terça-feira, 15 de agosto de 2006

Segunda "Lhéngua"


Primeiro livro infantil mirandês

Francisco Pinto


Foi apresentado o primeiro livro infantil escrito em língua mirandesa dirigido "expressamente" para crianças entre os quatro e os sete anos de idade. O título do livro é o "Fio e Novelo". A historia é da autoria de "Fracisco Niebro", pseudónimo do escritor de língua mirandesa, Amadeu Ferreira, e conta com ilustrações de Sara Cangueiro, aluna da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, que conta já no seu curriculum com uma série de obras viradas para as crianças.

Este trabalho foi publicado por uma nova editora - Chim Chim - que vai lançar exclusivamente livros escritos na segunda língua oficial em Portugal. A editora serve igualmente para homenagear todas as mães mirandesas, já que antigamente estas mulheres traziam os seus filhos presos com um xaile - o 'chim chim'.

O livro aborda temas essenciais para a formação das crianças, como as cores, noções de grande e pequeno ou alto e baixo.

Segundo Amadeu Ferreira, esta é "a historia de um novelo que anda a procura da outra ponta do fio e, pelo caminho, faz uma volta imaginária pelo Mundo, pelas estrelas, por montanhas e vales mas nunca consegue encontrar a outra ponta". Encontra uma teoria o Mundo não poder ser descoberto só com os olhos, sendo preciso ter outros sentidos.

Este livro poderá ser o pontapé de saída para a alfabetização em língua mirandesa e um instrumento de apoio para o professores de língua mirandesa que estão a dar aulas a crianças de tenra idade.

Ainda em matéria de aprendizagem da língua mirandesa, o dicionário da "Lhéngua" já está disponível, mas apenas a letra 'M'. O dicionário vai ser publicado letra a letra na Internet ainda durante o corrente mês, com a finalidade de chegar ao maior número de pessoas possível. Terá cerca de 25 mil entradas.

in Jornal de Notícias (edição online) 15AGO06

Borba restaura pinturas do séc. XVIII abandonadas há 30 anos

Dezena e meia de pinturas datadas do século XVIII, em avançado estado de degradação, vão ser recuperadas pelo município alentejano de Borba (Évora) e repostas no Palacete dos Melos, que será adaptado a biblioteca.

O presidente da Câmara Municipal de Borba, Ângelo de Sá, adiantou hoje à agência Lusa que as telas estavam abandonadas no sótão dos Paços do Concelho há mais de 30 anos, depois de terem decorado as divisões nobres do Palacete dos Melos.

«Os painéis estavam abandonados no sótão da Câmara Municipal desde o período do 25 de Abril de 1974», disse o autarca, observando que as pinturas apresentam «um estado de degradação bastante avançado, quase terminal».

Apesar da inexistência de estudos científicos rigorosos sobre a datação das telas, os técnicos do município avançam com a possibilidade dos painéis terem sido mandados pintar «por volta do século XVIII», pouco depois da construção do Palacete dos Melos, um imóvel propriedade da autarquia e que já acolheu uma escola local.

«São várias pinturas de têmpera sobre linho, cujas temáticas representadas são os temas da época, como a caça, a pesca e a música», relatou Ângelo de Sá, descrevendo que quase todas as obras contêm uma cercadura decorativa pintada na própria tela.

As pinturas que vão ser objecto de uma intervenção de conservação e restauro apresentam «muitos buracos de elevadas dimensões espalhadas pela tela, muitas lacunas sem tinta, enormes rasgões nos cantos e ausência de camada pictórica».

Além de muito pó acumulado ao longo dos anos, ao ponto de não se distinguir correctamente a representação pintada, as obras têm remendos de tecido colados na parte frontal com colas abrasivas e muitos repintes mal elaborados com tintas pouco indicadas.

Até os versos nas telas, segundo o autarca, «estão repletos de detritos dos xilófagos e insectos».

Depois de ter recuperado a cobertura do Palacete dos Melos, em Borba, o município vai intervir nas zonas interiores do edifício para o adaptar a biblioteca e videoteca.

in Diário Digital / Lusa (edição online) 15AGO06

domingo, 13 de agosto de 2006

Feira Franca


Feira de S. Mateus está de volta ainda em ano de transição

O número da edição já é difícil de pronunciar – n.º 614 – mas a importância e a relevância do certame a nível nacional já não necessita de ter que o pronunciar para dizer que mais um ano passou e a Feira de S. Mateus está de volta, no mesmo dia, 14 de Agosto e com as mesmas características, para animar Viseu durante 40 dias.
Há três anos que a feira decorre sujeita ao programa Viseu Polis que implicou a requalificação do recinto. Este ano deixa de fora metade dos expositores interessados em vender no certame em resultado dessa mesma requalificação. Dos mais de 500 pedidos foram aceites apenas 274.

