quarta-feira, 30 de abril de 2008

Dia do Trabalhador

A 1 de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica. Exigiam a redução do horário de trabalho diário para oito horas. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração. Foram feridos e morreram dezenas de operários.
Os trabalhadores não se deixaram abater, pois achavam que eram horas diárias de trabalho a mais. Assim, no dia 5 de Maio de 1886 voltaram às ruas e foram novamente reprimidos
Em 1889 o Congresso Operário Internacional (COI), reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. Em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram, finalmente, que a jornada de trabalho tivesse oito horas.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por Labor Day.
Na Europa o Dia do Trabalhador comemora-se sempre no dia 1 de Maio. Os trabalhadores aproveitam este dia para alertar o Governo e outras entidades para algumas das suas necessidades, tais como: direitos dos trabalhadores, aumento de salários e melhores condições.
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, passando a ser feriado.
Neste feriado há também quem comemore o dia de S. José, pois, em 1955, o Papa Pio XII fixou o dia 1 de Maio para “S. José Operário, o trabalhador”

(José Amaral)

Sugestão

Hoje foi noite de cinema! O filme escolhido foi Ponto de Mira (“Vantage Point”). Do leque de actores destacavam-se Dennis Quaid, Matthew Fox, Forest Whitaker, Sigourney Weaver, William Hurt, Zoe Saldana. É um emocionante thriller que nos mostra a beleza da tão próxima Salamanca. Naquilo que se supunha ser uma cimeira anti-terrorista vai desenrolar-se uma trama inesperada que nos mostra diferentes pontos de vista. Vale a pena ver!
Aqui fica a sinopse do filme:
«Thomas Barnes (Dennis Quaid) e Kent Taylor (Matthew Fox) são Agentes dos Serviços Secretos, designados para proteger o Presidente Ashton (William Hurt), numa cimeira sobre a guerra global contra o terror. Quando o Presidente Ashton é baleado, momentos após a sua chegada a Espanha, o caos instala-se. No meio da multidão, Howard Lewis (Forest Whitaker), um turista americano, estava a gravar o acontecimento histórico para mostrar aos seus filhos no seu regresso a casa. Há também Rex (Sigourney Weaver), uma Produtora de Televisão Americana que é inquirida sobre a conferência. A terrível verdade sobre o atentado apenas nos é revelada à medida que observamos as perspectivas de todas as personagens, naqueles fatídicos 15 minutos antes e depois do tiro ter sido disparado».
(José Amaral)

domingo, 27 de abril de 2008

Dia Comemorativo

O dia 28 de Abril é comemorado anualmente, em todo o mundo, como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. O objectivo é homenagear as vítimas de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.
Foi em 1996 em Nova Iorque, na Organização das Nações Unidas, que teve lugar a primeira cerimónia. Aí foi aceso um memorial para recordar todos aqueles que perderam a vida enquanto trabalhavam ou que contraíram doenças relacionadas com a sua actividade profissional.
A data foi escolhida para coincidir com as Jornadas Nacionais de Luto do 28 de Abril, previamente adoptadas pelo Congresso Canadiano do Trabalho, e logo se estendeu a todo o mundo, por iniciativa de diversas organizações sindicais, sendo, em 2001 reconhecida e apoiada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Actualmente é celebrada oficialmente em inúmeros países.
Em Portugal, o dia 28 de Abril foi ainda instituído como Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, por uma Resolução da Assembleia da República.

(José Amaral)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Feriado do 25 de Abril


XXV/25

São cinco e vinte
do vinte e cinco de Abril!

Há cravos e multidões mil
que cheiram a Liberdade
e gritam vivas vermelhos
até à rouquidão da felicidade.

As pedras da calçada,
de forma admirada,
contemplam liberdades até aí
nunca imaginadas.
Os ajuntamentos são saudados,
os beijos andam à solta,
os ouvidos ganham paredes
e os soldados são vitoriados.

