quinta-feira, 24 de abril de 2008

Feriado do 25 de Abril


XXV/25

São cinco e vinte
do vinte e cinco de Abril!

Há cravos e multidões mil
que cheiram a Liberdade
e gritam vivas vermelhos
até à rouquidão da felicidade.

As pedras da calçada,
de forma admirada,
contemplam liberdades até aí
nunca imaginadas.
Os ajuntamentos são saudados,
os beijos andam à solta,
os ouvidos ganham paredes
e os soldados são vitoriados.

A neófita Revolução
está em marcha
e jamais poderá parar
assim a saiba, o País, implementar.


(in "25Abril/34Anos", José Amaral)

8 comentários:

meg disse...

Amigo Amaral, um bom feriado é o que te desejo. Eu só hohe é que arranjei este bocadinho para visitar dodos os amogos que estiveram comigo nestes dias de aflição.
Um abraço

Amaral disse...

Meg
Obrigado pela visita e pelos votos de um bom feriado.
Espero que esteja tudo bem sonsigo. Bom fim-de-semana
Abraço

Odele Souza disse...

Percebi pelos blogs de meus amigos portugueses, que o 25 de Abril gera ainda um sentimento de forte patriotismo. Acho bonito isto, este envolvimento cívico, este "torcer" pela pátria.

Bom fim de semana pra ti Amaral.

Amaral disse...

Odele
Sim é verdade. Muitos estão contentes, outros descontentes e outros acomodados.
Bom fim-de-semana
Bjo

Paulo Sempre disse...

Obrigado pela visita.
É certo que o 25 de Abril de 1974 «anunciou» a liberdade "cantada" em todos os "tons".
Passados 34 anos, há um certo medo nos quotidianos prisioneiros das pantominas dos "vendedores de sonhos". Daqueles que, de uma forma + - "velada", pensam mais no seu umbigo do que na "causa publica"...
Vislumbram-se e/ou perfilam-se, no futuro, «sinais» de outras revoluções onde, certamente, os cravos não terão lugar no cano das espingardas....
Abraço
Paulo

Amaral disse...

Paulo
Muito provavelmente não terão mesmo lugar os cravos. A flor perdeu o brilho e o cehiro a liberdade que exalavam.
Abraço

A. João Soares disse...

Amaral,
Gosto do seu poema, principalmente do último verso. Assim o País a saiba implementar.
Não soube e não sabe. Foi um acto ingénuo sem uma cuidada preparação que garantisse um rumo seguro nos dias seguintes. À esperança sucedeu-se o receio do que viria, e vieram nuvens e sombras, invejas e perseguições que destruíram o que havia de mais válido no País.
A passagem mais esclarecedora ocorreu na Suécia quando Otelo visitou o PM Olof Palm. Para lhe mostrar que estávamos no bom caminho para o socialismo, disse-lhe «estamos a acabar com os ricos», ao que Olof Palm respondeu «nós estamos a procurar acabar com os pobres mas temos tido muitas dificuldades». Isto mostra a preocupação de nivelar por baixo arrastando tudo e todos para a mediocridade em vez de procurar a meritocracia. E hoje, passados tantos anos, ainda estamos a ser governados por medíocres que não sabem pensar antes de decidir e fazem mais recuos do que avanços.
Abraço
A. João Soares

Amaral disse...

João
Obrigado.
Sem dúvida que me Portugal pensa-se de forma errada, parece-me que querem construir a casa a começar pelo telhado.
Boa semana
Abraço