da banda sonora. Eu, confesso, não sabia. Foi pena o autor ter posto fim à vida desta forma tão trágica. Partiu o autor e fica a obra.

(José Amaral)

Não-violência


Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma") nasceu a 2 de Outubro de 1869, em Nova Deli, e foi assassinado a 30 de Janeiro de 1948. Foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto, como um meio de revolução.

Gandhi ajudou a libertar a Índia do governo britânico, inspirando outros povos coloniais a trabalhar pelas suas próprias independências. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).


in “Wikipédia” (adaptado)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Centenário

A Escola ES/3 Prof. Dr. Flávio Pinto Resende, em Cinfães, comemora amanhã, 27 de Janeiro de 2007, o centenário do nascimento do seu patrono.

Flávio Ferreira Pinto Resende nasceu em Cinfães, no dia 27 de Janeiro de 1907. Era o mais velho de oito filhos de uma família humilde, que conjugou todos os esforços no sentido de permitir o acesso dos seus filhos à cultura. Assim, após a conclusão do curso liceal, ingressou no curso de Medicina, que veio a abandonar, devido à cadeira de Anatomia e que o levou a optar pelo curso de Ciências Naturais, que concluiu com 21 anos de idade.

Exerceu então a docência na Guarda e em Coimbra, onde trabalhou com o Professor/Investigador Aurélio Quintanilha, que o elegeu para ir para a Alemanha especializar-se em Citogenética, tendo-se doutorado em Hamburgo.

Regressou a Portugal e trabalhou na Faculdade de Ciências do Porto, primeiro, como assistente da cadeira de Botânica. A partir de 1943, passou a Professor Catedrático da Faculdade de Ciências de Lisboa, onde veio a exercer também as funções de Director da Secção de Botânica, Director do Instituto Botânico, do Jardim Botânico e Director e fundador do Instituto de Biologia da Fundação Gulbenkian.

Faleceu em Lisboa, no dia 1 de Janeiro de 1967, tendo legado, como especialista de Fisiologia Celular de Plantas, 85 publicações como autor único e 28 em colaboração com outros autores.

Das comemorações destaca-se a conferência “O Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende – O Homem, a Obra” pelos conferencistas Prof. Dr. Fernando Catarino e pela Dr.ª Ana Simões. Serão atribuídos os Prémios aos Alunos que integram os Quadros de Excelência e Valor da Escola. E será distribuída uma medalha comemorativa da Efeméride.

(José Amaral)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Palavras

PalavraS


Palavras!?

Muitas há.

Há???

Há.

(...)


aromáticas,

cruéis,

imbecis,

meigas,

ordinárias,

pudicas,

sinceras,

sublimes...


(...)

Tantas há, que me falta

a capacidade de as enumerar.


Ah!

Já me olvidava:

Frontais/escondidas;

Verdadeiras/falsas;

Justas/injustas;

Cínicas/realistas;

Gratas/ingratas.


Palavras, palavras, palavras...


A estas, leva-as o vento.

Portanto deixemo-nos

de palavreado

e...

ponto final.


(José Amaral, in “Poder da Díctamo”)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Mundo mais pobre


Morreu o abade Pierre, fundador da comunidade Emaús
O fundador da comunidade Emaús e uma das mais emblemáticas figuras da luta contra a pobreza, o francês abade Pierre, morreu esta madrugada, aos 94 anos de idade.
As homenagens e votos de pesar sucederam-se de imediato por toda a França, após a notícia da morte de Henri Antoine Groués — o nome de nascimento de Abbé Pierre, como era conhecido no país —, que estava internado com uma infecção pulmonar desde o dia 14.
O abade Pierre acabou por falecer no Hospital Val de Grâce, em Paris.
A notícia, avançada pelo presidente da Emaús em França, Martin Hirsch, foi logo comentada pelo Presidente francês, Jacques Chirac, que se confessou "consternado". Com a morte do abade Pierre, "é toda a França que é tocada no seu coração" pelo "imenso respeito e profunda afeição" que o país tinha por esta figura.
"Ele mostrou-nos a via da generosidade individual e colectiva, vai fazer falta a todos os franceses", declarou, por sua vez, o primeiro-ministro francês, Dominique de Vilepin.
O abade Pierre, que se iniciou na ordem dos franciscanos capuchinhos, usou os microfones da Rádio Luxemburgo em 1954, com alertas para recolha de apoio para salvar os mais pobres da morte certa.
O seu trabalho começou mais cedo, ainda durante a II Guerra Mundial, dedicando-se a salvar os perseguidos pelo nazismo. Organizou um grupo de resistência armada até ser preso, mas conseguiu fugir escondido num saco do correio, num avião para a Argélia.
Depois da guerra, voltou a Paris e foi eleito deputado da Assembleia Nacional, que deixou por protesto contra uma lei eleitoral que julgava injusta, em 1951. A partir daí dedicou-se inteiramente ao Movimento Emaús, que está hoje presente em mais de 40 países.
Emaús é o nome de uma localidade na Palestina onde, segundo a Bíblia, Jesus apareceu aos seus discípulos após a Ressurreição.


