quinta-feira, 18 de maio de 2006

VACA DESAPARECIDA


Procura-se esta Vaca…

Segundo divulgação da organização da CowParade, a Vaca «Cowpyright» desapareceu do Campo Pequeno na madrugada de 17 de Maio. A organização da CowParade deu o alerta às autoridades, mas até agora não há sinal da obra de arte com mais de 400 quilos, da autoria de Paulo Marcelo. Só a base, na qual a vaca está colocada, pesa 350 quilos. A peça, em si, chega aos 65 quilos.

Há coisas estranhas. Provavelmente não passaria pela cabeça de ninguém que uma vaca destas fosse “raptada”. Mas foi! É de lamentar.

terça-feira, 16 de maio de 2006

COW PARADE




Vacas Invadem Lisboa!

Tem sido divulgado um acontecimento muito sui generis que está a decorrer em Lisboa. Depois de ter passado por mais de 25 cidades, a "Cow Parade" chegou a Portugal. 101 vacas em tamanho real, pintadas por artistas, habitam a cidade até ao final de Agosto. Este evento de arte no espaço público é fruto de um investimento por parte de empresas e instituições que patrocinaram a produção das obras e tem um objectivo social: no dia 30 de Setembro será feito um leilão das vacas cujas receitas reverterão a favor de oito instituições de solidariedade social. Cada vaca tem um patrocinador.

Estas vacas que invadiram Lisboa são uma manifestação de arte, que vai colorir a capital portuguesa até finais de Agosto.

O Cow Parade 2006 – é uma iniciativa de louvar, já que os fundos do leilão revertem a favor : Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), Assistência Médica Internacional (AMI), Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Chapitô, Cruz Vermelha Portuguesa, Espaço T, Escuteiros de Portugal, Liga dos Bombeiros Portugueses e projectos da SIC Esperança.

Assim junta-se o útil ao agradável e a cidade fica mais animada.

Onde se Morre...



EUA enviou soldados, com problemas mentais, para a guerra

Segundo o jornal "The Hartford Courant", do Estado de Connecticut, os Estados Unidos enviaram para o Iraque, e mantiveram em combate, soldados com problemas psicológicos graves, mesmo com os comandantes militares sabendo da doença deles.

A mesma publicação cita declarações de familiares de soldados e de pessoal das Forças Armadas, que mostram que os comandantes militares americanos não cumpriram as suas próprias normas no que a este assunto diz respeito. Apesar de o Congresso ter ordenado em 1997 a avaliação mental de todos os militares enviados para a zona de combate, até Outubro de 2005, só um em cada 300 tinha visitado um especialista antes de iniciar a sua missão no Iraque.
Esta notícia vinda de
onde vem, já não nos surpreende sobremaneira. Já vamos ficando habituados a estas “preciosidades”, desde que Bush tomou posse. Ninguém ficará indiferente a esta notícia. Talvez por isso se perceba porque é que, só no ano passado, 22 soldados americanos se suicidaram no Iraque. Se juntarmos a estes números o facto de alguns dos soldados que se suicidaram em 2004 e em 2005, terem sido mantidos no activo apesar de demonstrarem claros sinais de problemas mentais ou de terem sido tratados com anti-depressivos antes de terem sua saúde avaliada, mais abismados ficamos.

Será que nos E.U.A. a inteligência se mede por atitudes tão descabidas – dignas de países terceiro-mundistas – como esta que o “The Hartford Courant” nos descreve?

Onde se Nasce...


Encerramento de Maternidades

Nos últimos dias a Comunicação Social tem dado brado de várias manifestações por causa do encerramento das maternidades. Muitas são as vozes que se levantam a aprovar ou desaprovar a decisão do Ministro da Saúde. Esta questão, delicada, não é consensual. Se por um lado temos “a frieza dos números dos relatórios”, por outro temos o aspecto emotivo que tem de ser compreendido e aceite enquanto tal.

Ontem à noite a RTP promoveu um debate, no programa “Prós e Contras”, sobre este tema polémico. Foi um debate esclarecedor em parte, porque já vamos começando a ficar habituados a que os debates nunca sejam conclusivos e nem sempre se digam as coisas com clareza.

É preciso aceitar – a razão que se sobreponha ao sentimento – uma evidência: algumas maternidades não têm as condições mínimas exigidas. Como tal devem fechar! Qualquer pessoa minimamente instruída percebe estas evidências. Por outro lado é necessário perceber que nem todos moram junto dos grandes centros, nem tão pouco têm meios para se fazerem deslocar para hospitais centrais. Se as maternidades não têm condições que se fechem. Mas por que é que os membros da comissão de Saúde Materna e Neonatal contestam os dados do estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, afirmando que a metodologia aplicada não é a mais correcta?

