domingo, 16 de julho de 2006
Coragem e Sensatez
Carta à Ministra da Educação
Minha Cara Maria de Lurdes Reis Rodrigues
Nos tempos que correm, você é, digamos, a face visível do meu patrão, o Ministério da Educação. Não me sinto, porém, "seu" empregado; sinto-me seu igual. Sou também, como você, professor (há mais de duas décadas), tenho, de vida, alguns anos a mais do que você (para infelicidade minha), escrevo e publico poesia (e sempre gostei de partilhar poesia com os meus alunos, apesar de não ser professor de Português ou de Língua Portuguesa) e, talvez diferentemente de você, quando entrei para a Faculdade, não planeava ser professor, mas jurista. E, antes de ter optado por ser professor, fiz outras coisas na vida: fui tradutor, fui assessor jurídico, fui advogado, fui jornalista, fui gestor comercial. E tenho três filhos, dois dos quais estão ainda no ensino básico e em escolas "públicas", quero dizer, escolas "do Estado". Tenho pensado, escrito e publicado "alguma coisa" sobre educação, currículo que, infelizmente, não lhe reconheço. Não sei, por isso, francamente, entre nós, quem terá mais autoridade para falar de educação e de ensino. Claro: você é a Ministra da Educação: tem autoridade política. Mas não era desta "autoridade" (circunstancial) que eu falava. Referia-me a outra: aquela que decorre da reflexão, da experiência e do interesse (não profissional,corporativo ou político, mas "civilizacional"). Tenho, diante dos meus olhos, um Despacho assinado por si, datado de 7 de Junho (ou seja, de anteontem). Está para publicação no Diário da República. Estabelece (transcrevo-o) " regras e princípios orientadores a observar, em cada ano lectivo, na elaboração do horário semanal de trabalho do pessoal docente" (...), "bem como na distribuição do serviço docente correspondente". Define ainda " orientações a observar na programação e execução das actividades educativas que se mostrem necessárias à plena ocupação dos alunos dosensinos básico e secundário durante o período de permanência no estabelecimento escolar". Não quero discutir consigo o conteúdo do Despacho. É, simplesmente, mais um Despacho, uma fórmula legislativa que os episódicos governantes deste pobre país gostam muito de usar para dar a entender (coitados!) que sabem e que podem. Não leve a mal que a desiluda: de Despachos Ministeriais (bem ou mal intencionados) está o inferno (e Portugal) cheio. Em mais de duas décadas, não sei de nenhum Despacho que tenha, efectivamente, contribuído para mudar a qualidade das aprendizagens dos nossos alunos (quero dizer: dos nossos filhos). Você sabe tão bem quanto eu: precisamos de professores qualificados, profissionalmente autónomos e responsáveis e motivados. Mas não acredite que os crie por Despacho. E com Despachos como este, e com todas as declarações que tem vindo a fazer sobre os professores (e não discuto sequer se com razão ou sem ela), só tem conseguido, liminarmente, uma coisa: humilhar e desmotivar os professores em geral, os competentes e todos os outros. Escolheu, imprudentemente, o caminho errado. Porque você ainda não percebeu que não basta ter autoridade política para "mandar" e para "mudar". É preciso suscitar a paixão, o entusiasmo, a clarividência, o pundonor. E, nesta arte, você tem-se revelado, lamento muito escrevê- lo, completamente incompetente. Conseguiu apenas fazer-se odiar (pelas melhores e pelas piores razões). Não vejo, sinceramente, como o ódio que, actualmente, os professores lhe devotam poderá contribuir para a felicidade dos meus filhos. Lamento muito (repito) escrever isto, porque até comecei por simpatizar consigo. Continuo a considerá-la uma pessoa bem intencionada. Mas, porventura mal aconselhada, errou o método e o alvo. E agora já é muito tarde para voltar atrás e reganhar a confiança daqueles que deveriam ser os seus principais aliados. Com toda a franqueza e com toda a frontalidade, entre colegas, permita-me que lhe diga: acho que deveria demitir-se e dar o lugar a outro. Talvez ao António Nóvoa, agora o seu Reitor, se ele estivesse disponível para colar os cacos que deixou (infelizmente, não acredito que quisesse). Pena que, em devido tempo, não se tivesse aconselhado com ele...
Ademar Santos
sábado, 15 de julho de 2006
Não abondenemos os nossos Amigos.

Nesta altura do ano, as férias grandes, é frequente verem-se muitos animais (sobretudo cães) abandonados. Os seus donos para poderem usufruir de férias sem encargos e preocupações acham que a solução é abandonar os animais. Não, não é solução! É necessário corrigir este erro crasso. Há muitos locais onde se podem deixar os animais. Ao abandonar um animal só estamos a arranjar novos problemas e a dar, muitas das vezes, mais trabalho aos canis já de si “cheios” por causa da incúria humana.
