segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Outono

Já uma vez aqui publiquei este poema, mas em jeito de recepção ao Outono que agora começa volto a publicá-lo.

OutonO

Era Outono!

Passei por uma ruazita;
num pobre banco de madeira,
um “pobre” idoso sentado.
Tinha uma lágrima,
no canto do olho,
prestes a escorrer pela sua face
já gasta pelas agruras da vida.

Era Outono!

Nesse preciso momento reparei,
na única árvore existente.
Estava praticamente despida.
Tinha a sua beleza,
tal como o velhinho;
uma única folha
se mantinha incólume
à passagem do tempo.

Era Outono!

O idoso baixou a cabeça.
O ramo da árvore,
onde se encontrava a solitária folha,
buliu.

Era Outono!

Quando nada o fazia prever,
o sopro da vida,
gélido e aterrador,
percorreu a ruazita.
Foi fatal!
Para a folha que... caiu.
Para o idoso que... faleceu.

Era Outono!...
(in "Poder da Díctamo", José Amaral)

11 comentários:

Sill Scaroni disse...

Muito lindo o seu poema.
Adoro Poesia.
Sill

Carla disse...

sintomas de outono em cada (com)passo deste teu belo poema
beijos

Isabel-F. disse...

lembro-me deste teu poema ...

é lindo e adorei relê-lo.


bjs

Amaral disse...

Sill
Bem-vindo(a). Ainda bem que gostou do poema. Volte sempre.
Abraço

Amaral disse...

Carla
Obrigado pelo elogio ao poema.
Bjo

Amaral disse...

Isabel
Ainda bem que (re)gostaste.
Bjinho

aDesenhar disse...

parabéns pelo poema amaral.
:-)

abraço

Delfim peixoto disse...

O Outono... gostei do poema, mas não do final...
Abraço

Amaral disse...

Adesenhar
muito obrigado.
Abraço

Amaral disse...

Delfim
Pois o final é triste, mas é propositado.
Abraço

Deusa Odoyá disse...

Olá meu estimado e querido amigo Amaral.
Adoro o outono, mas o final foi muito triste.
Beijos e uma semana com muita luz e paz.

Regina Coeli.