Por que será que Oito pediatras e seis obstretas do Hospital de Barcelos se dizem "agredidos e ofendidos profissional e moralmente" com as declarações de António Correia de Campos e pensam até por esse motivo, vir a processá-lo judicialmente? Neste particular foi referido no programa da RTP que em Barcelos nascem cerca de 1500 bebés por ano. Não é um número suficiente?

É evidente que tem de haver coragem política para tomar uma decisão destas, mas é necessário dialogar com as partes intervenientes. Se uma maternidade não tem condições não poderiam ser criadas condições para que ela funcione em pleno? A solução será fechá-la e está o assunto resolvido? Ou será que por detrás deste assunto há outros interesses que nós, público em geral, desconhecemos? Estas questões é que deviam ser esclarecidas com clareza. Se houvesse mais diálogo e fosse explicado às pessoas, certamente que entenderiam. Alguma mãe quereria dar à luz sabendo que estava a pôr em risco a sua vida ou a do seu filho? Seguramente que não…

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Mundial 2006


MUNDIAL 2006 ALEMANHA


Lista de convocados de Portugal para o Mundial 2006:

Guarda-redes: Ricardo, Quim e Bruno Vale.

Defesas: Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Ricardo Costa, Caneira e Nuno Valente.

Médios: Costinha, Petit, Maniche, Tiago, Deco e Hugo Viana.

Avançados: Figo, Cristiano Ronaldo, Boa Morte, Simão, Nuno Gomes, Pauleta e Hélder Postiga.

Hoje, às 20:00 horas, o seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, anunciou os 23 jogadores que estarão presentes no Mundial 2006, na Alemanha, em representação da Selecção Portuguesa.

A escolha é da responsabilidade do seleccionador e só ele é que pode responder por ela. Contudo, não somos obrigados a estar de acordo com ela. Não quero com isto dizer que não apoio a Nossa Selecção. Apoio e quero que façam um brilharete. Muito sinceramente! Como eu, são muitos os que discordam das opções de Scolari. A minha escolha não difere em muito da do seleccionador, mas há alguns jogadores que eu incluía e outros que retirava. A começar pelos guarda-redes: Porque não foi convocado Paulo Santos? Já que Vitor Baía é carta fora do "baralho Scolari" e Moreira, apesar de ter estado no Euro 2004, p
arece que também.
Porque é que Ricardo Rocha (pela óptima época) que é um polivalente não foi, também, convocado?

Dos escolhidos constam Nuno Valente, Costinha, Maniche e Hélder Postiga. Será que merecem esta chamada? Alguns dirão que merecem pelo que já deram à Selecção. Muitos outros já deram e não foram convocados. Nuno Valente e Postiga fizeram uma época fraca. Maniche nem fraca fez, foi medíocre. E Costinha até está sem clube. Por que não chamar jogadores como Miguelito, João Moutinho, Quaresma ou João Tomás?
Pois é, o senhor Scolari já nos habituou a ter destas atitudes de "quero posso e mando". Se no Euro 2004 foi obrigado a fazer alterações, porque é que desta vez não teve coragem de as fazer? Para ele uns são protegidos - estejam ou não em forma - e outros são renegados, nem que estejam em plena forma.

"Rei morto, rei posto" e estes são os eleitos. Espero que representem a
Selecção com o brilhantismo de outras alturas e que elevem o Nome de PORTUGAL bem alto, pois "outros valores mais altos se alevantam".

Este conto publiquei-o o ano passado no Jornal Escolar "Crescer", da Escola Secundária de Tarouca. Agora partilho-o com os leitores do meu blog.


Afrodite & Dauphin

Na Austrália, país de belas praias, de ondas propícias ao surf, dos aborígenes, dos cangurus, dos corais, encontramos, no Mar de Coral, a Grande Barreira de Coral. Corais coloridos com muitas variedades, desenhos e tonalidades são um verdadeiro deslumbramento. Milhares de peixes de um colorido indescritível tornam o fundo do mar simplesmente espectacular. Quase todas as espécies de peixes tropicais estão presentes nos recifes. Além disso, as águas límpidas e transparentes deixam vislumbrar uma panóplia de “tesouros”: golfinhos, estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, raias gigantes, tubarões (entre os quais o temível tubarão-branco), caranguejos, peixes coloridos (entre eles o peixe-palhaço como o Nemo) … Oh, meu Deus! Como foi possível esquecer as ostras, pois é em torno de uma delas que se vai desenrolar esta história…