“É mais um ano de transição, mas o pior já passou e será a última vez que a feira tem restrições por causa do espaço, no próximo ano decorrerá com o parque linear completo”, esclareceu o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, durante a apresentação do certame.

Jorge Carvalho, gerente executivo da Expovis, empresa que organiza a Feira de S. Mateus, acrescentou que o novo recinto retirou à feira 2 900 metros quadrados de área, ficando agora com 13 mil metros quadrados (1900 área coberta) o que criou limitações de espaço e resultou na diminuição de 44 expositores.

Orçada em um milhão e 200 mil euros, a Feira de S. Mateus vive de duas grandes fontes de receita. De um lado o aluguer dos espaços e, do outro, a venda em bilheteira, esta última sempre condicionada ao estado do tempo: “Essa receita está condicionada à qualidade do artista, mas sobretudo ao tempo. Nem que venha o maior artista do mundo, se estiver a chover as pessoas não vêm”.

No campo das despesas, a maior fatia vai para os espectáculos que sobem ao palco do certame - 320 mil euros. No consumo de energia são gastos 40 mil, 93 mil euros com pessoal Oito mil euros em fogo de artifício, a par de outras despesas.
O presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama preside, este ano, à inauguração da mostra. É a segunda vez que um presidente da AR inaugura a feira. Para Fernando Ruas é condição base para inaugurar a Feira de S. Mateus, ter um ministro ou um membro de Estado. O autarca ainda não perdeu a esperança de poder receber o Presidente da República para cortar a fita de uma futura edição.

Semana do feirante desaparece

Durante anos, a Feira de S. Mateus dedicou a última semana aos feirantes. Nos sete dias, a comissão de feirantes organizava o programa de festas, este ano, a Expovis resolveu acabar com a semana: “Era uma situação que não agradava à organização porque a comissão de feirantes fazia um peditório aos feiras e metade acabava por pagar para a outra metade

in Jornal do Centro (edição online) ed. 230, 11 de Agosto de 2006

Esta Feira Secular (Feira Franca) recebe todos os anos muitos visitantes. Para mais informações aconselha-se a consulta do seguinte site: http://www.expovis.pt/

Muro da Vergonha

O MURO de BERLIM foi um símbolo vivo da divisão da Alemanha em duas entidades, a República Federal Alemã (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.

Construído na madrugada de 13 de AGOSTO de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Alemã, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

Ultimamente, o município de Berlim vem incentivando o turismo com a visitação do muro derrubado, preparando inclusive a reconstrução de trechos do muro para poder mostrar aos turistas como era este símbolo vivo da divisão da Alemanha em duas entidades. Além da reconstrução de alguns trechos, a intenção é marcar no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Destruição

Hiroshima (広島市 -shi) é uma cidade japonesa localizada na província de Hiroshima. Fica no rio Ota (Ota-gawa), cujos seis canais dividem a cidade em ilhas. Cresceu em torno de um castelo feudal do século XVI. Serviu de quartel-general durante a guerra sino-japonesa (1894-95). Em 6 de Agosto de 1945 foi a primeira cidade do mundo arrasada por uma bomba atómica: 75 mil pessoas foram mortas ou feridas. O primeiro ataque atómico da história fez com que a cidade de Hiroshima, ficasse mundialmente conhecida. A cidade foi arrasada em 6 de Agosto de 1945 pela primeira bomba atómica, lançada pelos Estados Unidos.

Uma bomba atómica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atómicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atómicas, embora este se negue a divulgar se as possui ou não.
Também se supõe que a Coreia do Norte possua um reduzido número de ogivas nucleares.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Prémio

Prémio Vergílio Ferreira para Júlio Conrado
A Câmara de Gouveia atribuiu esta quinta-feira o prémio Vergílio Ferreira ao romance inédito «Estação Ardente» de Júlio Conrado, anunciou o respectivo júri.

