De palmito e capela,
(José Régio)
E porque as boas acções não se devem perder, aqui estou, neste novo ano, a sugerir novos livros para leitura. Ler é um prazer, portanto aqui fica a minha sugestão.





«Doze Silhuetas negras, em tamanho natural, a simbolizar as vítimas mortais dos acidentes rodoviários, foram colocadas em algumas estradas do distrito de Viseu. É mais uma tentativa para sensibilizar os automobilistas para uma condução prudente.
Numa iniciativa louvável da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária apareceram estas silhuetas negras, na berma das estradas, para nos fazerem, a nós condutores, pensar duas vezes antes de carregar no acelerador.
Esta época festiva (Natal e Fim-de-Ano) é, muitas vezes, ensombrada por notícias de mortes nas estradas. Cabe-nos a nós ter uma postura cívica que permita alterar este drama. Como diz o slogan “Mortes na estrada: Vamos parar este drama”.
(José Amaral)
Já não estava nos meus planos apresentar mais nenhuma sugestão de leitura em 2008. Pensava eu que com “Sarapicos de Natal” tinha encerrado este capítulo. No entanto, não resisti à tentação de (re)ler um belíssimo livro vencedor do “Prémio Goncourt 1984”. Trata-se de um livro de Marguerite Duras: O Amante (Difel, 98 páginas).
Mais um ano se aproxima a passos largos do fim. Passou a correr e não tarda nada ouvir-se-ão as badaladas que anunciam a "morte" de 2008 e o "nascimento" de 2009.

Foram muitas as sugestões literárias ao longo deste ano de 2008, que agora se aproxima, a passos largos, do fim.
Hoje fui ao cinema com o meu filho ver o filme A Lenda de Despereaux (Framestote Feature Animatio). Um filme animado e com uma mensagem interessante. Vale a pena ver. Aqui fica a sinopse do mesmo:
(Imagem retirada da Internet)
Quase a terminar mais um ano, mais uma sugestão literária. Desta feita o autor é o vencedor do Prémio Nobel da Literatura de 2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio. Le Clézio nasceu em Nice, a 13 de Abril de 1940. Até meados dos anos 70, a sua obra, que conheceu logo de início um grande sucesso, foi muito marcada pelas pesquisas formais do «novo romance». Depois, o interesse pela história da sua própria família, o amor das viagens e o fascínio que nutria pelas culturas ameríndias encaminharam-no para novos modelos literários, tendo por base o mito e uma extraordinária riqueza imagética, de pendor quase alucinatório. 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adoptada pela ONU em 10 de Dezembro de 1948. Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo, delineia os direitos humanos básicos.
apenas de celebração», lembrando que «a injustiça, desigualdade e impunidade persistem em muitas partes do mundo», nomeadamente pelo facto de «os governos fazerem promessas e aprovarem leis, mas falharem no seu cumprimento».
Vem aí o livro Sarapicos de Natal! Uma antologia de contos de Natal, com a chancela da Papiro Editora, doce e com travo a canela, para contar à lareira…
Francisco de Sá Carneiro nasceu no Porto, a 19 de Julho de 1934 e faleceu em Camarate, a 4 de Dezembro de 1980. Político português, fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social-Democrata, e ainda primeiro-ministro de Portugal, durante cerca de onze meses, no ano de 1980.
Assinala-se, esta quarta-feira, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, numa altura em que a maioria dos cidadãos nesta situação continuam a ser alvo de exclusão e descriminação no acesso, em condições de igualdade, ao ensino, emprego, habitação e transportes.
A 1 de Dezembro, em todo o mundo, comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a SIDA. Este flagelo que tem matado muitas pessoas, anónimas ou conhecidas, em todo o mundo.
ção).
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
(José Amaral)
Mais uma sugestão literária. Mais um autor português. Mais um Livro premiado. Por ordem: “o remorso de Baltazar serapião” (Quidnovi, 174 páginas), da autoria de Valter Hugo Mãe, vencedor do Prémio José Saramago 2007. Novamente estamos na presença de um livro todo ele escrito em minúscula.
(Imagem retirada da Internet)
De volta às sugestões literárias, trago aqui hoje o volume II dessa bela obra de Ken Follet: Um Mundo Sem Fim (Editorial Presença, 588 páginas).
António Aleixo, poeta popular português, nasceu em Vila Real de Santo António, a 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu em Loulé, a 16 de Novembro de 1949. As suas quadras são de uma sabedoria profunda. Popular? Certamente, mas nem por isso de se deitar fora. Muito pelo contrário. Como dizia Gil Vicente “ridendo castigat mores”. Também as quadras aleixianas nos dizem verdades a rir.
Mais um dia D para a Educação e para os professores. Hoje, 8 de Novembro de 2008, em Lisboa esperam-se mais de 100 mil professores numa manifestação gigantesca, semelhante à de Março passado. Será um mar imenso de professores. Muitos são aqueles que, por opção ou por imperativos de força maior, não poderão estar presentes, mas nem por isso deixarão de estar presentes (em espírito) e nem por isso deixarão de lutar por esta causa.
soneto do amor e da morte
quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
(José Amaral)
A Liga Portuguesa Contra o Cancro leva a efeito mais um peditório. Para fazer face a uma doença que atinge mais de 20.000 portugueses, a LPCC realiza o seu peditório anual nos dias 1, 2, 3 e 4 de Novembro, por todo o território nacional. Em Portugal, os cancros de maior incidência são o da mama, pele, próstata, cólon, recto, estômago, colo do útero e pulmão. Anualmente surgem 4500 novos casos de cancro da mama, em Portugal.
o".
«[...] Às vezes pasmo, Melanie, com a exactidão com que estes momentos me vêm à memória. Estou a ver o elevador, é como se tivesse sido ontem. O portão de grades trabalhadas em cobre, o guarda-vento de vidros foscos com umas flores lavradas que pareciam jarros do oriente. E os espelhos aos lados? E o banquinho de veludo na parede do fundo, tão virginal, tão romântico? Oh, era uma cestinha de arcanjos, aquele elevador, todo em ouros e brancos esmaltados. Mas o inesquecível era a máscara do diabo que havia no tecto a olhar cá para baixo! Assustava e enternecia. Tinha uns corninhos de fauno, saídos do conjunto da figura que era em relevo dourado e com uma mascarilha vermelha. Tantas minúcias, eu bem digo…Não te parece estranho?E todavia tudo se passou fora do tempo e do espaço! Tudo, ma chèrie, Tudo! Ainda mal tínhamos fechado a porta já o Gaston-Philippe se colava a mim a percorrer-me desvairadamente com as mãos. Contornava-me, cingia-me com um braço e procurava-me as coxas e as nádegas por baixo da roupa. Eu própria levantei o vestido, colando-me mais a ele, e imagina a surpresa que o tomou quando sentiu nos dedos a verdade do meu ventre!»
(José Amaral)

Volto às sugestões literárias. O autor não é desconhecido: Ken Follet. À semelhança de "Os Pilares da Terra", Ken Follett volta ao registo do romance histórico, numa obra dividida em dois volumes. Desta feita trata-se de Um mundo sem fim – volume I (Editorial Presença, 581 páginas). O autor regressa à cidade de Kingsbridge, mas com um intervalo de dois séculos. Recorre a elementos comuns do primeiro livro e dá vida a descendentes de algumas das personagens de “Os Pilares da Terra”.
Desencanto