Neste coral de sonho, onde qualquer ser humano desejaria viver, morava uma família de ostras. A mais nova – Afrodite, em homenagem à deusa da beleza e do amor – era uma menina de quatro anos, invejada pelo seu sorriso e pela sua exótica beleza. E além de bela, inteligente e obediente. O pai, um destacado oficial da «Marinha Ostrense», passava pouco tempo em casa devido aos seus afazeres. Tentava, no entanto, compensar a filha com mimos sempre que estava em casa levando-a ao clube dos moluscos oficiais. Afrodite adorava, sentia -se no mundo que ela imaginava para si. Apesar de não ser pretensiosa, gostaria de se tornar numa star do cinema. Gostava de nadar na piscina do clube; era um regalo ver tantas ostras em fila para deslizarem no escorrega gigante, umas atrás das ostras, perdão das outras. Ia sempre ao clube na companhia do seu melhor amigo: Dauphin, um golfinho da mesma idade, que tinha uma mancha esbranquiçada, em forma de meia-lua, junto ao olho direito.

Afrodite andava no ostrário (1). Certa manhã, igual a tantas outras, depois de acordar com muita preguiça à mistura, lá foi ela para o ostrário. Na sala da água quente brincavam todos animadíssimos. Repentinamente, quando nada o fazia prever, uma estranha febre assaltou Afrodite, que apresentava dificuldades respiratórias e de visão. Foi a única a apresentar aqueles sintomas febris e por isso teve de ser levada para o ostripal (2). A mãe foi prontamente informada sobre o estado de saúde do seu moluscozinho! Após ter telefonado ao pai que andava em alto mar encontrava-se, agora, no ostripal. Caminhava a passos nervosos, fazendo pequenas ondinhas. Os médicos, numa roda-viva já com medo dos sintomas, foram incansáveis. Uma porta abriu-se silenciosa. Um pediostra (3) saiu cabisbaixo daquela malfadada porta. A mãe de Afrodite, com o coração nas mãos, temeu o pior. O pediostra, com voz meiga e calma, deu-lhe a triste notícia: Afrodite tinha leucemia. Tinham-lhe feito testes ao sangue e à medula óstrea (4). Era uma leucemia aguda.

Afrodite, deitada na cama do ostripal entubada e a dormitar sob os efeitos dos medicamentos, estava calma e transmitia uma imagem de serenidade e de confiança. O pediostra havia-lhe explicado muito bem que doença era esta e tudo o que teria de fazer para vencê-la. Afrodite acreditava num Ser Supremo e gostava de partilhar momentos de oração, nomeadamente depois de jantar e antes de ir dormir. Para ela a oração servia para os unir. Gostava de abrir novos horizontes. Para ela contavam as acções, as ideias e, acima de tudo, o exemplo de todo e qualquer ser. Por brincadeira gostava de proclamar um mandamento que lhe agradava sobremaneira: «amai-vos umas às ostras…». Ali no ostripal havia já rezado a pedir ajuda. Alegrou-se com a visita de Dauphin. Com ele falou e confidenciou-lhe que tinha uma pontinha de medo, mas que queria derrotar aquele temível adversário. Estava confiante! Explicou ao amigo que teria de fazer quimioterapia, o que provavelmente lhe provocaria náuseas e vómitos, descamação e descoloração da crosta. Apesar de tudo era o menos mau, já que não precisava de fazer radioterapia, mas… – aqui a sua voz embargada de menina com medo quase lhe traía o ânimo – era preciso fazer um transplante de medula óstrea. Essa era a parte complicada, pois podia não haver nenhum dador compatível.

Havia que lançar mãos à obra. Era preciso encontrar um dador compatível. Dauphin tomou essa tarefa em mãos. As férias de Natal aproximavam-se a passos largos. As mensagens começaram a correr via e-mail e via SMS. Alguém reparou que no registo do centro de dados do ostripal havia um dador compatível. Todos se encolheram de medo quando o nome foi conhecido. Era Karan um caranguejo temido em todo o coral. Apesar de só ter uma pata dianteira, pois a outra havia-a perdido numa bulha de coral, impunha respeito.