A obra foi escrita sob o pseudónimo de Cândido Amado.
O prémio no valor de 5.000 euros e a garantia de edição da obra seleccionada pelo júri serão entregues a 1 de Março de 2007, data em que se assinala o falecimento do escritor Vergílio Ferreira.
Júlio Conrado nasceu em Olhão, em 1936, e há muito que vive no concelho de Cascais.
Jornalista, escritor, crítico literário, com intensa actividade dispersa por jornais e revistas, como Jornal de Notícias, O Século, A Capital, República, Vida Mundial, Diário Popular, Jornal da Costa do Sol.
Conrado faz parte das principais organizações portuguesas de escritores e tem participado em diversos congressos nacionais e internacionais.
O Prémio Vergílio Ferreira foi instituído pela autarquia, em homenagem ao escritor que nasceu a 28 de Janeiro de 1916, em Melo, concelho de Gouveia. A edição deste ano registou um número recorde de 38 obras inscritas.
Criado inicialmente para premiar romances inéditos, o prémio passou a partir de 2000 a distinguir alternadamente um romance e um ensaio literário, dois estilos «que Vergílio Ferreira cultivou», justifica a autarquia.
Desde 2002, o concurso inclui na sequência de prémios anuais a categoria não literária de «Estudos Locais de Património, História e Cultura do Concelho de Gouveia».
O prémio só por duas vezes não foi atribuído. Em 2000, na categoria de ensaio, dado o reduzido número de obras a concurso e à sua falta de qualidade, justificou o júri. Em 2002, a introdução do tema Estudos Locais ficou pelo caminho.
O prémio já foi atribuído às obras «Um dia depois do Outro», de Margarida Marques; «A Reconquista de Olivença», de Ascêncio de Freitas; «O Claustro do Silêncio», de Luís Rosa; «Clenardo e o Príncipe», de Serafim Ferreira e «Maria Gabriela Llansol, Diário de um Real-não-Existente», de Carlos Rodrigo da Silva Vaz.
O júri da edição deste ano foi constituído por José Correia Tavares (em representação da Associação Portuguesa de Escritores), Cristina Robalo Cordeiro (pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários), Silvina Rodrigues Lopes (professora universitária), Liberto Cruz (escritor) e Alípio de Melo (pelo município de Gouveia).

in Diário Digital / Lusa (edição online) 10AGO2006

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Europeus de Atletismo


Francis Obikwelu conquista medalha de ouro

O atleta português revalida o título e bate o recorde do campeonato com a marca de 9.99.

O português Francis Obikwelu alcançou a medalha de ouro na prova dos 100 metros nos Campeonatos da Europa de Atletismo, a decorrer em Gotemburgo.
Francis Obikwelu saiu da pista número 5 e mais uma vez foi o último a arrancar mas recuperou de uma forma aparentemente fácil para quem assiste e acaba por deixar para trás todos os seus oponentes.
Com uma marca de 9.99, Obikwelu detém a melhor marca deste torneio. Correndo com uns sapatos criados só para si, com as cores da bandeira nacional, o português ficou à frente do russo Andrey Yepishin, que bateu o recorde nacional russo com 10.10, e do esloveno Matic Osovnikar que, com o tempo de 10.14 estabeleceu um novo recorde nacional esloveno.


Bronze para João Vieira nos 20 kms marcha


O atleta João Vieira alcançou a medalha de bronze nos Campeonatos da Europa de Atletismo, em Gotemburgo. Foi nos 20km marcha, com um novo recorde nacional.

Numa batalha até aos últimos metros com o russo Burayev, João Vieira alcançou a primeira medalha para Portugal nos Europeus. Com o tempo de 1h20m09 (o anterior máximo nacional era de 1h20m30), o português, de 30 anos e com o sétimo melhor tempo entre os competidores na prova, foi mais rápido apenas três segundos que o atleta da Rússia.
O vencedor da prova foi o espanhol Francisco Fernandez, com o tempo de 1h19m09, com o segundo classificado a ser outro atleta da Rússia, Valeriy Borchin, com mais 51 segundos que o vencedor.

in Diário Digital (edição online) 08AGO06

domingo, 6 de agosto de 2006

Um Grande Escritor

Amado, Jorge (1912-2001)

Nasceu em 1912 no interior da Bahia, terra do poeta Castro Alves. No ano seguinte ao de seu nascimento, uma epidemia de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância que lhe serviu de inspiração para vários romances.
Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras: os problemas e injustiças sociais, folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro - contribuindo assim para a divulgação deste aspecto de nossa gente.
Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito para Deputado Federal pelo PCB, o que lhe rendeu fortes pressões políticas.
Foi casado com Zélia Gattai, também escritora e que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve dois filhos: João Jorge, sociólogo; e Paloma.
Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952).
Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais de seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Económico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os activos de seus correntistas.
Morreu a 6 de Agosto de 2001.

De entre muitos títulos destacam-se as seguintes obras:

·
O país do carnaval, romance (1931)
·
Capitães da areia, romance (1937)
·
A estrada do mar, poesia (1938)
·
Gabriela, Cravo e Canela, romance (1958)
·
Os velhos marinheiros ou o Capitão de longo curso, romance (1961)
·
Os pastores da noite, romance (1964)
·
Dona Flor e seus dois maridos, romance (1966)
·
Tenda dos milagres, romance (1969)
·
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
·
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta (1976)
·
Tieta do Agreste, romance (1977)
·
Tocaia grande, romance (1984)
·
A descoberta da América pelos turcos (1994)
·
O milagre dos pássaros (1997)


in Wikipédia (texto abreviado e adaptado)