(in Público, edição online, 22JAN07)



O mundo fica mais pobre com a perda de Abbé Pierre. Homens como este (com Maiúscula) fazem sempre falta, mesmo que achemos que ninguém é insubstituível. Um homem de princípios e com um coração do tamanho do mundo.



(José Amaral)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Adeus Poetisa

Morreu a poetisa Fiama Hasse Pais Brandão, aos 69 anos
A poetisa Fiama Hasse Pais Brandão morreu aos 69 anos, disse hoje à Lusa o editor da autora, que foi também dramaturga, ensaísta e tradutora.
O responsável da editora Assírio e Alvim, Manuel Rosa, não adiantou, para já, mais pormenores sobre o falecimento da autora.
Fiama Hasse Pais Brandão destacou-se sobretudo na poesia, constando da sua obra os títulos "O Aquário","Cantos do Canto", ou "Obra Breve".
Recebeu em 1957 o Prémio Adolfo Casais Monteiro pela obra "Em Cada Pedra Um Voo Imóvel".
Casada com o poeta Gastão Cruz, dedicou-se igualmente à escrita para teatro, tendo a sua primeira peça, "Os Chapéus de chuva", sido distinguida com o Prémio Revelação de Teatro, em 1961.
Traduziu Brecht, Artaud e Novalis, entre outros autores, e colaborou em revistas literárias, como Seara Nova, Cadernos do Meio-Dia, Brotéria, Vértice, Plano, Colóquio-Letras, Hífen, Relâmpago e Phala.
Ao nível do ensaio, escreveu, entre outros, "O Labirinto Camoniano e Outros Labirintos", sobre a influência cabalística em diversos autores portugueses dos séculos XVI a XVIII.
Algumas obras
Poesia: “Morfismos” (1961); “Barcas Novas” (1967); "Novas visões do passado” (1975); “Homenagem à literatura” (1976); “F de Fiama” (1986); “Três Rostos” (1989); “Movimento Perpétuo” (1992); “Epístolas e Memorandos” (1996); “Cenas Vivas” (2000); “As Fábulas” (2002). Teatro: “Os Chapéus de Chuva” (1961); “A Campanha” (1965); “Quem Move as Árvores” (1979); “Teatro-Teatro” (1990). Prosa: “Em Cada Pedra Um Voo Imóvel” (1958); “Movimento Perpétuo” (1991); “Sob o Olhar de Medeia” (1998); Ensaio: “O Labirinto Camoniano e Outros Labirintos” (1985).

(in Publico, edição online, 20JAN07)


Em homenagem a Fiama Hasse Pais Brandão aqui fica este belíssimo poema da sua autoria, publicado em “As fábulas”.


EM GALAFURA

Os povoadores da beira Douro

conhecem o pó e as pedras.

E sabem que o Universo

concebe cerejais e parras.

Vivem como vermes magníficos,

iluminados por dias soalheiros,

obscurecidos pelas invernias.


Hillary Clinton anuncia candidatura à presidência dos EUA Hillary Clinton juntou-se este sábado à lista de candidatos que querem chegar à Casa Branca nas próximas eleições presidenciais nos EUA, em 2008.
«É hora de renovar a promessa dos EUA», afirmou a senadora de Nova Iorque num vídeo publicado no seu site, no qual confirma que deu o primeiro passo na corrida presidencial, criando o que se conhece como «comité exploratório».