Que fazer?! Quem se atreveria a falar com Karan? Dauphin – o bom amigo de Afrodite – ofereceu-se, mas a mãe de Afrodite achou que não era justo que aquela hercúlea tarefa fosse cumprida por uma criança. Buscando forças no seu coração de mãe lá foi ela ao refúgio de Karan. O marido quis acompanhá-la, mas ela impediu-o. Ela, sozinha, enfrentaria tão temido e cruel vizinho. Maria – a mãe de Afrodite – sempre com o coração aos pulos, acercou-se do esconderijo de Karan.

Saiu cabisbaixa. Era de esperar! Um ser como aquele nada faria sem esperar contrapartidas: queria a pérola da mãe de Afrodite, a mais bela pérola que alguma vez fora vista em todos os oceanos. Era um pedido difícil, mas mais difícil era recusar, pois dessa recusa dependeria a vida da sua Afrodite. Lavada em lágrimas, embora confortada por todos, Maria tinha que decidir, se é que numa situação destas uma mãe pode decidir aquilo que decidido já está.

Fizeram-se vigílias à porta de Karan, apelou-se ao seu coração, mas nada, nada demoveu aquele coração empedernido da sua decisão: ou a pérola ou não haveria medula para salvar Afrodite. Maria conformou-se. Acedeu ao pedido daquela horrenda criatura. Ficaria sem a sua pérola, mas salvaria uma bem mais preciosa.

As férias de Natal, época de gestos nobres por excelência, haviam começado. Ninguém se lembrava que estava em férias. Quem ousaria fazê-lo? Ninguém! Não assim, quando se tem um amigo “às portas da morte”…

Karan, levado pela curiosidade, pela fama da beleza e simpatia de Afrodite, foi ao ostripal. No quarto do ostripal, branco como a inocência daquela criança, Karan sentiu um estranho aperto no coração. Quando Afrodite abriu os olhos e olhou para ele, ficou paralisado como se um raio o tivesse fulminado. Realmente a fama que fazia de Afrodite uma deusa da beleza era justificada. Como era possível uma criança tão linda poder vir a morrer. Ao pensar isto Karan, ele próprio, sentiu-se desprezível. Quando Afrodite lhe dirigiu um “olá”, na sua cristalina voz de criança enferma, Karan… não evitou as lágrimas. Sim, lágrimas de um caranguejo amargurado com a vida, sem amigos, olhado como um facínora, um pária. Um ser desprezível que só a troco de uma pérola doaria a sua medula para salvar aquele anjinho. Saiu do quarto a correr. Chorou, chorou amargamente! Afrodite estranhou e não entendeu.

Passados dias, Karan chamou Maria à sua presença e disse-lhe que doaria, sem contrapartidas e com todo o gosto, a sua medula para salvar Afrodite. Maria pensava estar a ter um sonho e nem queria acreditar no que os seus ouvidos escutavam. O tempo corria depressa, mas para Afrodite parecia não passar. Naquela gélida manhã, mercê das correntes frias vindas do Norte, Dauphin correu para o quarto de Afrodite para lhe comunicar que já tinha um dador compatível: Karan, o temível caranguejo de uma só pata dianteira. Foi, então, que Afrodite se recordou da visita daquela misteriosa personagem.

A operação fora marcada para um sábado, dia de Consoada, de manhã. Todo o coral, excepto a sala de operações do ostripal como é evidente, parou à espera do fim da operação. O transplante fora bem sucedido. Afrodite rezou ao seu deus a agradecer.

(…)

A recuperação era lenta. Afrodite, mau grado a crosta desgrenhada, mantinha a sua beleza e graciosidade. Esta criança que tanto sofrera irradiava felicidade. Todos se congratulavam com a recuperação de Afrodite.

As férias de Natal passaram sem ninguém se aperceber disso. Uma certa manhã, Afrodite visitou Karan. Foi agradecer-lhe pessoalmente. Karan havia-se “convertido”. Agora era respeitado por todos e tinha já alguns amigos. Decidira investir o seu dinheiro na criação do Instituto Karan, uma fundação de investigação para o cancro. Afrodite agradeceu o gesto de lhe ter salvo a vida. Um pueril beijo na face fez com que Karan não conseguisse evitar as lágrimas. Sentiu-se orgulhoso por ter permitido a um seu semelhante continuar a viver. Não mais voltaria a ser interesseiro!

Afrodite & Dauphin, os dois amigos, corriam o coral, brincavam entre algas…

Eram crianças… felizes.

(1) ostrário – infantário para ostras / (2) ostripal– hospital para ostras / (3) pediostra – pediatra das ostras /

(4) óstrea – (medula) óssea.


José Amaral


A dormir nas aulas

Esta menina foi apanhada a dormir nas aulas. É pena porque o disfarce estava bem conseguido.