Guinness

Francês diz ter escrito maior poema do mundoO francês Patrick Huet, de 30 anos, anunciou que escreveu o mais poema mais longo do mundo com 994,1 metros, em Chapier, no sudeste de França.
Intitulado "Des parcelles d'espoir à l'echo de ce monde" (Pedaços de esperança para o mundo) e escrito em tecido, o poema foi desenrolado com a ajuda d e um tractor e medido com controlo oficial, constatou um jornalista da AFP.
"Trata-se de um poema acróstico (em que as letras iniciais, médias ou finais dos versos formam nomes) sobre a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Cada primeira letra dos versos forma as palavras dos 30 artigos da declaração ", declarou Huet, convicto de que vai entrar para o Guinness Book.
O poema pesa 110 quilos e é constituído por 7.547 versos, compostos num mês e meio, com 10 a 12 horas de trabalho por dia. O texto foi depois copiado p ara uma tira de tecido de um quilómetro, tarefa que demorou mais um mês.


in Jornal de Notícias (edição online) 06AGO2006

sábado, 5 de agosto de 2006

Beleza Feminina

Marilyn Monroe morreu há 44 anos

Norma Jean Mortenson, Marilyn Monroe, morreu há 44 anos. No dia 5 de Agosto de 1962, a maior diva do cinema norte-americano foi encontrada morta, depois de uma carreira de excessos.

Marilyn tinha 36 anos quando o seu corpo foi encontrado na sua casa em Bretwood, na Califórnia. A causa de morte, overdose de comprimidos, está desde então envolta em polémica. Isto apesar de ser largamente conhecida a sua dependência pelo álcool – sobretudo o champanhe – e os tranquilizantes.
Para trás daquela manhã ficou uma carreira de 30 filmes que lhe valeram o estrelato. Tudo começou com um pequeno papel em «All About Eve», em 1950, mas a fama só chegaria com «Niagara», três anos depois. Seguiram-se êxitos como «Os Homens Preferem as Louras», «O Pecado Mora ao Lado» e «Paragem de Autocarro».
Casou-se e divorciou-se três vezes e ao longo da sua vida multiplicaram-se os desaires amorosos. Terá sido essa desilusão e os vários problemas profissionais decorrentes das dependências que a levarão à morte.


in Diário Digital (edição online) 05AGO2006

quarta-feira, 2 de agosto de 2006



Menos 167 mortes nas estradas nos primeiros sete meses
Os acidentes de viação nas estradas de Portugal Continental provocaram 455 mortes entre 1 de Janeiro e 30 de Julho, menos 167 óbitos do que em igual período no ano passado, revelam os dados divulgados pela Direcção-Geral de Viação (DGV).
Segundo a DGV, além da quebra de 26,8% no número de mortes, o número de feridos graves diminuiu em 5,2%, para os 1.947, e os feridos ligeiros decresceram também 5,2%, para os 23.810.
Beja e Guarda foram os únicos distritos onde o número de vítimas mortais aumentou.
Lisboa, com menos 35 mortes, foi um dos distritos que mais contribuiu para a melhoria da sinistralidade. Também os distritos de Coimbra, com menos 17 óbitos, e Santarém, com menos 20, registaram evoluções bastante positivas.

in Diário Digital (edição online) 02AGO06

Se todos nos empenharmos conseguimos vencer esta “guerra”, está nas nossas mãos!...

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Interrogações

InterrogaçõeS

A vida, aqui, agora, assim,

fará sentido?

Talvez não faça.

O horizonte fez-se longe

o Céu intocável

o meu pensamento impensável,

amargurado, entristecido.

Quem sou eu, afinal?

Um farrapo humano

exilado num corpo já disforme

usurpando uma alma rancorosa.

Digno serei eu

desta condição humana

com que a Divina Potestade

me dotou?

Será que nasci só para sofrer?

Quem poderá, quem,

satisfazer estas minhas

ou será melhor dizer “nossas”

Interrogações???

in Poder da Díctamo, José Amaral

Escravatura...












1 de Agosto 1834 - A escravatura é abolida no Império Britânico.

A escravatura, também nomeada de escravidão, esclavagismo ou esclavagismo no Brasil, é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força.

Desde os tempos mais remotos, o escravo é legalmente definido como uma mercadoria cujo dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objecção pessoal ou legal. A escravidão da era moderna está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior.

Há diversas ocorrências de escravatura sob diferentes formas ao longo da história, praticada por civilizações distintas. No geral, a forma mais primária de escravatura se deu à medida que povos com interesses divergentes guerrearam, resultando em prisioneiros de guerra. Apesar de na Antiguidade ter havido comércio esclavagista, não era necessariamente esse o fim reservado a esse tipo de espólio de guerra. Ademais, algumas culturas com um forte senso patriarcal reservavam à mulher uma hierarquia social semelhante ao do escravo, negando-lhe direitos básicos que constituiriam a noção de cidadão.

