terça-feira, 25 de março de 2008

Dois Génios

Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn - Alemanha, a 16 de Dezembro de 1770 e faleceu em Viena, a 26 de Março de 1827. Este compositor erudito é considerado como um dos pilares da música ocidental.
Beethoven que era
canhoto, nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos.
O infortúnio bate à porta de Beethoven e, por volta de seus 24 anos, sentiu os primeiros indícios de
surdez. Este problema levá-lo-ia a pensar no suicídio. Aos 46 anos estava praticamente surdo. Muitos anos a compor, entre problemas de saúde e familiares, chega a obra-prima de Beethoven: Sinfonia nº 9 em Ré menor Op.125 (“9ª Sinfonia” também conhecida por “Hino da Alegria”) que data de 1824.
Para se ver a popularidade deste compositor basta ver que, segundo se conta, cerca de dez mil pessoas compareceram ao seu funeral.



Walt Whitman nasceu em West Hills, Long Island, a
31 de Maio de 1819 e faleceu a 26 de Março de 1892. Walt Whitman foi um poeta norte-americano, descendente de ingleses e holandeses.
Em
1855 (Julho) publicou a primeira edição de "Leaves of Grass". A primeira edição desta obra – a mais importante da sua carreira - não mencionava o nome do autor, e continha apenas 12 poemas e um prefácio. A obra poética de Whitman centra-se nesta colectânea. Ao longo da sua vida o escritor dedicou-se a rever e completar aquela obra, que teve oito edições (a última datada de 1889) durante a vida do poeta.
Nos seus poemas, Walt Whitman elevou a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral em termos pouco convencionais. Os últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e admiradores americanos e europeus.
Walt Whitman ficou, ainda, mais conhecido mundialmente a partir das citações inseridas no enredo do filme
Clube dos Poetas Mortos. Quem não se lembra desse maravilhoso filme? Quem não se lembra do professor Keating (Robin Williams) a fazer referências a este poema de Whitman:


O CAPTAIN! MY CAPTAIN!

O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up -- for you the flag is flung -- for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths -- for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.

My Captain does not answer, his lips are pale and still,My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.


(José Amaral)

6 comentários:

Isabel-F. disse...

Bethoven é um dos meus clássicos preferidos ...


não conhecia o poeta ... mas adorei o poema...


bjs

Amaral disse...

Isabel
Também gosto muito de Beethoven e Wilthman conheço alguma coisa. Confesso que foi a partir desse maravilhoso "Clube dos Poetas Mortos" que procurei descobri-lo um pouco mais.
Bjinho

A. João Soares disse...

Beethoven não foi um compositor para salão para embalar doentes. É forte, incita ao movimento, à acção. Gosto da sua sonoridade e do apelo ao patriotismo, à luta por ideais superiores, ao acordar de energias adormecidas.

Um abraço
A. João Soares, serve de link

Amaral disse...

João
Bem observado. Beethoven foi isso mesmo, mais ainda... um génio.
Abraço

Anónimo disse...

O poema de Walt Whitman é de uma força incrível...em qualquer projecto existe um mentor,que até pode ser sacrificado,mas o importante é levar esse projecto a bom porto,só assim tudo valerá a pena:" OH CAPTAIN,MY CAPTAIN!"
O filme " O Clube dos Poetas Mortos",e o bom desempenho do actor
Robin Williams no papel de professor Keating só veio demonstrar que também é possível ensinar pela difereça,nem sempre o professor "normal",transforma o mundo,será sempre necessário explorar outras vertentes e respeitar as diferenças individuais.
inconformist

Amaral disse...

Inconformist
Mais uma análise justa. É certo e sabido que o modelo do professor dito "normal" está semi-acabado, mas é necessário dar liberdade aos professores para serem Keating's.
Nem sempre somos compreendidos quando procuramos inovar.
Abraço