Vulcão




Indonésia: vulcão Merapi entrou em erupção

Agência de notícias indonésia indica que está a sair lava nas partes oeste e sul do monte

O vulcão Merapi, na região central da ilha de Java, entrou hoje em erupção, lançando lava pelas partes oeste e sul do monte, informou a agência de notícias indonésia, Antara.

O secretário do governo local de Yogyakarta, Bambang Susanto, disse que a erupção aconteceu às 05:40 locais (22:40 de domingo em Lisboa).

Segundo as autoridades locais, à erupção seguiu-se uma nuvem de cinzas que afectou os distritos de Salatiga e Boyolali, tendo sido enviados para o local camiões para transportar as pessoas que ainda não tinha fugido da região.

O governador de Java Central, Mardiyanto, já tinha pedido às pessoas que residem nas encostas do Merapi para que abandonassem as suas casas o mais rápido possível.

O Merapi, que em indonésio significa «montanha de fogo», entrou em erupção 68 vezes desde 1548, sendo a mais grave a erupção de 1930, quando morreram mais de 1.300 pessoas.

A recente actividade começou a preocupar as autoridades locais em Abril passado, quando se elevou o estado de alarme para nível 3, o grau inferior ao alerta máximo.

Apesar da confirmação das autoridades indonésias e das densas nuvens de fumo e cinzas expelidas pelo vulcão nas últimas horas vulcanólogos locais negam que o vulcão Merapi tenha entrado em erupção.

«Por agora não está claro que o Merapi tenha entrado em erupção», afirmou Ahmad Dali, do Observatório de Vulcanologia, situado a 30 quilómetros das encostas do vulcão. Segundo Ahmad Dali, também não há sinais visíveis de lava a sair do vulcão.

in Portugal Diário

Este é certamente um espectáculo dantesco. Tanto tem de aterrador como demagnífico. Para nós que o avistamos à distância torna-se deslumbrante, mas para quem vive "paredes meias" com o vulcão não deve achar graça nenhuma. Não quero com isto dizer que não me pereocupa as pessoas que moram lá perto. Claro que preocupa, mas também não posso deixar de referir que o espectáculo - à parte a carga dramática - que a Natureza nos proporciona é único.

domingo, 14 de maio de 2006

Ginásio do povo







Viseu...

O "Jornal de Notícias" de 14 de Maio de 2006 trazia uma notícia com o seguinte título: Novas Circulares à cidade são o ginásio do povo.

Esta nótícia despertou-me a atenção. Em traços gerais a notícia dizia (o que qualquer visiense mais atento já reparou certamente) que famílias inteiras aproveitam os espaços circundantes da cidade para longas caminhadas. É uma forma de aliviar o stress e de tratar da forma física. Além disso, pode-se sempre aproveitar para pôr a conversa em dia.
Os largos passeios da(s) nova(s) circular(es) rodoviária(s) à cidade de Viseu são os locais escolhidos por famílias inteiras para
este exercício físico. Os benefícios destas caminhadas são muitos: redução do colesterol, melhoramento da capacidade física e articular - entre outros.
As pessoas afluem em massa para caminhar ou andar de bicicleta. O povo, lesto nestas questões, baptizou esta(s) zona(s) de «Ginásio do Povo». O único senão destes percursos pedonais, que todos criticam, é o excesso de velocidade dos condutores.

Aqui está uma boa ideia. Alías, Viseu é uma cidade onde há muitos locais como este(s) onde passear é aconselhável.

Sobre o Sudoku

A palavra Sudoku significa "número sozinho" em japonês, o que mostra concisamente o objectivo do jogo. O Sudoku existe desde a década de 70, mas começou a ganhar popularidade no final de 2004 quando começou a ser publicado diariamente na sessão de Puzzles do jornal The Times. Entre Abril e Maio de 2005 o puzzle começou a ganhar um espaço na publicação de outros jornais Britânicos e, poucos meses depois, ganhou popularidade mundial. Fonte: wikipedia.org

Ora aqui está uma bela forma de passar algum tempo bem passado.Descobri este jogo, ao longo deste ano,e ocupei algum do meu tempo livre a resolver alguns jogos. Foi tempo bem utilizado a resolver estes verdaeiros "quebra-cabeças". É um jogo que nos faz concentrar e que desenvolve a nossa capacidade de raciocínio.
Quem é que ainda não se atreveu, pelo menos, a pegar num sudoku para resolver ou tentar? Quem não viu, ainda, no café, na escola... alguém agarrado a uma revista, a um jornal... a tentar preencher os números com lógica? Se ainda não o começaram, está na hora...