A escravidão era uma situação aceita e logo tornou-se essencial para a economia e para a sociedade de todas as civilizações antigas, embora fosse um tipo de organização muito pouco produtivo. A Mesopotâmia, a Índia, a China e os antigos egípcios e hebreus utilizaram escravos. Nas civilizações pré-colombianas (asteca, inca e maia) os escravos eram empregados na agricultura e no exército. Para os gregos, tanto as mulheres como os escravos não possuíam direito de voto. Entre os incas, os escravos recebiam uma propriedade rural, na qual plantava para o sustento de sua família, reservando ao imperador uma parcela maior da produção em relação aos cidadãos livres. Muitos dos soldados do antigo império romano eram ex-escravos.

O comércio de escravos passou a ter rotas intercontinentais, no momento em que os europeus começaram a colonizar os outros continentes, no século XVI e, por exemplo, no caso das Américas, em que os povos locais não se deixaram subjugar, foi necessário importar mão-de-obra, principalmente de África.

Nessa altura, muitos reinos africanos e árabes passaram a capturar escravos para vender aos europeus.

Com surgimento do ideal liberal e da ciência económica na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco produtiva e moralmente incorrecta deu lugar ao surgimento do abolicionismo, em meados do século XIX.

A escravidão é pouco produtiva porque como o escravo não tem propriedade sobre sua própria produção, ele não é estimulado a produzir já que não irá resultar em um incremento no bem-estar material dele mesmo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Sem Comentários...

Repetição de exames é ilegal

Provedor de Justiça considera que Ministério da Educação «alterou as regras» a meio das provas. Despacho do Governo «contraria a legislação» sobre acesso ao Ensino Superior

O Provedor de Justiça considerou ilegal o despacho do Ministério da Educação que permitiu aos alunos que fizeram exames nacionais de Química e Física repetir as provas e escolher a melhor nota para aceder ao Ensino Superior, noticia a agência Lusa.

Nascimento Rodrigues considera que o despacho do secretário de Estado da Educação não respeita o «critério basilar da confiança» em que deve assentar a postura das entidades públicas que conduzem o processo, porque «altera [a meio das provas] as regras anteriormente estabelecidas».

Num ofício enviado sexta-feira à ministra da Educação e divulgado esta terça-feira à imprensa, o provedor considera «manifestamente ilegal uma decisão administrativa que frontalmente contraria» a legislação em vigor sobre o acesso ao Ensino Superior.

Para fazer face à injustiça deste ano e tendo em conta a legislação aprovada pelo governo, o Provedor de Justiça sugere o «recurso às normas já existentes» como a criação de vagas adicionais.

in Diário Digital (edição online) 01AGO06

SEM COMENTÁRIOS!...

Liberdade


liberdade

Passei por um rosmaninhal

e que bem que ele cheirava.

Cheirava a rosas

ou a corpos

acabados de lavar

em banhos perfumados.

Mas, o melhor cheiro

que de lá vinha

era o cheiro

a terra húmida

regada pelo orvalho

da manhã primaveril

de um qualquer

vinte e cinco de Abril.

Não, não cheirava a cravos

que esses,

houvera-os esgotado

a Revolução;

cheirava a rosmaninhos

lilases como o teu coração.

Esse teu coração

de pai austero

que vendo tão desgovernada

Liberdade

deixou de bater

e, ao anoitecer,

despigmentou-se

deixando-nos a todos

a sofrer.

Não quiseste

ficar atrás da Revolução

e criaste a tua própria

Liberdade.

Libertaste-te para a morte

renegando à vida.

Ali, naquele monte,

sepultura de teu corpo

inerte,

nasceu um rosmaninhal

que se mantém florido

tal e qual

como quando tu lá ias

colher rosmaninhos

para a fogueira

de S. João.