A esposa do ex-presidente Bill Clinton dirige-se a todos os americanos para que se unam a ela, «não só na campanha, mas numa conversa sobre o futuro do país» e sobre as mudanças que são necessárias para superar os fracassos da actual administração.

A ex-primeira dama afirma que, nos próximos dois anos, fará «tudo o que puder para limitar os danos que George W. Bush possa fazer, devolvendo a esperança e o optimismo à nação».

A notícia da candidatura democrata acontece apenas alguns dias depois do seu colega de partido, o senador Barack Obama, anunciar também a sua intenção de apresentar-se às primárias para a candidatura presidencial em 2008.

Outros democratas que também anunciaram as suas intenções presidenciais são o ex-senador e ex-candidato a vice-presidente John Edwards, o ex-governador de Iowa Tom Vilsack, o senador Chris Dodd e o congressista Dennis Kucinich.


(in Diário Digital, edição online, 20JAN07)


Acho que está na altura de os EUA darem uma reviravolta na sua História. Seria “o dois em um”. Por um lado seria a primeira Mulher-Presidente dos EUA e em segundo tomaria o lugar do pior Presidente (muito provavelmente) dos USA. Como a própria afirma “farei tudo o que puder para limitar os danos de Bush”. Já não é pouco…

Se eu fosse americano votaria, seguramente, nesta mulher que aprendi a admirar.


(José Amaral)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Pai: Biológico vs Adoptivo


Nos últimos dias os “mass media” têm noticiado uma decisão do tribunal, que tem feito correr rios de tinta.
Um casal, durante quase cinco anos, criou uma criança como sendo filha. Proporcionou-lhe o que o pai biológico não fez. O povo diz que “parir é dor e criar é amor”. Foi o que fez este casal.
De repente, apareceu o pai biológico que se tinha desobrigado das suas responsabilidades. Vem requerer o poder paternal e diz que quer ser pai a tempo inteiro. E nestes anos onde estava o pai biológico quando foi preciso alimentar, levar ao médico, vestir… a criança?
Agora o tribunal (recompensando o pai biológico em 30 mil euros) devolve-lhe o poder paternal. O pai adoptivo, pensando na FELICIDADE da criança, não a devolve e por isso é preso por seis anos, acusado de rapto.
A justiça cumpriu o seu dever (“dura lex, sed lex” – é dura a lei, mas é a lei) não está em causa. O que está em causa é a LEI que parece não ser a mesma para tantas e tantas situações: casos que se arrastam nos tribunais, prazos que expiram…
Há cinco/seis anos li um livro, “Uma criança chamada «coisa»” de Dave Pelzer, que conta a história de uma criança maltratada. Quase todos os dias crianças, no nosso país, são maltratadas. Muitas esperam (culpa da burocracia) anos e anos até serem adoptadas. Esta criança é forçada a abandonar o “paraíso” pelo “limbo” e a ir viver com um homem que não conhece. Vai iniciar uma vida nova!
Será esta a melhor solução? Errar é humano, mas emendar a mão é sinal de inteligência. Esta criança merece que a lei seja revista, porque cada caso é um caso e a lei foi feita para o homem e não o homem para a lei.

José Amaral

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Grande Humorista

José Eugénio Soares, mais conhecido por Jô Soares, nasceu no Rio de Janeiro a 16 de Janeiro de 1938. É um dos maiores humoristas que o Brasil já teve, e é também apresentador de televisão. Além do trabalho como actor, dedica-se à literatura e, mais recentemente, retomou seu trabalho como director de peças teatrais.
Filho do diplomata paraibano Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares, Jô queria, quando criança, ser diplomata como o pai. Estudou em colégios internos do Rio de Janeiro e da Suíça com esse objectivo, mas percebeu que seu senso de humor apurado e sua criatividade nata seriam desperdiçados nessa área.
Enquanto escritor escreveu os romances O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras. O Xangô de Baker Street fez grande sucesso nacional e internacional, sendo ainda transformado em filme. Nestas obras, verifica-se o género literário histórico-cómico-policial, na linha preconizada por Rubem Fonseca, crítico construtivo da produção literária de Jô Soares, o que se depreende das dedicatórias constantes nos referidos trabalhos.

(in Wikipédia, adaptado)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Mistério...