A neófita Revolução
está em marcha
e jamais poderá parar
assim a saiba, o País, implementar.


(in "25Abril/34Anos", José Amaral)

terça-feira, 22 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DO LIVRO

No dia 23 de Abril, mais de 100 países comemorarão o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, que foi lançado pela UNESCO em 1996. A biblioteca da nossa escola também se preparou para celebrar este dia, exaltando a importância dos livros para a sociedade moderna. Assim, promoveu a «Feira do Livro» nos dias 21, 22 e 23 de Abril.
A ideia é promover a importância do livro como um instrumento de expressão, educação, comunicação e de divertimento.
Infelizmente, em Portugal, pouco se lê. Os livros são caríssimos e muitas são as outras “tentações” que afastam as pessoas da leitura. Um livro pode levar-nos a paragens ímpares, a histórias geniais…

Aqui ficam algumas ideias interessantes, e que nos fazem pensar, sobre os livros:
"Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas." (Heinrich Heine)
"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir." (Francis Bacon)
"Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós." (Franz Kafka)
"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo."
(Herman Hesse)
"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo." (Joseph Addison)
"Um dos principais deveres do homem é cultivar a amizade dos livros." (Thomas Carlyle)
"Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre." (John Ruskin)
"Quem lê nunca está só." (Helder Simone)

(José Amaral)
Ainda sobre o lançamento do meu livro, leia-se a notícia na página "Furia Digital".

25 Abril - 34 Años (2008-04-20)


El sábado 19 de abril se celebró en el - Conservatorio José de Azeredo - de Viseu (Portugal), la presentación del libro: 25 Abril - 34 Años. La última obra de José Amaral, está llena de versos sobre aquella etapa en la historia de Portugal, en la que con claveles en la mano la gente salió a la calle. Y es que ya han pasado 34 años desde ese famoso 25 de abril.El escritor (el hombre de la izquierda), ha querido mostrar el sentimiento que produjo y sigue produciendo aquella fecha en muchos portugueses. (in www.furiadigital.net)
(José Amaral)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lançamento do Livro

No sábado passado, 19 de Abril de 2008, foi o lançamento do meu mais recente livro de poesia 25 Abril/34 Anos. No Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão e na presença de muitos amigos o livro foi apresentado pelo Dr. João Paulo Balula.
Muitos foram os que gostariam de ter estado presentes, mas por muitos e variados factores não puderam.
Quem quiser adquirir o livro poderá encomendar para http://www.livrosnet.com/ ou procurar nas livrarias. Aqui fica um dos poemas do livro:




«Cravo
cravina
cravineta
a Revolução
é uma treta,
como a Lágrima de preta
do António Gedeão,
que não deu em nada
depois de analisada.

A madrugada ansiada
aportou com a marulhada
e dissipou-se na nevoaça
lançando o seu próprio país
nos ínvios caminhos da desgraça».




(in "25 de Abril/34 Anos", José Amaral)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lançamento de Livro - Convite

Convido, juntamente com a Papiro Editora, todos os leitores do Ad Litteram, para o lançamento do meu novo livro de Poesia 25/34. Desta feita a temática é o 25 de Abril (a comemoração dos 34 anos).

O lançamento do livro é já no próximo sábado, 19 de Abril de 2008, pelas 15:00horas no Conservatório Regional de Música de Viseu - Dr. José de Azeredo Perdigão.