As preocupações dos
canis avolumam-se nesta altura do ano. Há sempre novos “clientes” e as ajudas não se alteram, mantêm-se as mesmas.Há algum tempo fiz referência à Aanifeira (http://aanifeira.blogspot.com/ e http://canilmunicipaldafeira.blogspot.com/) sobre uma campanha de angariação de fundos – venda de t-shirts – e agora volto a fazê-lo para sensibilizar os leitores para a necessidade de adopção de cães.
Deixo também um novo endereço (http://www.sosanimal.com/aanifeira//) do site SOS Animal – Aanifeira onde podemos encontrar mais informações.

Passo a reproduzir um e-mail que me fizeram chegar para podermos constatar até que ponto os humanos se tornam tão desumanos.
VAMOS AJUDAR ESTE MENINO, A SAIR DESTE PESADELO!
JUNTOS PODEMOS FAZER A DIFERENÇA! PASSE A FRENTE ESTE E-MAIL. QUEM SABE NÃO ACHAMOS UNS BONS DONOS PARA ESTE MENINÃO?
MUITO OBRIGADA!
" O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo" - Émile Zola
Amigos: tive conhecimento da história do Lutti, bem triste, à qual não pude de forma alguma ficar indiferente. O Lutti precisa urgentemente de arranjar uma família temporária ou ainda melhor, um dono. Precisa de esquecer todo o sofrimento pelo qual já passou. Por favor passem este apelo a todos os vossos contactos, na esperança de, quem sabe, o Lutti arranjar um doninho. Ele está na zona do Porto, mas que a distância não seja um impedimento para a sua adopção. Tudo faremos para arranjar uma boleia que o leve a uma nova vida, um novo LAR. O Lutti foi encontrado atado a uma árvore completamente espancado e cortado no meio do monte, sem água nem comida, bastante magro e neste estado... Arranjei uma solução temporária num terreno que foi cedido por uma amiga mas que ainda não tem qualquer tipo de estruturas.... e não poderá ficar ali por muito mais tempo.... É de porte grande, é novo, não tem mais de 2 anos e depois de recuperado vai ficar UM LINDO MENINO DE OLHOS AZUIS. É muito meigo e até o ladrar dele é baixinho e de desespero. Vamos ajudar o Lutti a esquecer tudo pelo que passou! Uma família, um dono, qualquer ajuda será bem-vinda.
CONTACTOS: Ana (912290514) ou anna_alm20@hotmail.com
Atenção Redobrada
Onda de calor exige cuidados redobrados
A onda de calor que assola o país preocupa os especialistas que recordam os perigos de uma exposição solar descuidada. Ao mesmo tempo, o Instituto de Meteorologia prevê que a Madeira seja a região a registar o maior índice de raios ultravioletas.
Segundo fonte do IM, esta é "uma previsão até à próxima quarta-feira" e trata-se de "uma situação perfeitamente normal para a Madeira em termos de previsão devido à sua posição geográfica de latitude baixa".De acordo com a directora regional de Saúde Pública, Isabel Lencastre, em declarações à agência Lusa, este serviço tem desencadeado campanhas de alerta nos últimos anos sobre os cuidados a tomar nesta época de calor, nomeadamente através da distribuição de material de apoio.Cuidados a terPara evitar a exposição aos raios ultravioletas recomenda-se a utilização de óculos de sol nas crianças. Os especialistas alertam para a necessidade dos pais protegerem os filhos. A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia faz igual alerta explicando que as radiações podem prejudicar gravemente a visão.Por sua vez os dermatologistas aconselham uma exposição moderada ao sol, a utiliza
ção de óculos e chapéus-de-sol, o uso de protector solar e evitar o mais possível as horas de maior calor (entre as 12h00 e as 17h00). A prevenção é o melhor remédio para travar males maiores.As doenças de pele são uma das consequências do Verão. Sol a mais pode provocar o pior dos cancros da pele: o melanoma. Apesar das inúmeras campanhas de prevenção, a incidência do melanoma tem vindo a aumentar. Em Portugal estima-se que todos os anos surjam 800 novos casos. O cancro de pele pode começar num sinal, que se vai alterando, mudando de cor, tamanho e forma. É por isso importante estar atento. Outras recomendações importantes são a utilização de roupas claras, cobertura para a cabeça e refeições ligeiras. Nesta altura também não se deve ingerir bebidas açucaradas nem alcoólicas.in Sic-Notícias (edição online) 15JUL06
Filme de Animação
De: Tim Johnson, Karey Kirkpatrick Com: Bruce Willis (Voz), Nick Nolte (Voz), Avril Lavigne (Voz)Outros dados: EUA, 2006, Cores, 83 min.