in Oráculo Luminar, José Amaral

sexta-feira, 28 de julho de 2006

António Gedeão

Memórias inéditas nos 100 anos de Rómulo de Carvalho
Alfredo Cunha e Ana Vitória

O nome Rómulo de Carvalho talvez só diga alguma coisa aos académicos e a quem teve o privilégio de ter sido seu aluno ou de com ele privar como professor. Mas se falarmos em António Gedeão, o pseudónimo que o revelou no mundo das letras, já o assunto é familiar para um leque mais alargado de pessoas.
O homem que escreveu "Pedra Filosofal" foi o mesmo que se preocupou, nos anos 70, em divulgar noções básicas de física para o povo. Morreu em 1997. No próximo dia 24 de Novembro, data em que se assinala os 100 anos do seu nascimento, um grupo de amigos aproveita a oportunidade para realizar uma série de iniciativas com as quais pretende "recordar e manter viva na sociedade portuguesa a herança intelectual de Rómulo de Carvalho e do seu inseparável "amigo" António Gedeão".
Uma sessão solene no dia do aniversário, que terá como palco a Academia de Ciências de Lisboa, data em que também se assinala o Dia Nacional da Cultura Científica, instituído em 1996 pelo ministro da Ciência, Mariano Gago, a inauguração de uma exposição evocativa da sua obra científica, didáctica e poética, a inclusão de um conjunto de obras publicadas no âmbito do Plano Nacional de Leitura são apenas algumas das iniciativas previstas.
A exposição na BN assenta no espólio que, por decisão dos herdeiros, foi entregue à guarda desta instituição. Entre essa documentação, lembrou Natália Nunes de Carvalho, a viúva do homenageado, constam autênticas preciosidades. "Vivi com ele e não sei onde arranjava tempo para escrever aquilo tudo". Entre esses documentos contam-se uma colecção de 30 maços de papel que são o repositório de um aturado trabalho de investigação que Rómulo de Carvalho fez sobre as relações de Portugal com o estrangeiro. É um trabalho colossal que merecia ser publicado".
Rómulo de Carvalho costumava ainda fazer recortes de jornais e comentar as respectivas notícias. "Ele colava esses artigos num caderninho e, ao lado, escrevia os seus comentários sempre recheados de ironia e de um profundo sarcasmo. Abordava todos os aspectos da sociedade portuguesa ", adiantou a viúva.
O programa de comemorações tem o apoio, entre outras entidades já citadas, dos ministérios da Cultura, da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior e da Educação, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Instituto Camões, da Biblioteca Nacional, e da Rádio e Televisão de Portugal.


in Jornal de Notícias (edição online) 28JUL06

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Citações

"Nossa existência é transitória como as nuvens do Outono. Observar o nascimento e a morte dos seres é como olhar os momentos da dança. A duração da vida é como o brilho de um relâmpago no céu, tal como uma torrente que se precipita montanha abaixo." (Buda)
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para faculdade. Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... E termina tudo com um óptimo orgasmo!!! Não seria perfeito?" (Charles Chaplin)
"Quando encontramos pessoas de valor, devemos pensar em como podemos ser iguais a elas. Quando, ao contrário, encontramos pessoas sem carácter, devemos nos voltar para o nosso interior e examinar o que se passa lá dentro." (Confúcio)
"Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo." (Mohandas Gandhi)
“Incomparáveis as virtudes do vinho. Puro ou terno como os homens e o seu coração. Com três copos conquistamos a felicidade. Mais três copos: temos o universo na mão” (Li Bai)
"Educai as crianças e não será preciso castigar os homens". (Pitágoras)

Piratas


«Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto»
O actor Johnny Depp protagoniza a segunda parte da odisseia de Os Piratas das Caraíbas em «Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto».

O mistério toma conta da embarcação de um pirata muito famoso. Um cofre misterioso incute ainda mais adrenalina à história…

Ficha técnica:
Titulo:« Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto »Título original:« Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest»Realização: Gore Verbinski Elenco: Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Stellan Skarsgard, Bill Nighy, Jack Davenport, Kevin R.McNally, Jonathan Pryce Género: AventuraOrigem: EUA Ano:2006Duração: 150 minutos


Eis um belo filme para este Verão. Uma história bem urdida (no seguimento do primeiro filme) e com boas interpretações. Jonnhy Depp volta a estar em bom plano; arrisca-se (não só por este) a receber um Óscar da Academia (penso que já o justifica). Merece a pena ver estes piratas. Nota bem positiva para este filme de aventura.

Arquivo histórico


Maior arquivo nazi do mundo foi hoje aberto ao público


O maior arquivo nazi do mundo, com informação sobre 17,5 milhões de vítimas do Holocausto, foi hoje aberto ao público.

Trata-se do Serviço Internacional de Busca de Bad Arolsen (Alemanha), um arquivo onde milhões de europeus que desconheciam o destino dos seus familiares puderam encontrar pistas sobre o seu paradeiro desde que foi criado, em 1943.
Esta quarta-feira, a comissão de 11 países que dirige o serviço, administrado pela Cruz Vermelha e financiado pela Alemanha, anunciou a sua abertura definitiva ao público.
O acordo assinado hoje permitirá fazer cópias dos documentos e distribuí-las por todos os países membros da comissão, que, por sua vez, as tornará acessíveis aos investigadores. Os países em questão são: Israel, EUA, França, Reino Unido, Bélgica, Grécia, Luxemburgo, Holanda, Itália, Polónia e Alemanha.

in Diário Digital (edição online) 26JUL2006

sábado, 22 de julho de 2006

Destino? Fado?


destinos

A dulcíssima manhã acordara,

na alegre vida

de uma misérrima anciã.

Empunhava um dúctil adufe,

qual favo de mel,

donde escorria uma melíflua melodia.

Tocava em seu adufe,

como quem bate na alma,

um som ritmado

que convidava a morte

- essa sonsa -

a oscular-lhe a face.