(José Amaral)




sábado, 12 de abril de 2008

Abertura do Palácio do Gelo

O Palácio do Gelo Shopping (re)abre portas, em Viseu, a 15 de Abril. Este complexo inaugurado em 1996 sofreu obras de ampliação e renovação.
O novo Palácio do Gelo, promovido pelo grupo Visabeira, tem 73.500 m2 de área bruta local. Terá 164 lojas e outras valências: uma pista de gelo, a maior área da região de médias superfícies especializadas (cultura, lazer, lar, equipamento pessoal…), piscinas, ginásio, squash e Spa.
Além disso tem um hipermercado com 11.500 m2 e a maior praça de restauração (5.000 m2 e 24 restaurantes), 6 salas de cinema (uma das quais digital).
Acresce, ainda, um terraço de 9.000 m2, um centro de inovação e desenvolvimento do Grupo Visabeira.
Estas e outras informações poderão ser consultadas em http://wwwpalaciodogelo.pt/.
Anunciado como o segundo maior centro comercial do país (logo atrás do CCColombo) e um dos maiores da Península Ibérica, o Palácio do Gelo irá, certamente, trazer mais visitantes e reforçar o nome da região/cidade quer no país, quer no estrangeiro.
Catarina Furtado dá a cara pelo novo Palácio do Gelo e estará presente na abertura.

(José Amaral)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Poema


Gato

1

o gato
- pupilas de ladrão -
imprime no escuro
pegadas de algodão

tangenciando casas
dopadas de sonhar
os bigodes do gato
espetam o luar

2

o felino
procura mais
do que sardinhas
nas rondas animais:

talvez
respirar os segredos
que a noite oculta
atrás de seus dedos

talvez
o sentido da vida
que move seus gestos
à dúctil saída.

3

o gato
e seus rastos
espera amanhecer
para conter os astros

(Cláudio Feldman)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O Complexo de Di, de Dai Sijie (Dom Quixote, 312 página) foi o livro que acabei de ler. Trata-se de um livro que ganhou o Prémio Femina (2003).
No dizer do l’Express este livro é: «Um mergulho na China contemporânea, com o seu povo simples, os seus cheiros, os seus absurdos, este livro alia com mestria o humor da desesperança chinesa à subtileza da língua francesa».
É um livro algo intrigante, mas não é de todo desinteressante. Trata-se da história de Muo (pseudo-psicanalista) que morou vários anos em França e encontra-se de regresso à China. Está disposto a tudo fazer para salvar da prisão a sua amada (Vulcão da Lua Velha), condenada pelo terrível juiz Di por divulgar fotografias proibidas. Muo, encarna a pele de herói quixotesco deste romance, é um adepto de Freud e interpretador de sonhos; vai embarcar numa fantástica viagem através da China, na esperança de poder satisfazer o pedido inusitado que o corrupto juiz lhe faz em troco da liberdade da mulher que ama. O juiz Di é corrupto, mas o dinheiro pouco lhe diz. Aquilo que ele quer é uma jovem virgem, por coincidência ou não Muo também é virgem.
Como se pode ler na contracapa “Ao longo desta atribulada jornada Muo vai desvendando um país novo e multifacetado onde convivem lado a lado resquícios medievais e clarões de modernidade, que Dai Sijied escreve com humor, fantasia, virtuosismo e originalidade”.


(José Amaral)

sábado, 5 de abril de 2008

Vale a pena ver e... rever!

Fui ver o filme Nunca é Tarde Demais (da Warner Bros. Pictures numa produção da Zadan Meron/Reiner Greisman). O elenco já deixava antever tratar-se de um filme muito bom, daqueles que temos a certeza serem mesmo bons. E foi-o! Com dois nomes consagrados do cinema, Jack Nicholson e Morgan Freeman (dão um “show” de interpretação), este filme torna-se um hino à amizade.
Jack Nicholson é Edward Cole, um multi-milionário, e Morgan Freeman é Carter Chambers, um mecânico. Como podemos ver vivem em mundos muito diferentes.
Por obra e graça do destino, ou talvez não, ambos se cruzam num quarto de hospital (com doenças terminais) e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitar tal como são. A partir daqui, embarcam numa viagem que tem por objectivo eliminar uma lista (lista do bota-abaixo) de coisas que gostariam de fazer antes de morrer. Contra as ordens dos médicos, Edward e Carter embarcam numa viagem que os leva do Taj Mahal aos melhores restaurantes e a um sórdido salão de tatuagens. À medida que riscam pontos, descobrem que nunca é tarde para aproveitar a vida ao máximo.
Com este filme viajamos por locais maravilhosos, rimos às gargalhadas, transportamo-nos para um mundo de sonho.
Este hino à amizade revela-nos que nunca é tarde para se fazerem amigos, que nunca é tarde procurar a felicidade e que nunca é tarde viver a vida intensamente e até ao fim. Mais, nunca é tarde para ajudar quem precisa…

