sábado, 8 de novembro de 2008

Luta por uma causa

Mais um dia D para a Educação e para os professores. Hoje, 8 de Novembro de 2008, em Lisboa esperam-se mais de 100 mil professores numa manifestação gigantesca, semelhante à de Março passado. Será um mar imenso de professores. Muitos são aqueles que, por opção ou por imperativos de força maior, não poderão estar presentes, mas nem por isso deixarão de estar presentes (em espírito) e nem por isso deixarão de lutar por esta causa.
A concentração dos professores terá início às 14:30 no Terreiro do Paço, em Lisboa, onde irá decorrer um plenário cerca de meia-hora depois. Segue-se Rossio, Restauradores, Avenida da Liberdade e Marquês de Pombal. Aí deverá ser aprovada uma resolução a exigir ao Governo a suspensão da avaliação de desempenho e o início de novas negociações para alterar o modelo definido pelo Ministério da Educação.
Ontem, a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas.
Já vai sendo tempo de o M. E. deixar de lado as teimosias e as imposições e de constatar que este modelo não é funcional. Além de muito burocrático e extremamente injusto. O sucesso dos alunos não pode ser leitmotiv para um professor ser avaliado. Assim, o mais fácil é passarem todos, e há sucesso e o professor obtém uma nota boa. «A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar. A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo» defende, e bem, a líder do PSD. Mais defende que é preciso também «acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda».
Esta causa não pode esmorecer até que seja reposta a justiça. Os professores não temem ser avaliados, sempre o fomos (bem ou mal era o modelo que existia – que estava gasto), mas que sejamos avaliados por um modelo justo.

(José Amaral)

12 comentários:

Paula disse...

A velha problemática da avaliação dos professores...

Abraço

Deusa Odoyá disse...

Amigo Amaral!.
Não só ai em Portugal, mas no Brasil essa luta se arrasta por muitos anos afora.
Mal remunerados e sem o mínimo de valores.
Beijos amigo.
Uma semana abençoada por deus.
Fuqie na paz.
Regina Coeli.

Amaral disse...

Paula
Creio que se refere em termos correctos. A velha problemática sim... mas que não se pense que os professores não querem ser avaliados. Querem! Mas não querem este modelo injusto e extremamente burocrático.
Boa semana
Abraço

Amaral disse...

Regina
Aqui em Portugal com este ministério as coisas agravaram-se. Não é só a parte monetária e a falta de credibilidade (política, diga-se de passagem) é, neste momento, a avaliação injusta.
Boa semana
Bjo

JPCLEMENTE disse...

Caro J. Joaquim!
Essa é uma luta que evidentemente partilho. Os papeis passaram a estar em 1º lugar.
Alguém já fez a análise do papel dos encarregados de educação? Verificamos que o insucesso em muitos dos nossos alunos têm como base o não acompanhamento dos enc. de educação. Só quando estes sentirem no bolso este facto é que mudarão de mentalidade.
Um abraço amigo

Amaral disse...

João Paulo
Pois só que enquanto houver políticos a denegrir a nossa classe... enquanto houver pessoas com responsabilidades a nada fazerem... enquanto houver interesses em premiar os maus e obter resultados a todo o custo, para as estatísticas...
Boa semana
Abraço

Meg disse...

Caro Amaral,
Ignorante esbarro numa palavra sua..."estatísticas".
Será que não matei a charada?

Um abraço e melhores dias.

Amaral disse...

Meg
Certamente que não... foi muito perspicaz no seu comentário.
Boa semana
Abraço

Vieira Calado disse...

Conheço alguns que, por qualquer razão, não puderam ir.

Será que a ministra estava tão ocupada que não deu por nada?

Um abraço.

Amaral disse...

Vieira
A ministra não vê o que é óbvio, assim a Educação não vai a lado nenhum.
Avaliação sim e sempre, mas não com este sistema injusto e burocrático.
Boa semana
Abraço

Delfim peixoto disse...

E fomos 120 000....
foi comovente!
Abraço

Amaral disse...

Delfim
Foi e a luta tem de continuar.
Abraço