Controlo de animais em risco


Na revista "Notícias Nagazine" (suplemento do JN, nº347/118 de 14 de Maio de 2006) vem, na secção zapping>molho de bróculos, o artigo que passo a transcrever:

"Viseu
Controlo de animais em risco

As organizações responsáveis pelo controlo sanitário da produção pecuária, no distrito de Viseu, não vão poder assegurar na totalidade a erradicação da doença animal. Motivo: um corte na ordem dos 30 a 40 por cento em relação aos valores disponibilizados pelo governo no ano passado. A ADS (Agrupamentos de Defesa Sanitária), que abrange 29 concelhos (incluindo alguns da Guarda e de Coimbra), alerta para as eventuais consequências desta redução: o controlo da saúde animal pode não só estar em risco, como ter repercussões graves na saúde pública dos consumidores de carne e de derivados de leite. É que, sem dinheiro, garantem que não podem pagar aos veterinários que fazem a inspecção aos animais".



A ser verdade esta notícia é caso para nos preocuparmos!!!
Pergunto-me se esta medida, sabendo que pode colocar em perigo a saúde de tantas pessoas, não merecia maior divulgação? Não merecia que os deputados, eleitos por Viseu (seja qual for a sua cor política) não deveriam fazer valer os seus direitos? Não merecia que a Comunicação Social lhe desse maior destaque (aparece num cantinho da revista). Quando é que os governos irão governar, sem medidas economicistas, se for para o bem da sociedade. Em jeito irónico digo que querem "
tratar-nos da saúde".

Dia da Mãe (atrasado uma semana)







MÃE

À minha, à tua e a todas as mães.

Mãe... o teu retrato na parede pendurado

num caixilho de madeira carunchosa,

mostra-me o rosto já bastante enrugado

da mulher meiga, bonita, sincera e carinhosa.


Mãe... à tua volta, muitos são os corações

que sofrem contigo, a vida que te foi cruel;

choros, rogos, lamentações e privações

transformaram o teu doce licor, em fel.


Mãe... apesar da vida assim ser

quero que saibas que, ainda, não sei

quantas voltas darei para te agradecer.


Filho... agradecer? Apenas te gerei, criei e amei

o gesto, de gratidão, que me podes oferecer

é nunca esquecer que sou a tua... MÃE!

in "Poder da Díctamo" (José Amaral)


Faz hoje oito dias que comemorámos o dia da mãe. Como na altura o blog ainda estava a "marinar" faço agora a devida homenagem à minha mãe e a todas as mães do mundo.

Será que mudou???



Carta a um menino de Angola

"Desculpa! Não podia passar nem mais um dia sem te pedir desculpa, menino perdido! Eu sei que não te ajuda, não te reconforta, não te enche a barriga, não pára essas balas que voam sobre a tua cabeça, nem pára as lágrimas que te escorrem pela cara. Mas, mais uma vez, a minha hipocrisia e o meu egoísmo falam mais alto!

Desculpa por ter de decidir todos os dias o que hei-de vestir, com o armário cheio; bem sei que não tens nada… Desculpa por deixar estragar a comida que enche as prateleiras da minha despensa; bem sei que não tens nada… Mas, acima de tudo, menino perdido, desculpa por virar a cara, horrorizada, quando te vejo na televisão; bem sei que não escolheste pisar uma mina enquanto brincavas… Desculpa por apenas dizer “coitadinho”, refastelada no sofá; bem sei que mereces mais… Desculpa o meu cinismo, a minha hipocrisia, desculpa a minha “grande vontade” de ajudar, mas a seguir vai dar um bom filme na TV e não tenho tempo para “essas coisas”!

Desculpa-me, menino de Angola, por fingir que não existes, só porque não tens a minha cor; desculpa-me por pouco me importar se sofres ou não, desde que não me atinja. Sou falsa, sou hipócrita, indecisa, cínica, sou vendida, sou corrupta, sou insensível e tudo mais que imaginares, mas o pior, menino perdido, menino sem futuro, é que sou apenas uma pequena gotinha no oceano! E… tenho más notícias para ti: nada vai mudar, porque… somos todos iguais!"