Resumo:Com a chegada da Primavera, a tartaruga Verne e os seus amigos acordam do seu sono de Inverno e descobrem que foi construída uma cerca enorme no meio do seu habitat natural. É então que aparece RJ, um guaxinim oportunista, que tenta convencê-los que a vida do outro lado da cerca é muito melhor, pois vivem lá "humanos" que só pensam em comer.

Já tive a oportunidade de ver este filme (com o meu filho) e merece-me uma nota bastante positiva. É um filme interessante, com piadas bem conseguidas, muito movimentado e com uma mensagem actualíssima.
Rembrandt

Rembrandt nasceu há 400 anos
A 15 de Julho de 1606, nascia o pintor e gravador Rembrandt, Harmenszoon van Rijn, em Leindn, na Holanda. Rembrandt é o autor de «Tobias», «O Samaritano», «Ronda Nocturna», entre outros quadros.
Figura maior da pintura europeia, expoente do Barroco, Rembrandt encontra-se exposto em Portugal, na colecção permanente do Museu Gulbenkian, em Lisboa, com a «Figura de Velho», óleo de 1645, e «Pallas Athena», quadro mais tardio, concluído poucos anos da morte do pintor, entre 1664-65. Rembrandt morreu a 04 de Outubro de 1669, em Amsterdão.
in Diário Digital / Lusa (edição online) 15JUL2006
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Mais do mesmo
Exames 9ºano: 64% dos alunos tiveram negativa a Matemática
Seis em cada dez alunos do 9º ano tiveram negativa no exame nacional de Matemática, apesar da média de notas ter subido ligeiramente em relação ao ano passado, segundo dados do Ministério da Educação.
Dos 92.217 estudantes que realizaram a prova na primeira chamada, 64% tiveram nota negativa, com um ou dois valores (numa escala de um a cinco), enquanto os restantes 36% alcançaram uma nota positiva.
De acordo com os dados, 13% (11.988) tiveram a nota mais baixa da escala, enquanto só 2% (1.844) atingiram o valor máximo.
No total, a média de notas ficou-se pelos 2.4 (o mesmo que 48%), o que representa uma ligeira subida relativamente aos 2.2 (ou 44%) registados em 2005, ano em que cerca de 70% «chumbaram» no exame.
Já na prova de Língua Portuguesa, os alunos conseguiram melhores resultados, tendo alcançado nota positiva 54% dos 92.144 que fizeram o exame na primeira chamada.
No entanto, ao contrário do que aconteceu na Matemática, o número de alunos com positiva desceu significativamente em relação ao ano passado, quando 77% dos estudantes «passaram» na prova.
A média de notas também diminuiu, passando de 3.0 (ou 60%) para 2.6 (52%).
Os exames nacionais do 9º ano, cujos resultados foram hoje afixados nas escolas, são obrigatórios para a conclusão do ensino básico e valem apenas 30% para a classificação final dos estudantes.
Por isso, e apesar dos resultados maioritariamente negativos no exame de Matemática, 68% dos alunos conseguiram passar à disciplina, obtendo uma nota positiva no final do ano.
No caso da Língua Portuguesa, 87% dos alunos concluíram a disciplina com uma avaliação final positiva.
Nos dois exames, os resultados alcançados pelos alunos externos (que se autopropuseram a exame, depois de terem chumbado) são claramente piores do que os dos alunos internos.
A Matemática, 95% dos 4.060 alunos externos tiveram negativa, o mesmo acontecendo com 80% dos 4.119 que se autopropuseram ao exame de Língua Portuguesa.
in Diário Digital / Lusa (edição online) 12JUL2006
terça-feira, 11 de julho de 2006
Paredes
Paredes, Carlos (1925 – 2004)
Carlos Paredes nasceu em Coimbra, a 16 de Fevereiro de 1925. É o mais conhecido guitarrista português. Também é compositor. Filho de Artur Paredes é um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa. Há quem lhe chame “O homem dos mil dedos”.
Carlos Paredes começou a tocar com a idade de quatro anos com o pai e começou a sua carreira aos onze. No final dos anos 50 esteve preso por fazer oposição ao regime ditatorial que vigorava
ava a fazer, era compor músicas na sua cabeça). Quando voltou para o local onde trabalhava no Hospital, uma das ex-colegas, Rosa Semião, recorda-se da mágoa do guitarrista devido à denúncia de que foi alvo "Para ele foi uma traição, ter sido denunciado por um colega de trabalho do hospital. E contudo, mais tarde, ao cruzar-se com um dos homens que o denunciou, não deixou de o cumprimentar, revelando uma enorme capacidade de perdoar!" Quando os presos políticos foram libertados, eram vistos como heróis, ele sempre recusou esse estatuto, dado pelo povo, sobre o tempo que foi preso nunca gostou muito de comentar dizia "Que havia pessoas, que sofreram mais do que ele!".
Uma doença do sistema nervoso central (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida. Morreu em 23 de Julho de 2004 devido a uma falha renal.