(José Amaral)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Um Papa Santo ou um Santo Papa?

João Paulo II (cujo nome de baptismo era Karol Józef Wojtyła) nasceu em Wadowice, Polónia, a 18 de Maio de 1920 e faleceu no Vaticano, 2 de Abril de 2005 (vítima da doença de Parkinson). Este Papa sucedeu a João Paulo I (16 de Outubro de 1978), tornando-se o primeiro Papa não-italiano em 455 anos e o mais novo Papa desde Pio IX. O seu pontificado foi o terceiro mais longo, com 26 anos.
Ao longo da sua vida Karol sofreu vários dissabores. Em 1929, perdeu a mãe Emília, vítima de doença nos rins. Em 1931, foi a vez do irmão morrer, vítima de escarlatina. Antes de completar 22 anos, Karol perdeu o pai. Além disso, durante a Segunda Guerra Mundial assistiu ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
Karol tinha um grande fascínio pelo teatro e pela literatura, além de ser um atleta (chegou a actuar como guarda-redes de futebol numa equipa amadora de Wadowice). Ao longo do seu pontificado o Papa João Paulo II fez inúmeras viagens (esteve em Portugal por cinco vezes; numa delas 1981 foi vítima de um atentado), procedeu a numerosas beatificações e canonizações e escreveu 14 encíclicas.
No dia 13 de Maio de 2005, Bento XVI, seu sucessor, fez uma excepção à regra do Código de Direito Canónico em relação à beatificação de João Paulo II. O seu processo de beatificação foi aberto em 28 de Junho do mesmo ano.
Sempre nutri uma grande estima e admiração por João Paulo II que sabia motivar multidões e cativar os jovens. Foi um exemplo de sabedoria, de bondade, de sofrimento e de grande humanismo.

(José Amaral)

segunda-feira, 31 de março de 2008

Sugestão Literária

E, porque não há duas sem três, recomendo outro livro do escritor húngaro Sándor Márai. Depois de já ter sugerido, aqui no Ad Litteram, os romances A Mulher Certa e A Herança de Eszter, deste autor, sugiro desta feita As Velas ardem até ao fim. Mais um belíssimo romance que se lê com agrado redobrado.
Trata-se da história sobre a amizade de dois homens: Henrik e Konrad. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Esta espera de quarenta e um anos em nada, aparentemente, abalou esta amizade. Um (Konrad), passou muito tempo (“fugido”) no Extremo Oriente, o outro (Henrik) permaneceu na sua propriedade sempre perturbado por algumas questões. Ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular.
Passados quarenta e um anos depois de um jantar, como tantos outros (nessa altura na companhia, também, de Krisztina – mulher de Henrik), os dois velhos amigos sentam-se a conversar. É quase um monólogo, extenso, por parte de Henrik. Nas suas imensas questões, e no silêncio do seu amigo, vai encontrando as respostas que lhe tiravam a paz de espírito. Descobre que Konrad quis matá-lo, mas foi cobarde; que a mulher o traíra com o seu melhor amigo…
No entanto, isso para o presente nada interessa.
Um romance em tudo interessante, quanto perturbador. Uma reflexão, nua e crua, sobre a amizade, a paixão e o passado que não volta mais…

(José Amaral)

sábado, 29 de março de 2008

Mudança da Hora - HORA DE VERÃO

Esta madrugada os relógios adiantam uma hora!