Agatha Mary Clarissa Christie nasceu em Torquay, a 15 de Setembro de 1890 e faleceu em Wallingford, a 12 de Janeiro de 1976. Romancista policial britânica foi autora de mais de oitenta livros. Criou as famosas personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Mr. Quin.
Agatha começou a escrever sob influência da mãe, que a incentivou a criar um conto, enquanto Agatha estava com uma forte constipação e de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que durante muitos anos se divertiu escrevendo histórias melancólicas em que a maioria dos personagens morria.
O primeiro romance de Agatha Christie, O Misterioso Caso de Styles, foi escrito no final da Primeira Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou como enfermeira. Nele criou Hercule Poirot, o pequeno detective belga que mais tarde se tornaria a personagem de crimes de ficção mais popular desde Sherlock Holmes.
Agatha Christie tornou-se Dama da Ordem do Império Britânico em 1971.

(in Wikipédia, adaptado)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Músicos Portugueses


Luísa Rosa de Aguiar, conhecida como Luísa Todi, nasceu em Setúbal a 9 de Janeiro de 1753 e faleceu em Lisboa a 1 de Outubro de 1833.
Luísa Todi foi a meio-soprano portuguesa mais célebre de todos os tempos. Luísa começou pelo teatro musicado aos catorze anos, no Teatro do Bairro Alto em "Tartufo", de
Molière.
Casou, em 1769 com o violinista napolitano e seu grande admirador, Francesco Saverio Todi que lhe deu o apelido e a fez aprender canto com o compositor David Perez, muito conceituado e mestre de capela da corte portuguesa. Ao marido deveu o aperfeiçoamento e a dimensão internacional que a levariam a todas as cortes da Europa, como cantora lírica.
Estreou-se em 1771 na corte portuguesa de D. Maria I e cantou no Porto entre 1772 e 1777 quando partiu para Londres para actuar no King's Theatre, sem particular aplauso por parte dos ingleses.
Em 1799 terminou a sua carreira em
Nápoles.
Regressou a Portugal e cantou ainda no Porto, em 1801 onde enviuvou em 1803. Viveu naquela cidade, onde viria a perder as suas famosas jóias no trágico acidente da Ponte das Barcas, por ocasião da fuga das invasões francesas em Portugal, pelos exércitos de Napoleão, em 1809.
Viveu em Lisboa de 1811 até ao final da vida, consta que com algumas dificuldades e cega.

(in Wikipédia, adaptado)

sábado, 6 de janeiro de 2007

Contraste


Uma chuva miudinha

asperge a vidraça.


Um porto rubicundo

contrasta com o dourado

das folhas de tília

na relva do jardim.


Ajoelhada aos pés da cruz

- mãos postas -

recusa-se a erguer os olhos

(já que aquele filho,

que traz no ventre,

não chegará a ver

a luz do dia),

poisque a serenidade

do crucificado

contrasta com a raiva

sufocada no peito

daquela que fora violada.


(José Amaral in “Outonalidades” – Papiro Editora 2006)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

A TLEBS em 2007 - Opinião

Não resisti à tentação de publicar na íntegra este excelente artigo de opinião de Vasco Graça Moura (escritor), intitulado «A TLEBS em 2007», que saiu hoje na edição do “Diário de Notícias”.

Palavras para quê!