[Este texto, abreviado, sobre a vida de Carlos Paredes foi elaborado a partir de informações da Wikipédia]
Bergman
Bergman, Ingmar (1918 -?)
Ernst Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, a 14 de Julho de 1918. É um dramaturgo e cineasta sueco.
Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro, e mais tarde, por cinema. Iniciou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro «Morte de Kasper» e, em 1944, escreveu o primeiro argumento para o filme «Hets». Realizou o primeiro filme em 1945, «Kris».
Os seus filmes lidam geralmente com questões existenciais como a mortalidade, solidão, e fé. As suas influências literárias vêm do teatro: Henrik Ibsen e August Strindberg. Foi casado com Liv Ullmann, com quem tem uma filha. Dirigiu a actriz em dez filmes, o primeiro foi Persona.
Da sua extensa filmografia destacam-se:
- 2003 - Saraband (Cinema Digital)
- 1982 - Fanny och Alexander (Fanny e Alexander)
- 1974 - Trollflöjten (A flauta mágica )
- 1973 - Scener ur ett Äktenskap (Cenas de um casamento)
- 1972 - Viskningar och rop (Gritos e sussurros)
- 1969 - En passion (A paixão de Ana)
- 1968 - Skammen (Vergonha)
- 1966 - Persona (Quando duas mulheres pecam)
- 1957 - Smultronstallet (Morangos silvestres)
- 1956 - Det sjunde inseglet (O sétimo selo)
- 1954 - En lektion I kärlek (Uma lição de amor)
- 1951 - Sommarlek (Juventude, divino tesouro)
- 1948 - Hamnstad (Porto)
- 1945 - Kris (Crise)
[Este texto, abreviado, sobre a vida de Ingmar Bergman foi elaborado a partir de informações da Wikipédia]
Kahlo
Kahlo, Frida (1907 – 1954)
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, pintora mexicana,
Em 1910 contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida.
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelado. Em 1925 aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez; um acidente de autocarro nesse mesmo ano deixa-a com lesões permanentes. Durante sua longa convalescença começa a pintar.
Em 1928 conhece Diego Rivera (com quem casará no ano seguinte) e adere ao Partido Comunista Mexicano. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
Morre em Coyoacan em 13 de Julho de 1954. Quatro anos mais tarde, sua casa familiar transforma-se no Museu Frida Kahlo.
[Este texto, abreviado, sobre a vida de Frida Kahlo foi elaborado a partir de informações da Wikipédia]
Erasmo
Roterdão, Erasmo de (1466 – 1536)
Desiderius Erasmus Roterodamus, conhecido como Erasmo de Roterdão ou Erasmo de Roterdã, nasceu provavelmente a 27 de Outubro de 1466 em Roterdão,
Era, quase de certeza, filho ilegítimo. A informação sobre a sua família e a sua juventude não é muito, contudo o próprio faz-lhes referências nos seus escritos. O pai era padre (Gerard) e da mãe (Margarete) pouco ou nada se sabe. Nessa altura a sua educação ficou a cargo de uma série de mosteiros, e foi uma educação exemplar, a melhor possível a um jovem do seu tempo. Realizou os votos monásticos aos 25 anos, mas nunca viveu como tal. Era um crítico da vida monástica e das características que julgava negativas na Igreja.
Frequ
entou o Collège Montaigu em Paris e continuou os seus estudos na Universidade de Paris, então o principal centro da escolástica, apesar da influência crescente do Renascimento da cultura clássica, que chegava de Itália. Erasmo optou por uma vida de académico independente, independente de país, independente de laços académicos, de lealdade religiosa, e de tudo que pudesse interferir com a sua liberdade intelectual e a sua expressão literária. Os principais centros da sua actividade foram Paris, Louvain, Inglaterra e Basiléia. No entanto, nunca pertenceu firmemente a nenhum destes sítios.
A sua residência em Louvain expôs Erasmo a muitas críticas mesquinhas por parte daqueles que eram hostis aos princípios do progresso literário e religioso aos quais ele devotava a vida. Ele interpretava esta falta de simpatia como uma perseguição e procurou refúgio em Basiléia, onde, sob abrigo de hospitalidade suíça, pôde expressar-se livremente e onde estava rodeado de amigos. Foi lá que ele esteve associado por muitos anos com o grande editor Froben, e aonde uma multidão de admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o veio visitar. A produtividade literária de Erasmo começou relativamente tarde na sua vida. Apenas quando ele dominou o Latim é que começou a escrever sobre grandes temas contemporâneos em Literatura e em Religião.
A sua revolta contra as formas de vida da igreja não resultou tanto de dúvidas quanto à verdade da doutrina tradicional, nem de alguma hostilidade para com a organização da Igreja. Sentiu antes a necessidade de aplicar os seus conhecimentos na purificação da doutrina e na liberalização das instituições do cristianismo.