Portugal vai entrar na Hora de Verão é por isso que esta noite, em todo o país, os relógios adiantam uma hora. Teremos, assim, menos uma hora de sono.
Desta forma, e para cumprir o início da hora de Verão, à 01h00 da madrugada de Domingo os relógios adiantam para as 02h00 em Portugal continental.
(Na Madeira o procedimento é igual ao do continente. Nos Açores, e de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, a hora muda às 00h00, devendo os relógios ser adiantados para a 01h00.
Esta mudança da hora deve-se a uma directiva comunitária que determina que os países da União Europeia devem entrar na Hora de Verão no último domingo de Março.

(José Amaral)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sugestão cinéfila

Hoje, numa incursão ao cinema fui ver (com o meu filho) o filme de animação: HORTON E O MUNDO DOS QUEM. É um filme muito bem conseguido com muita musicalidade, com desenhos animados de grande qualidade e com pormenores (visuais e a nível das falas) deliciosos.
Trata-se da história de um elefante com muita imaginação chamado Horton, que consegue ouvir um quase inaudível pedido de ajuda vindo de um grãozinho de pó que flutua pelo ar. Para Horton é certo que naquele grão de pó há vida e apesar da sua comunidade achar que ele perdeu o juízo, ele está determinado em salvar aquela pequena partícula.
Esse grãozinho é um planeta minúsculo, onde há uma cidade chamada "Quem Vila" habitada por seres de tamanho microscópico conhecidos por os "Quem".Os habitantes pedem ajuda ao elefante, que não os consegue ver, embora os consiga ouvir bastante bem, que os proteja do mal.
Embora ridicularizado e maltratado pelos outros animais da selva, por acreditar em algo que eles não conseguem ver nem ouvir, Horton assume essa função. Convicto que «uma pessoa é uma pessoa, independente do tamanho» Horton corre riscos, mas não deixa de acreditar.
No fundo, no fundo trata-se de acreditar nalguma coisa e lutar por ela. Aconselho vivamente este filme!

(José Amaral)

quinta-feira, 27 de março de 2008

Leitura de Pasmar

Há catorze anos atrás li um livro do escritor espanhol Gonzalo Torrente Ballester que me deixou maravilhado. Depois vi o filme, inspirado nesse romance, que também estava muito bem conseguido. Agora, passados estes catorze anos apeteceu-me reler Crónica do Rei Pasmado (186 pág, “Narrativa Actual – RBA”).
É um divertido romance que foi um grande êxito em Espanha. Trata-se de um livro particularmente saboroso, hábil e irónico, narrado com a mestria e a sabedoria de um escritor como Ballester. Numa escrita fluente Ballester relata-nos uma história tão banal (talvez não para a época) como caricata.
O rei nunca tinha visto uma mulher nua, nem sequer a sua: a rainha. Ao ver pela primeira vez uma mulher nua (Marfisa) fica de tal maneira pasmado que lhe cresce o súbito desejo de querer ver nua também a rainha. Numa corte “controlada” uma intriga se tece, metendo nobres, inquisidores, uma afamada meretriz, um jesuíta português…
É partir deste pequeno (e hoje banal) acontecimento que se vai desenrolar a drama deste divertido romance. Não é tanto o problema da armada espanhola ser saqueada, mas é mais importante saber se deve ou não, o rei, ver a mulher nua. Uns dizem que sim, pois é sua mulher; outros que não, pois é contra as leis divina.