“Nos últimos meses de 2006 ficou amplamente demonstrado que a TLEBS [Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário] é um crime contra a língua portuguesa e contra o ensino e a aprendizagem dela. Fala-se muito da estratégia de Lisboa, da formação e da melhoria das qualificações dos estudantes portugueses, com vista a uma maior competitividade no espaço europeu. Mas, com a TLEBS, ficando em risco uma correcta aprendizagem da língua, em risco fica também a das outras disciplinas, nomeadamente das científicas, e todas aquelas excelentes intenções virão a transformar-se em letra morta. Sem falar, porque disso já muito se falou, nos prejuízos advenientes para a cooperação na área do ensino com os outros países de língua portuguesa, para a harmonização terminológica com o sistema brasileiro, para o ensino do português a estrangeiros.
No nosso sistema de ensino, as situações de desigualdade inaceitável crescerão como cogumelos. O regime experimental consagrado deixa a sua aplicação, em grande medida, dependente do critério dos professores. Ora a adesão, e mesmo a simples compreensão das novas regras, por parte dos professores, criam um universo de enorme heterogeneidade de comportamentos, de ritmos variáveis de aplicação, de processos de manuseamento desajustados e de metodologias equívocas de ensino. De maneira que, em termos de avaliação ou exame dos aproveitamentos escolares no fim de cada ano lectivo, não poderá haver critérios-padrão. E, sendo assim, os alunos serão colocados ante situações de clamorosa injustiça que corresponderão a uma efectiva desigualdade perante a Lei. O sarilho será de uma extensão e de uma complicação indescritíveis. Nenhum tribunal a que os pais dos prejudicados recorram poderá ignorá-lo.
Não se percebe por que razão o Ministério da Educação não suspendeu ainda a aplicação da TLEBS. Sabe-se que há a intenção de organizar uma conferência sobre o assunto. Mas uma conferência, podendo talvez fornecer perspectivas de enquadramento úteis, não resolve questões especializadas. Uma terminologia gramatical deve ser estabelecida por especialistas que sejam capazes de assumir por ela a responsabilidade.
Foi assim em 1967, com o Prof. Paiva Boléo a fazer o anteprojecto e, depois, a presidir à comissão que fixou a nomenclatura gramatical.
O Ministério da Educação deveria nomear já uma comissão de peritos, de reconhecida competência e de orientação científica diferente daquela que inspirou a TLEBS, conferindo-lhe o mandato de rever e corrigir a terminologia e de apresentar um anteprojecto no mais curto espaço de tempo. Enquanto esse resultado não for atingido (e não o será sem surgirem novas gramáticas, como salientou João de Andrade Peres), a única solução coerente será repor provisoriamente a vigência da nomenclatura de 1967.
Faço notar que atacar a incompetência que os serviços do Ministério revelaram em tudo isto não é atacar ou desprestigiar as vozes ou o trabalho científico muito respeitáveis de figuras universitárias que parece defenderem a TLEBS, por muito que a sua intervenção venha dando lugar a discordâncias.
É certo que essas vozes académicas, revelando nisso algum autismo, vêem menos a realidade do que a consagração na TLEBS, bem que defeituosa, descoordenada e atabalhoada, das suas próprias teorias científicas, o que poderá deixá-las pouco à vontade na matéria. Mas, bem vistas as coisas, o que elas defendem, no fundo, é a necessidade de revisão da nomenclatura de 1967, não propriamente o inconcebível instrumento aprovado pela Portaria n.º 1488/2004 e a que este Governo já voltou, coonestando-o, pela Portaria n.º 1147/ /2005, de 8 de Novembro. Porque esse instrumento, como se vê das entrelinhas de quanto essas mesmas personalidades têm dito e escrito, não é satisfatório enquanto tal, mas sim um esboço de sistema in progress que carece ainda de ser testado e revisto.
Quando um produto é perigoso para a saúde pública, logo as autoridades o mandam retirar da circulação e venda. A situação é parecida. A TLEBS é um composto de alta perigosidade para a "saúde pública" escolar, como já foi demonstrado de inúmeras maneiras, no plano científico, no plano jurídico, no plano pedagógico e no plano prático. Por muito que isso custe ao Governo, a solução está à vista e não há mais nenhuma. E é o interesse nacional mais abrangente que está em jogo.
O pior cego é aquele que não quer ver. Em política, e muito especial em política de educação, isso paga-se muito caro”.

(José Amaral)

terça-feira, 2 de janeiro de 2007


2007 começou e há que dar os parabéns...
Entrou o novo ano e com ele novos aumentos: luz, portagens, água, transportes públicos... Parabéns ao governo que continua a entrar-nos nos bolsos.
Entrou o novo ano e ouvimos o Sr. Presidente da República a fazer o discurso de Ano Novo... Parabéns pelo discurso (já tardava este puxão de orelhas ao executivo).
Entrou o novo ano e continua uma miséria a nossa televisão. São poucos os programas que se aproveitam. Hoje 02JAN07 depois do telejornal mais um programa do Contra-Informação. O título do episódio de hoje era "Escolhas a Martelo". Espectacular, de fino humor e muito bem conseguido... Parabéns a todos aqueles que fazem este programa. Em jeito vicentino "ridendo castigat mores" este programa ajuda-nos a esquecer as agruras da vida e a olhar o futuro com um sorriso nos lábios, pois "rir é o melhor remédio".
Entrou o novo ano e votos de um Bom 2007 a todos.

José Amaral