Ele publicou uma edição crítica do Novo Testamento Grego em 1516 - Novum Instrumentum omne, diligenter ab Erasmo Rot. Recognitum et Emendatum. A edição incluiu uma tradução em Latim e anotações. Baseou-se também em manuscritos adicionais recentemente descobertos.
Na segunda edição, o termo mais familiar "Testamentum" foi usado em vez de "Instrumentum". Esta edição foi usada pelos tradutores da versão da Bíblia do Rei Jaime I de Inglaterra. O texto ficou conhecido mais tarde como o textus receptus. Erasmo publicou mais três edições - 1522, 1527 e 1535. Foi a primeira tentativa por parte de um académico competente e liberal de averiguar aquilo que os escritores do Novo Testamento tinham efectivamente dito. Erasmo dedicou o seu trabalho ao Papa Leão X, como patrono da aprendizagem, e considerou o seu trabalho como o seu principal serviço à causa do Cristianismo.
O movimento de Martinho Lutero começou no ano seguinte à publicação do Novo Testamento, e foi um teste ao carácter de Erasmo. Erasmo tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja. Tinha um grande respeito pessoal por Martinho Lutero e Lutero sempre falava de Erasmo com reverência pelo seu conhecimento.
A sua obra mais conhecida, "Praise of Folly" ("Elogio da Loucura"), foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. Em 1536 ele escreveu "De puritate ecclesiae christianae", na qual ele tentou reconciliar os diferentes partidos.
Erasmo retornou a Basiléia, a sua casa mais feliz, em 1535, após ausência de seis anos. Aí faleceu em 12 de Julho de 1536.
Aqui ficam, também, algumas citações de Erasmo de Roterdão:
- "Rir de tudo é coisa de tontos, não rir de nada é coisa de estúpido."
- "O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina é o primeiro e mais importante degrau para se chegar ao conhecimento."
- "Não merece o doce quem não experimentou o amargo."
- "A primeira fase do saber é amar os nossos professores."
- "Os grandes escritores nunca foram feitos para suportar a lei dos gramáticos, mas sim para impor a sua."
[Este texto, abreviado, sobre a vida de Erasmo de Roterdão foi elaborado a partir de informações da Wikipédia]
Modigliani
Amedeo Clemente Modigliani nasceu na região da Toscana, em Livorno a 12 de Julho de 1884. Era o quarto filho, e último, de uma família judaica. Desde cedo começou a revelar interesse pela pintura (sempre incentivado pela mãe). Visitava com a progenitora museus de arte e matriculou-se como aluno no estúdio de Gugliemo Micheli.
Na infância sofreu de tifo, o que comprometeu a sua saúde para o resto da vida. Com esta doença – mais concretamente o tratamento – foi forçado a constantes viagens. Não foi um mal maior, já que pode estar em contacto com outras culturas. Este intercâmbio cultural viria a marcá-lo. Em 1906 mudou-se definitivamente para Paris.
Como
outros pintores e artistas, viveu a experiência da extrema pobreza. Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski, que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue, para Modigliani, uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças aos nus expostos na vitrine da galeria.
Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918. Na noite de 24 de Janeiro de 1920, aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de álcool e drogas (haxixe). Foi sepultado no célebre Cemitério do Père-Lachaise.
[Este texto, abreviado, sobre a vida de Amedeo Modigliani foi elaborado a partir de informações da Wikipédia]
Pausa Poética
RestolhO
Era noite.
Noite de breu medonho.
Acometia a nossa pequeneza.
Caminhávamos, passos periclitantes,
através dos atalhos dos campos.
Atravessámos um restolho.
A lua, alta, começou a vislumbrar-se,
e, foi quando, ao largo,
ressaltou o restolho,
negro, ao luar.
O trigo fora já cortado;
naquele campo – que outrora
fora um mar dourado –
apenas, e só, algumas espigas caídas
deixadas ao abandono,
prenhes de sementes,
esperando que alguma pobre viúva
as viesse recolher em seu regaço,
ou quiçá,
algum animal as transportasse
para servirem
de lauto sustento
aos seus rebentos.
Ao largo do restolho,
do lado direito,
árvores – penso que choupos,
quais guardiões –
demasiado esguias e esbeltas,
estrategicamente posicionadas,
guardavam o seu tesouro.
Os campos cheiravam
a rosmaninhos;
os grilos entoavam
uma melodia monocórdica
que se “espraiava”
ao longo do restolho.
De repente,
um pio, horripilante,
de um mocho
acordou a noite.
Fez-nos avivar o passo
e atravessar, quasi a correr...
...o restolho.
in Poder da Díctamo, José Amaral
segunda-feira, 10 de julho de 2006
Justa Homenagem
A Câmara do Fundão vai organizar, entre hoje e o próximo domingo, o "Encontro do Vento – Festival de Castelo Novo", iniciativa integrada no programa de animação das Aldeias Históricas.