Aquele adufe,

o seu,

empalmado parecia uma arma de arremesso,

pronto para o prélio.

Uma voz esganiçada

a golpes de adaga,

mas apurada pela idade,

vinda do fundo

da pecaminosa alma

entoava uma melodia

de um dulçor tamanho,

capaz de nos metamorfosear

em nefelibatas.

O enigmático poema,

em castelhano,

era desconhecido:

«... una mañana en que llovia,

una chica con pasado de mujer,

que tenia, como Diós, en las manos

el destino del mundo...».

A vivacidade do adufe

contrastava com a negritude

das paupérrimas vestes;

a seu lado,

barba intonsa,

cajado na mão,

seu úbere homem;

parecia guardar

o “rebanho” de filhos,

descalços e ranhosos,

mas alegres por verem

que a sua mãe

começava a ganhar

o prélio travado

entre ela e o adufe,

entre a letra e a melodia.

As pancadas suavemente fortes

ecoavam por montes e vales

anunciando,

aos quatro cantos do mundo,

que aquela “mujer” de idade provecta,

cansada da vida,

estava, apenas, à espera

... da morte.

in Oráculo Luminar, José Amaral

Cidade ou campo?


CidampO

Um crepuscular fim de tarde,

rubicundo,

fez-me deixar os montes citadinos

despidos de gentes

e correr para as campestres ruas

amontoadas daquelas.

Procuro no bulício calmo

do campo,

a acalmia turbulenta

que acotovelei na cidade.

O roncar monocórdico dos tractores

da pequena cidade

recorda-me o infernal trânsito

do grande campo.

Os pássaros da cidade

presos em gaiolas de ar livre,

contrastando com os do campo,

livres em outras de betão.

Na cidade não conseguia ter

um momento de descanso,

poisque são tantos

os sons

os cheiros

as cores,

que me fazem sentir

...no Paraíso.

Tampouco, no campo consigo ter

um momento de turbulência,

poisque são tantos

o barulho

o fedor

a monocromia,

que me fazem sentir

...no Inferno.

Serei assi tão afortunado

por viver no campo

- fisicamente -

e na cidade

- mentalmente -

ou amaldiçoado,

p’lo contrário

in Poder da Díctamo, José Amaral

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Parabéns

Educação
Júri nacional de exames assume erros no site das provas do secundário realizadas em 2005

20.07.2006 - 13h52

O júri nacional de exames (JNE) retirou hoje do seu "site" o relatório que elaborou sobre os exames do secundário do ano passado porque o documento continha erros nos valores das médias, tal como noticia hoje o PÚBLICO, pelos quais pediu desculpa. O PÚBLICO de hoje dá conta que o relatório final do JNE sobre as provas do secundário realizadas em 2005 disponível na Internet desde Novembro do ano passado contém médias erradas e colunas com títulos trocados.
A presidente do JNE, Elvira Reste Florindo, disse hoje à Lusa que "em alguns quadros do relatório as notas de 2005 foram trocadas pelas notas de 2004" e que a entidade a que preside "assume o lapso".
"A presidência do JNE assume que ocorreram efectivamente algumas trocas de valores de médias de classificações no Relatório Final dos Exames Nacionais dos Ensinos Básico e Secundário, publicado em Novembro de 2005. Pelo lapso, [o JNE] pede desculpa aos eventuais lesados", indica uma nota da entidade enviada anteriormente à Lusa.
Devido a estas discrepâncias "agora detectadas", o documento foi hoje retirado da página de Internet e o JNE está a proceder às rectificações para que o documento corrigido esteja online "o mais tardar até sexta-feira", disse Elvira Florindo.
As dúvidas forma suscitadas por dois professores de Esposende e levaram o Ministério da Educação a detectar as falhas no documento.
Os dois professores compararam - no dia em que foram divulgados os resultados dos exames do secundário deste ano - médias nacionais difundidas pela comunicação social com as notas de 2005 no relatório do júri nacional.
O documento indica que no caso da Química a média da 1ª fase tinha sido de 9,6 valores mas, quando os dados foram tornados públicos este ano referiam uma classificação de 10,9 valores.
De acordo com o jornal, os professores Ana Paula Correia e José Ribeiro não conseguiam perceber por que razão a tutela dizia que a descida tinha sido assim tão significativa.
Sabiam que a média deste ano se tinha ficado pelos 7,7 valores e, quando iam comparar com os dados da página oficial do júri nacional, não encontravam os 9,9 valores publicados nos jornais mas sim 8,3 - o que representaria então uma descida pouco significativa.
A presidente do JNE ressalvou no entanto que em Julho do ano passado, meses antes da divulgação do relatório com os erros, o JNE enviou a informação correcta sobre os exames à comunicação social.
Por outro lado, Elvira Reste Florindo afirmou que no seu relatório de Novembro o JNE fez a análise a apenas 21 disciplinas e que as estatísticas relativas a todas as 44 disciplinas em exame no ano passado foram divulgadas correctamente na secção "Estatísticas" em Dezembro.
"Esta é uma listagem completa dos resultados dos exames nacionais do secundário de 2005 (à) os quais podem ser utilizados para qualquer estudo tido por conveniente", esclarece por outro lado a mesma nota.