(José Amaral)

terça-feira, 25 de março de 2008

Dois Génios

Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn - Alemanha, a 16 de Dezembro de 1770 e faleceu em Viena, a 26 de Março de 1827. Este compositor erudito é considerado como um dos pilares da música ocidental.
Beethoven que era
canhoto, nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos.
O infortúnio bate à porta de Beethoven e, por volta de seus 24 anos, sentiu os primeiros indícios de
surdez. Este problema levá-lo-ia a pensar no suicídio. Aos 46 anos estava praticamente surdo. Muitos anos a compor, entre problemas de saúde e familiares, chega a obra-prima de Beethoven: Sinfonia nº 9 em Ré menor Op.125 (“9ª Sinfonia” também conhecida por “Hino da Alegria”) que data de 1824.
Para se ver a popularidade deste compositor basta ver que, segundo se conta, cerca de dez mil pessoas compareceram ao seu funeral.



Walt Whitman nasceu em West Hills, Long Island, a
31 de Maio de 1819 e faleceu a 26 de Março de 1892. Walt Whitman foi um poeta norte-americano, descendente de ingleses e holandeses.
Em
1855 (Julho) publicou a primeira edição de "Leaves of Grass". A primeira edição desta obra – a mais importante da sua carreira - não mencionava o nome do autor, e continha apenas 12 poemas e um prefácio. A obra poética de Whitman centra-se nesta colectânea. Ao longo da sua vida o escritor dedicou-se a rever e completar aquela obra, que teve oito edições (a última datada de 1889) durante a vida do poeta.
Nos seus poemas, Walt Whitman elevou a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral em termos pouco convencionais. Os últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e admiradores americanos e europeus.
Walt Whitman ficou, ainda, mais conhecido mundialmente a partir das citações inseridas no enredo do filme
Clube dos Poetas Mortos. Quem não se lembra desse maravilhoso filme? Quem não se lembra do professor Keating (Robin Williams) a fazer referências a este poema de Whitman:


O CAPTAIN! MY CAPTAIN!

O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up -- for you the flag is flung -- for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths -- for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.

My Captain does not answer, his lips are pale and still,My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.


(José Amaral)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Leitura

Acabo de ler um pequeno livro (121 pág, editora Campo das Letras) de Miguel Real. O nome é tanto sugestivo quanto enigmático: A Morte de Portugal. Este livro requer uma leitura crítica, cuidada, ponderada e atenta. Uma leitura que nos faça pensar e repensar.
Na contracapa podemos ler: «Na linha de Eduardo Lourenço, este pequeno ensaio diligencia desenhar os quatro complexos culturais por que Portugal se foi concebendo a si próprio ao longo de 800 anos de História: ora um país gerado exemplarmente no mais remoto dos tempos e contra as mais difíceis circunstâncias (Viriato); ora um país que, durante e após os Descobrimentos, se vê a si próprio como nação superior às demais, sintetizada na majestática arquitectónica do Quinto Império de padre António Vieira, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva; ora um país que, fracassado o sonho grandiloquente do Império, se lastima e se penitencia, considerando-se nação inferior, passível de máxima humilhação (Marquês de Pombal); ora, finalmente, país mesquinho, venenoso e bárbaro, permanentemente ansioso de purificação ortodoxa, no qual cada corrente política e intelectual tem sobrevivido da canibalização das correntes adversárias, negando-as e humilhando-as. Por efeito do ambiente educacional e social, cada português percorre na sua vida, recorrente e ciclicamente, estas quatro figurações da sua história e da sua cultura».
A Morte de Portugal não significa que desapareça enquanto espaço físico, mas talvez se constate a morte no sentido da perda de toda a originalidade portuguesa substituída (também se lê no livro) “pela vertigem estrangeira por uma «ditadura tecnocrática» instituída por «técnicos medíocres» para quem só conta «primeiro, a contabilidade das estatísticas, e, segundo, o sentido europeu das estatísticas»”. Portugal, como bom aluno, quer igualar-se aos ditames da Europa e não se importa, segundo a leitura do livro, de retirar curtos direitos ganhos pelas populações desde o 25 de Abril.

(José Amaral)

quinta-feira, 20 de março de 2008

BOA PÁSCOA!...


O AD LITTERAM deseja a todos os seus leitores uma Santa Páscoa!

(José Amaral)