O programa inclui um campo de férias para jovens, uma feira de produtos locais durante três dias e actividades ligadas à poesia e literatura.
Na próxima sexta-feira, o Agora Teatro apresenta três sessões dirigidas a infantários da peça "Túu Túu", um espectáculo de teatro poético, feito com objectos. O espectáculo volta a estar em cena no sábado. Ainda na sexta-feira, às 22 horas, o Teatro de Montemuro leva ao palco "O Regresso do Pepino", uma peça aberta ao público.

Um dos pontos altos do Encontro do Vento acontece no sábado, entre as 9 e as 13 horas, com montagem do Jardim do Vento. Trata-se de um espaço onde vão ficar instalados os objectos eólicos construídos pelos jovens que participam no campo de férias.
O campo de férias "O Vento das Pedras" decorre entre hoje e domingo, na casa paroquial de Castelo Novo e inclui ainda outras actividades, como observação de estrelas, um atelier de fotografia, actividades ligadas à geologia e botânica.
Serão também instalados no Jardim do Vento os instrumentos musicais eólicos realizados ao longo do ano lectivo por alunos de escolas do 2º e 3º ciclos do concelho do Fundão. No mesmo dia, vão funcionar oficinas de objectos eólicos e um atelier de instrumentos musicais eólicos.
No sábado, a poesia está em destaque com uma visita ao Jardim do Lugar da Casa, em Atalaia do Campo. O jardim inclui várias peças artísticas em homenagem a Eugénio de Andrade e foi criado ao lado da casa onde o poeta viveu a sua infância.
Seguem-se um café poético, já em Castelo Novo, e um recital no local da Lagariça, pelas 22 horas. Ali será feita a apresentação da antologia de poesia "Palavras de Vento e de Pedra", edição que reúne mais de 80 poetas portugueses e galegos.
No domingo, as actividades do Encontro do Vento encerram às 18 horas com o Grupo de Música de Câmara de oboé e fagote pela Escola Superior de Artes de Castelo Branco.
O meteorologista Costa Alves animará ainda um debate com jovens e crianças com o título "Conversas do Vento".
Alfredo Cunha in “Jornal de Notícias” (edição online)
domingo, 9 de julho de 2006
Caiu o Pano...

Itália - Campeã do Mundo

França - 2º Lugar (finalista vencido)

Alemanha - 3º Lugar

Portugal - 4º Lugar
Acabou hoje, um mês depois de ter tido início na Alemanha, o Campeonato do Mundo de Futebol 2006.
A Itália, após prolongamento, acabou por vencer a França em grandes penalidades. A partida acabou por ficar marcada pelo adeus de Zidane à selecção francesa, com uma expulsão (cartão vermelho directo após agressão a um adversário).
No cômputo geral a Itália acaba por ser uma justa vencedora.
Portugal acabou a prova num honroso 4º lugar depois de ter perdido, no jogo da atribuição do 3º/4º lugar, para a equipa da casa por três golos a um.
A selecção portuguesa conseguiu um bom resultado, elevando bem alto o nome do país.
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Preocupação
Pyongyang diz ter poderio militar invencível
A Coreia do Norte afirmou hoje ter um poderio militar invencível, embora sem fazer qualquer referência ao lançamento esta madrugada de 10 mísseis, um dos quais de longo alcance e com capacidade para atingir os EUA.
«Continuaremos a nossa revolução à nossa própria maneira, de acordo com a nossa convicção, nesta situação complicada e conflituosa, já que temos um poderio militar invencível e revolucionário, mesmo para os imperialistas Estados Unidos», lê-se no jornal do Partido Comunista.
O artigo, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap, exalta a política norte-coreana de dar prioridade ao desenvolvimento militar.
Normalmente, a imprensa oficial norte-coreana leva dias para comentar directamente os principais acontecimentos.
A Coreia do Norte realizou hoje um teste em que lançou pelo menos seis mísseis, incluindo um de longo alcance que pode atingir o Alasca.
O lançamento suscitou uma onda de fortes críticas internacionais, tendo já o Japão imposto sanções à Coreia do Norte. Entretanto, está prevista uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para analisar o ocorrido.
in Diário Digital (edição online) 05JUL2006
Aqui está uma notícia que nos deve preocupar muito…
terça-feira, 4 de julho de 2006
Pensamentos...

Quando não temos nada para fazer podemos sempre pensar. Aqui ficam algumas citações. Já agora, vale a pena pensar nisto…
“Quando se está junto ao pobre, Deus não está longe” (J. Gozan).
“O começo do homem está no coração da sua mãe” (João Paulo II).
“Eu penso tantas vezes sem nada descobrir; deixo de pensar, mergulho no silêncio, e eis que a verdade me é revelada” (Einstein).
“Só morre aquele que viveu exclusivamente para si” (Jan Zajic).