in Publico (edição online)

Pois, pois se fossem os “desgraçados” dos professores vinha logo a Srª Ministra dizer que os professores são os culpados do insucesso. E agora Srª Ministra, não diz nada? Ou será que basta dizer (citando Elvira Reste Florindo) que se “assume o lapso”. Pasme-se LAPSO.
Ah, Educação continua assim que vais bem!!!

Prémio APE/CTT


Com o livro "Esta voz é quase o vento"Poesia: José Agostinho Baptista recebe Grande Prémio APE/CTT 2004
19.07.2006 - 20h28 Lusa

José Agostinho Baptista recebeu hoje o Grande Prémio de Poesia APE/CTT 2004, pelo livro "Esta voz é quase o vento". O poeta madeirense considera que esta obra é "mais etérea, mais leve, menos dorida" e talvez "mais acessível" do que as anteriores.
A cerimónia decorreu no auditório da sede dos CTT, em Lisboa.
O prémio, instituído em 1989, destina-se a distinguir anualmente um livro de um autor português publicado integralmente e em primeira edição no ano a que respeita o concurso, não sendo admitidas obras póstumas.
Na edição de 2004, o galardão, no valor de cinco mil euros, foi atribuído a José Agostinho Baptista por maioria de um júri composto por António Osório, Maria Andresen, Nuno Júdice, José Viale Moutinho, Paula Costa e pelo presidente da APE, José Manuel Mendes, que o classificou como "um júri extremamente livre" que distinguiu "um grande poeta português".
José Agostinho Baptista agradeceu o prémio "a todos aqueles que nunca deixaram de acreditar" nele.
"Penso que este prémio é sobretudo pelo conjunto de uma obra e não propriamente por um livro, porque comecei a publicar há 30 anos e só agora é que o recebi. Fico contente. Diz-se que mais vale tarde do que nunca e será isso. Resta-me agradecer a quem acreditou em mim".
Comentando a apresentação feita na cerimónia de entrega do galardão pela porta-voz do júri, Paula Costa, que descreveu a sua obra como uma "mitologia da insularidade" e fez um resumo das referências e do percurso da sua poesia, o autor declarou-se comovido. "Comovi-me com as palavras que ouvi sobre a minha poesia, não sabia que era assim".
"A certa altura fiquei comovido porque acho que [Paula Costa] tocou nos pontos mais sensíveis desta poesia que, no fundo, é tão biográfica que às vezes ainda dói", insistiu. "[Qualquer análise] é sempre especulativa, porque a poesia é tão subjectiva que permite essa especulação, mas normalmente acertam ou então dão-me a descobrir aspectos que eu próprio não tinha visto. Sou um péssimo leitor dos meus próprios livros. Abrem-me algumas portas e eu não posso dizer que não têm razão. Às vezes, as análises são até contraditórias, díspares. Só me resta aceitar isso".
José Agostinho Baptista, nascido no Funchal a 15 de Agosto de 1948, começou a publicar em 1976, com "Deste lado onde", sendo a obra premiada o seu penúltimo título, anterior a "Quatro luas", editado este ano.
Entre os poetas distinguidos em edições anteriores com o Grande Prémio APE/CTT, figuram nomes como Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Egito Gonçalves, Natália Correia, António Ramos Rosa, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, Manuel Gusmão e Manuel António Pina.

in Público (edição online)

Raul Cortez morreu

Vítima de cancro Actor brasileiro
Raul Cortez morreu aos 73 anos

19.07.2006 - 08h28 Lusa

O actor brasileiro Raul Cortez morreu ontem, em São Paulo, vítima de cancro no aparelho digestivo, anunciaram fontes hospitalares.
O actor, que estava hospitalizado desde o dia 30 de Junho, morreu na sequência de "complicações relacionadas com um cancro na região abdominal", segundo um comunicado do hospital.O velório decorre a partir de hoje no Teatro Municipal de São Paulo, e o seu corpo será cremado, de acordo com o seu desejo, informou o hospital.Um dos mais conhecidos actores brasileiros, Raul Cortez iniciou a sua actividade na televisão brasileira em 1955, tendo participado desde então em muitas telenovelas.A última participação foi na telenovela "Senhora do Destino" (2004) , onde interpretou o personagem Barão de Bonsucesso. Neste ano, a actor participou na série especial exibida pela Rede Globo de Televisão "JK", sobre a vida do antigo Presidente Juscelino Kubitschek


in "Público" (edição "online")