Esta carta que transcrevo foi publicada no Jornal Público, em 13/01/2000. Era uma carta ao director, assinada por Ana Luísa Ramos, da Figueira da Foz e continha um post script (não o incluí porque o essencial é mesmo a carta). Fui dar com ela quando fazia uma arrumação num dossier. Li e reli-a como fizera da primeira vez que me veio parar às mãos.
Não é uma carta fácil de ser escrita, muito menos de ser lida. Porquê? Porque nos perturba, faz-nos pensar e concluir que todos devíamos estar mais atentos a tantos "meninos perdidos". Devíamos pedir desculpa mais vezes, devíamos preocupar-nos mais com os outros, devíamos mudar alguma coisa, para... não sermos todos iguais.

Dá que pensar...









POLYCHROMIE

Cher frère blanc:

Quand je suis né, j’étais noir

Quand j’ai grandi, j’étais noir

Quand je vais au soleil, je suis noir

Quand j’ai froid, je suis noir

Quand j’ai peur, je suis noir

Quand je suis malade, je suis noir…

Tandis que toi, HOMME BLANC,

Quand tu es né, tu étais rose

Quand tu as grandi, tu étais blanc

Quand tu vas au soleil, tu es rouge

Quand tu as froid, tu es bleu

Quand tu as peur, tu es vert

Quand tu es malade, tu es jaune

Et après cela, tu oses m’appeler

« HOMME DE COULEUR ? »

Anonyme africain

sábado, 13 de maio de 2006

Sentido de Humor


Nada melhor que uma boa vinheta para nos rirmos

Atentado a João Paulo II em 81 mudou os destinos da Europa

O papa João Paulo II continua presente em Fátima e na memória dos muitos milhares de peregrinos que ontem encheram o Altar do Mundo. A presença do cardeal Stanislaw Dziwisz, que o acompanhou mais de um quarto de século como secretário particular, sublinhou a ligação do Papa polaco à Cova da Iria, num dia que ficou marcado pela evocação do atentado de que foi vítima há 25 anos na Praça de S. Pedro, em Roma.

Eram mais de 300 mil os fiéis presentes na Cova da Iria e muitos deles nem conseguiam entrar no recinto. O facto das cerimónias se realizarem no fim-de-semana ajudam a perceber um número que era mesmo considerado um recorde, exceptuando as vezes que o Papa esteve presente em Fátima no 13 de Maio.


O cardeal de Cracóvia, Polónia, que veio a Fátima "satisfazer uma necessidade do coração", sustentou que o atentado que João Paulo II sofreu no Vaticano, a 13 de Maio de 1981 mudou os destinos da Europa, nomeadamente dos países comunistas de Leste.

Falando aos jornalistas momentos antes do início das cerimónias religiosas, a que presidiu, o antigo secretário pessoal do Papa, explicou estar em Fátima "em memória de João Paulo II", e respondendo a um convite do bispo da diocese, D. Serafim Ferreira e Silva, recordando que, quando o Papa estava na clínica "pediu muito a Nossa Senhora". E admitiu que a sua sobrevivência se ficou a dever a Nossa Senhora de Fátima, acrescentando que esta era também a convicção do Papa.

"O atentado que o Papa sofreu veio confirmar a mudança da Europa e no mundo", porque incentivou João Paulo II "a pregar pela liberdade, sobretudo religiosa e cívica nesses países", afirmou o cardeal Stanislaw Dziwisz, salientando que a recuperação do papa do atentado "quase fatal" se ficou a dever "a um milagre" de Nossa senhora, que também havia aparecido a um dia 13 de Maio, na Cova da Iria.


Hoje é 13 de Maio e faz, hoje, 25 anos que João Paulo II sofreu um atentado em Roma na Praça de S. Pedro. O mundo não voltaria a ser o mesmo (aliás acho que deixou de ser o mesmo desde que Karol Wojtila foi eleito). O turco Ali Agca veio colocar um credo na boca de muitos cristãos. Várias explicações - tentativas de dissuasão apenas, pois acredito que há pessoas que poderiam explicar o que realmente aconteceu - se colocaram para este atentado que de extraordinário apenas teve de ter sido cometido contra o chefe máximo da Igreja Católica, em tudo o mais seria mais um atentado contra um ser humano.

Para mim João Paulo II sempre foi um ideal a seguir. Habituei-me, desde pequeno, a ver nele um HOMEM DE BEM, um lutador incansável pela PAZ!

Luta contra a SIDA

Quinze segundos de imagens de sexo entre casais jovens. O actor principal? O preservativo. «Dizem que o filme é ousado. O importante é usar», afirma Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a SIDA (LPCS) ao PortugalDiário.

A campanha é fundamental, defende a responsável, porque os números de portugueses infectados com SIDA continuam a aumentar. «Temos 29 mil casos notificados, mas estima-se que cheguem aos 40 mil», adianta Maria Eugénia Saraiva.