“O perdão é uma das coisas que nos torna mais semelhantes a Deus” (Vieujean).
“A verdadeira caridade abre os braços e fecha os olhos” (S. Vicente de Paulo).
“Não queria subir sozinho, pois não há felicidade sem partilha” (Anónimo).
“Somente amamos a justiça quando sofremos injustiça” (Adão Myszak).
“O homem não é velho enquanto está buscando alguma coisa” (J. Rostand).
“As palavras são as drogas mais poderosas usadas pela Humanidade” (Kipling).
“O homem, para se enaltecer, deve ajoelhar-se” (Papini).
“Amar alguém é dizer-lhe: não morrerás!” (Gabriel Marcel).
“Só a vida vivida para os outros é que vale a pena ser vivida” (Einstein).
“Um homem sem fé é como um viandante sem meta, como alguém que luta sem esperança de vitória” (Santo Agostinho).
“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e na desgraça a qualidade” (Barbieri).
“Se quiseres recolher mel, não balouceis o cortiço” (Carnegie).
“Quando uma mulher põe demasiado creme e pouco vestido é sinal de que está desesperada” (Óscar Wilde).
“É difícil fazer um amigo num ano, mas é fácil perdê-lo numa hora” (Prov. Chinês).
“Se um dia Cristo viesse à Índia, seria bem melhor recebido se aparecesse em forma de pão” (Gandhi).
“Deus paga… mas não paga todos os sábados” (Karr).
“Quem fala semeia, quem escuta recolhe” (Pitágoras).
“Possa eu fazer da minha vida alguma coisa de simples e direito, como uma flauta de cana que o Senhor enche de música” (Tagore).
“O que sabemos é uma gota de água; o que ignoramos é um oceano” (Newton).
“Tudo ressurge quando tem calor” (Miguel Torga).
Expressões estrangeiras

Com o aproximar da Férias, alguns já as gozam, são sempre úteis algumas expressões. Aqui ficam:
“abyssus abyssum invocat” (o abismo atrai o abismo).
“ad augusta per angusta” (a lugares elevados por veredas apertadas).
“à l’oeuvre on connaît l’artisan” ( pela obra se conhece o artista).
“alea jacta est” (a sorte está lançada).
“amicum perdere est damnorum maximum” (perder um amigo é o maior dos prejuízos).
“audaces fortuna juvat” (a fortuna favorece os audazes).
“bona est lex si quis ea legitime utatur” (boa é a lei se se usar dela legitimamente).
“bonum vinum laetificat cor hominis” (o bom vinho alegra o coração do homem).
“carpe diem” (aproveita o dia).
“catigat ridendo mores” (corrige os vícios, ridicularizando-os).
“cogito, ergo sum” (penso, logo existo).
“de mortuis nihil nisi bonum” (dos mortos não faleis senão bem).
“docendo, discitur” (ensinando, aprende-se).
“dura lex, sed lex” (é dura a lei, mas é a lei).
“errando, corrigitur error” (errando, corrige-se o erro).
“errare humanum est” (errar é humano).
“ex ore parvulorum veritas” (da boca das crianças sai a verdade).
“fata la legge, pensata la malizia” (feita a lei, pensada a malícia).
“firmum in vita nihil” (nada é firme na vida).
“gloriae et virtutis invidia est comes” (a inveja acompanha sempre a glória e a virtude).
“heredis fletus sub persona risus est” (as lágrimas de um herdeiro são riso disfarçado).
“hoc opus hic labor est” (aqui é que está o trabalho).
“ignorantia differt ab errore” (a ignorância difere do erro).
“in hoc signo vinces” (com este sinal vencerás).
“intelligenti pauca” (para um inteligente poucas palavras).
“in vino veritas” (no vinho está a verdade).
“labor omnia vincit improbus” (um trabalho incessante vence todas as dificuldades).
“lana caprina” (lã de cabra).
“lapsus linguae” (lapso de língua).
“le coeur a ses raisons, que la raison ne connaît point” (o coração tem razões que a razão desconhece).
“le roi est mort, vive le roi” (o rei morreu, viva o rei).
“lex injusta non est lex” (a lei injusta não é lei).
“magister dixit” (o mestre disse).
“mea culpa” (por minha culpa).
“memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris” (lembra-te, homem, de que és pó e em pó te hás-de tornar).
“nascuntur poetae, fiunt oratores” (os poetas nascem, os oradores fazem-se).
“nescit vox missa reverti” (palavra proferida não volta atrás).
“no hai zorra con dos rabos” (não há raposa com dois rabos).
“non in solo pane vivit homo” (nem só de pão vive o homem).
“omnia vincit amor” (o amor vence tudo).
“piano, piano, se va lontano” (devagar se vai ao longe).
“post scriptum” (escrito depois).
“primum vivere, deinde philosophari” (primeiro viver, em seguida filosofar).
