quarta-feira, 25 de abril de 2007

Abril 25


A Revolução do 25 de Abril também ficou conhecida por Revolução dos Cravos e decretou o fim da ditadura do Estado Novo. A revolução foi pensada, programada e levada a cabo por um grupo de militares descontentes com o regime e a situação militar resultante da guerra colonial. Estes militares, na sua maioria capitães, uniram-se no chamado "Movimento das Forças Armadas" (MFA), e na madrugada do dia 25 tomaram os principais pontos estratégicos da capital. A população apoiou, desde o primeiro minuto, este movimento, facto que se tornou decisivo para a vitória do movimento. A 24 de Abril o Jornal “República” chama a atenção dos leitores para a emissão do programa “Limite”, dessa noite, na Rádio Renascença. Pelas 22:00 horas, Otelo Saraiva de Carvalho e outros cinco oficiais ligados ao MFA encontram-se já no Regimento de Engenharia 1 na Pontinha onde, desde a véspera, fora clandestinamente preparado o Posto de Comando do Movimento. Seria Otelo a comandar as operações militares contra o regime. " E depois do Adeus ", canção interpretada por Paulo de Carvalho, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, transmitida pelas 22:55 horas marca o início das operações militares contra o regime. A transmissão da canção " Grândola Vila Morena " de José Afonso, às 00:20 horas, no programa “Limite” da Rádio Renascença, é a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis. Entre as 00:30 horas e as 16:00 horas, são ocupados os pontos estratégicos considerados fundamentais (RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Aeroporto de Lisboa, Quartel General, Estado Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi). É, também, difundido o Primeiro Comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português As Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém estacionam no Terreiro do Paço e as forças paramilitares leais ao regime começam a render-se: a Legião Portuguesa é a primeira. Desde a primeira hora o povo vem para a rua para expressar a sua alegria! Dá-se início ao cerco do Quartel do Carmo, chefiado por Salgueiro Maia, entre milhares de pessoas que apoiavam os militares revoltosos. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano e mais dois ministros do seu Gabinete. Pelas 16:30 horas, do dia 25, e expirado o prazo inicial para a rendição, anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede a comparência no Quartel do Carmo de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel. Pelas 17:45 horas, Spínola, mandatado pelo MFA entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo. No Quartel do Carmo é hasteada a bandeira branca. Pouco menos de duas horas depois, Marcelo Caetano rende-se. A chaimite BULA entra no Quartel para retirar o ex-presidente do Conselho e os ministros que o acompanhavam, levando-os, à guarda do MFA para o Posto de Comando do Movimento no Quartel da Pontinha. Elementos da PIDE/DGS disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sede daquela polícia na Rua António Maria Cardoso, fazendo quatro mortos e 45 feridos. Isto por volta das 20:00 horas. A 26 de Abril a PIDE/DGS rende-se, após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais director daquela corporação. Na RTP apresenta-se ao país a Junta de Salvação Nacional. Por ordem do MFA, Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afectos ao antigo regime, são enviados para a Madeira. O General Spínola é designado Presidente da República. Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche. Assim, com a Revolução dos Cravos regressam as liberdades de opinião, de expressão e de imprensa. Fala-se sem medo de ser punido por aquilo que se diz e pensa.

Mais informação em:

http://www.pcp.pt/actpol/temas/25abril/30anos/index.htm

http://www.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=Cronologia


(José Amaral)

10 comentários:

al cardoso disse...

Vivam as Liberdades e que nunca se transformem em libertinagem!

Como resposta ao seu comentario no "Aqui d'Algodres" tenho que dizer-lhe, que sem duvida nenhuma o "Ad Litteram" merece o premio, mas nao o tendo atravez de mim, ja sei que o teve atravez de um amigo das "Terras de Tavares"!

Um abraco d'Algodres.

Amaral disse...

Al Cardoso
Viva a liberdade, mas que país livre é este que escolhe os caminhos que tem escolhido? A pergunta fica no ar...
Quanto ao meu blog estava a tentar fazer uma revolução (LOL)

Abraço

ANA LUCIA disse...

PASSEI EM SEU BLOG E DEIXEI MEU CARINHO...
BEIJOS NO CORAÇÃO...
ANA

Amaral disse...

Ana Lucia
Obrigado por ter passado pelo blog e por ter deixado um carinho
Bjo

ANA LUCIA disse...

OBRIGADO PELA ATENÇÃO DE TERIDO EM MEU BLOG E ACRESCENTAR A LISTA DE AMIGOS.
BEIJOS NO SEU CORAÇÃO E CONTINUA A ESCREVER PQ SEMPRE QUE DER QUERO ESTAR LENDO...
BEIJOS E BEIJOS

Amaral disse...

Ana Lúcia
Não tem de agradecer.
Bjo

Anónimo disse...

Pedimos desculpa pelo longo período sem posts contudo estamos de novo em força para desvendar e (re)descubrir a nossa cidade, o nosso País!:D
Quanto ao tão celebrado 25 de abril penso que vivemos numa ditadura democrática!
Um abraço "figueiraolhar"


www.figueiraolhar.blogspot.com

ANA LUCIA disse...

ADICIONEI A MINHA LISTA DE AMIGOS EM MEU BLOG.BEIJOS NO CORAÇÃO.SEI QUE TBM FUI ADICIONADA AO SEU
BEIJÃO

Amaral disse...

Figueira Olhar
Bem (re)vindo aos seus comentários no meu blog. Fico feliz pelo vosso e pelo vosso trabalho que ainda não é em quantidade, mas é de muita qualidade.
25 de Abril... reflexões para outro tempo
Abraço

Amaral disse...

Ana lucia
Obrigada pela gentileza. Bom trabalho.
Bjo