O filme que vai passar nas televisões e nos cinemas foi desenvolvido por Marco Martins, realizador do premiado filme português «Alice».

As imagens ousadas do vídeo visam atingir «um público dos 16 aos 40 anos», explica a presidente da LPCS. «Não existem grupos de risco, mas comportamentos de risco», frisa.

Filme vai chocar os portugueses?

«Isto não é um problema de chocar os outros. É um problema de saúde pública», sublinha Maria Eugénia Saraiva. Para além da ousadia, o vídeo recorre ao humor. «A embalagem de três preservativos é boa para a malta que está a começar (um para a sexta-feira, um para sábado e outro para domingo); a embalagem de seis é para os mais avançados (dois para sexta-feira, dois para sábado e dois para domingo); e as embalagens de 12 são para os casais: um para Janeiro, Fevereiro)», segundo a mensagem do filme.

Saber colocar o preservativo

O vídeo é um alerta para a necessidade de utilizar o preservativo nas relações sexuais, mas não ensina como se coloca o dito. «Esta não é uma campanha de alguém que está sentado no gabinete», frisa a responsável.

Fazemos esse tipo de formação nas escolas, prisões e empresas, explica Maria Eugénia Saraiva. Numa destas acções de formação, um homem dizia que usava dois preservativos de cada vez para ser mais seguro. «Com um pénis artificial, explicámos por que é que essa prática é desaconselhável. Podem romper».

Quem quiser saber mais sobre a doença poderá utilizar a linha de apoio SOS-SIDA 800201040, que comemora este ano 15 anos de existência.

in PortugalDiário.


Aí está mais uma campanha na luta contra esse flagelo. Nunca é demais chamar a atenção para este problemas. São muitos aqueles que ainda não estão sensibilizados para esta questão , infelizmente, são mais ainda os que preferem correr riscos.
Por vezes as campanhas, por melhor que estejam elaboradas, não atingem o público-alvo. Não por culpa da campanha, mas porque talvez continuemos a pensar que estas coisas SÓ ACONTECEM AOS OUTROS!
Quando menos esperamos pode ter chegado a nossa vez e, depois, será tarde demais para emendar o erro.

restos


“O Homem”,

como era conhecido

vivia num barraco,

isolado,

por onde a própria solidão

teimava em não passar...

Na rua, os cães ladravam,

mas a caravana não passava,

poisque, por ali, ninguém

ousava pisar terreno

Tinha trinta e três anos.

O papel de parede do seu barraco

feito de recortes de jornais

de tempos, idos,

em que ele fora famoso:

“menino-prodígio”

“medalha de ouro para inventor português”

“doutoramento em Oxford”

“milionário hereditário”

e...

... tantos outros títulos honoríficos.

Entrementes a vida

virou-se do avesso.

Mulheres de má vida,

jogos de azar,

tabaco e vinho,

eis os carrascos

d’ “o Homem”.

Vivia dos restos

que catava nas vicinais lixeiras,

já que, por vergonha,

- se a um mendigo

lhe é permitido tê-la –

não estendia a mão

nem batia às ricas portas,

que se fechavam

sem nunca se haverem aberto.

As lágrimas,

amargas,

sulcavam rugas naquele belo rosto

coberto por ruivos pêlos,

lavando-lhe os remorsos

de ter sido um mendigo

enquanto homem,

e de ser “o Homem”

enquanto mendigo.

A Via-sacra da sua

mendicante vida

aproximava-se do Calvário,

já que a sua cruz,

pesada,

esmagava-o contra a terra

que o convidava a

tornar-se em pó.

Morreu...

Ninguém deu pela sua falta;

a vicinal lixeira acolheu-o

e deu-o como restos

...aos bichos


in "Oráculo Luminar" (José Amaral)

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[ E agora?...

Quem lágrimas chorará?... ]

Homens mulheres.

Meninos meninas.

Pais mães.

Viúvos viúvas.

Órfãos órfãs.

Novos velhos.

...

O comum dos mortais,

chorará lágrimas

amargas

enraivecidas

corrosivas

nostálgicas

incompreendidas

injustiçadas

amatórias

com ou sem

razão.

Chorará

fechado no quarto

(envergonhado)

ou em lugares públicos

(despudorado).

Esvaziará a alma

excrementando o salitre insípido

que lha inunda de ódio,

impedindo-o d’amar.

Viverá amargurado

lavando a sua fúria

nesse lacrimejante gesto.

in "Poder da Díctamo" (José Amaral)