“primus inter pares” (o primeiro entre os iguais).
“quantum satis” (quanto baste).
“qui bene amat bene castigat” (quem bem ama bem castiga).
“qui nihil debet non timet” (quem não deve não teme).
“rira bien qui rira le dernier” (rirá melhor quem rir no fim).
“sapiens filius laetificat patrem” (o filho prudente é a alegria do pai).
“sic transit gloria mundi” (assim passa a glória do mundo).
“si vis pacem, para bellum” (se queres a paz, prepara a guerra).
“sursum corda!” (corações ao alto).
“tempus est Optimus judex rerum omnium” (o tempo é o melhor juiz de todas as coisas).
“time is money” (o tempo é dinheiro).
“to be or not to be” (ser ou não ser).
“ubi veritas?” (onde está a verdade).
“vae victis” (ai dos vencidos).
“vanitas vanitatum et omnia vanitas” (vaidade das vaidades e tudo é vaidade).
“veni, vidi, vici” (cheguei, vi e venci).
“victis honor” (honra aos vencidos).
“vox populi, vox Dei” (voz do povo, voz de Deus ).
segunda-feira, 3 de julho de 2006
alterações
No futuro,
se o houver,
viveremos de alterações.
O Pólo Norte
encontrar-se-á a Sul
e este talvez desapareça.
O Verão será
e o Inverno
antes do Outono.
O Arco-íris
será a preto-e-branco.
O fim-de-semana
será a meio.
Os rios nascerão
nos estuários
e desaguarão
nas nascentes.
O Sol nascerá
a Oeste
e terá o seu ocaso
a Este.
Perderemos o Norte
e acharemos que o Sul
fica para o lado
da Estrela Polar.
Das pedreiras extrairemos
homens.
Colocaremos os submarinos
em cima de carris,
e debaixo da água do mar
foguetões;
iremos à lua de comboio,
andaremos de barco
nas auto-estradas
e o carro servirá
para fazer cruzeiros
no alto mar.
Os desertos
serão cultivados
e os campos de cultivo
desertificados.
As cidades tornar-se-ão
selvas,
as selvas aldeias
e as aldeias
cidades.
Os reis nascerão do povo
e os governos
serão eleitos
por braço no ar.
Os parlamentos
serão constituídos
por ignorantes,
as assembleias
reunir-se-ão
na rua e o povo,
aí sim,
decidirá em favor
e respeitará
os interesses gerais
de todos os cidadãos
do estado.
Tudo sofrerá alterações!
Nada ficará como dantes!
Apenas as crianças,
que continuarão
a ser o futuro do Futuro
[ esse Futuro
adiado “sine die” ]
e as flores
que continuarão
a ser belas,
coloridas e perfumadas.
in Oráculo Luminar, José Amaral
Exame cheio de erros
2006JUL03 Marta Sofia Ferreira
24 mil alunos fizeram a prova de química com questões mal formuladas
Os problemas no exame foram apontados pela Sociedade Portuguesa de Química (SPQ), que no site oficial identifica erros em diversas questões e chega mesmo a sugerir a não cotação de uma pergunta do segundo grupo, uma vez que «com a equação representada como está, nenhuma das hipóteses de resposta está correcta».
No primeiro grupo, o erro apontado é a falta de informação na pergunta três que permita ao aluno responder à questão. Já no terceiro grupo, na pergunta 5.2, é escolhido um «exemplo particularmente infeliz» para o aluno comentar que «por pouco não está errado».
A responsável pela proposta de correcção do exame
vai esta tarde reunir-se com a SPQ para decidirem se vai ser enviado ao Ministério da Educação um comentário ao exame e um pedido de revisão da prova.
«Não existem razões para qualquer alteração ao exame», afirma ao Portugal Diário Glória Ramalho, responsável pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).
O GAVE defende que não há motivos para as críticas feitas pela SPQ e Glória Ramalho adianta que «já esclarecemos a nossa posição junto da SPQ», acrescentando ainda que «há questões de opinião envolvidas» nesta questão.
in Diário Digital (edição online)

VerãO
O dia clareou.
O Sol brilha intensamente,
os pássaros chilreiam,
as crianças, em brincadeiras animadas,
divertem-se.
Jogam à bola,
ao pião,
com o arco,
à apanhada,
à cabra-cega.
O Sol vai a pino,
o estio é cruel;
os raios de Sol
beijam-nos, viventes,
carinhosamente,
mas a canícula não perdoa.
É necessário procurar uma sombra,
uma cascata de água fresca.
Vem-me, então, à mente
o desejo de me deitar à sombra
de um amieiro, à beira-rio,
a pescar.
Sem camisa,
em calções,
refrescar-me-ia
e...
bendiria
o Sol “abensuado”
deste Verão.
Alfim verão,
como é belo o Verão.
in Poder da Díctamo, José Amaral

