domingo, 22 de junho de 2008

Ao Verão


Amapolas


Amigo…

En el cielo,
donde crecen
amapolas centellantes
como perlas,
la noche empieza a desnudarse.

Al ponerse el sol
todas las aves
cantan melodías en sus nidos.

Vosotros quedáis solitarios!

Tinieblas soñadoras
por entre las nubes
guardan en su corazón
las claras mañanas.

Cuando renace la aurora
las amapolas,
que a la brisa ondean,
sueñan con suaves besitos
del rocío
e
vosotros quedáis solitarios
entre las hojas de hierba
de los campos.


(in "Outonalidades", José Amaral)

sábado, 21 de junho de 2008

Eu gosto é do Verão...

Hoje, 21 de Junho, começa o Verão (chamado solstício de Verão). Isto é, hoje é o dia mais longo do ano e a noite é menor. Porquê? Porque em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante o seu movimento aparente na esfera celeste, se afasta mais da terra.
O engraçado da questão é que no
hemisfério norte o solstício de Verão ocorre no dia 21 de Junho, e o solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro. Em contraponto, no hemisfério sul é o contrário.
Com o Verão é necessário haver muito mais cuidado com o Sol. E, numa altura em que tanto se fala de cancro é necessário protegermo-nos.
A todos um Verão risonho!...

(José Amaral)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Multifacetado

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque nasceu no Rio de Janeiro, a 19 de Junho de 1944. É um dos mais afamados músicos, dramaturgos brasileiros. Como escritor ainda não conseguiu o estrelato. O seu livro “Budapeste” (que já li) não foi muito aclamado pela crítica, embora tenha ganho o Prémio Jabuti. A sua Ópera do malandro é conhecida mundialmente. Tive a oportunidade de vê-la, há dois anos, no Coliseu do Porto e é realmente um espectáculo fabuloso. A sua poesia também ganha força através das suas músicas. Aqui fica um exemplo:

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar

Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não mal disse a vida tanto quanto seu jeito de sempre falar
E não deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como a muito tempo nào queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tando esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz


(José Amaral)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Eugénio

Eugénio de Andrade (pseudónimo de José Fontinhas Rato) nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) a 19 de Janeiro de 1923 e faleceu no Porto a 13 de Junho de 2005 (após doença prolongada). Viveu em Lisboa, Coimbra e Porto. Travou amizade com muitas personalidades da cultura portuguesa: Miguel Torga, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny… Eugénio era pouco dado a aparições públicas e vivia distanciado da chamada vida social. Aqui fica um belíssimo poema de Eugénio:

AS AMORAS

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.


(José Amaral)

120 anos de Pessoa

Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, a 13 de Junho de 1888 e faleceu também na capital portuguesa a 30 de Novembro de 1935. É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa. Na literatura desdobrou-se em várias outras personalidades conhecidas como heterónimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia. Este ano comemoram-se os 120 anos do seu nascimento. Aqui fica um dos mais conhecidos poemas de Pessoa:


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama o coração.


(José Amaral)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Poesia para o fim-de-semana

Konstantin Dmitrievich Balmont nasceu a 15 de Junho de 1867 e faleceu a 24 de Dezembro de 1942. Este poeta foi uma das maiores figuras da Idade de Prata da Poesia Russa.
Infelizmente não consegui um poema deste autor em Português, mas este italiano compreende-se.


IO VENNI AL MONDO PER VEDERE IL SOLE
Io venni al mondo per vedere il sole
e gli azzurri orizzonti.
Io venni al mondo per vedere il sole
e i bianchi monti.
Io venni al mondo per vedere il mare
e il verde oro del piano.
Più mondi in uno sguardo io so serrare:
sono un sovrano.
Io vinsi lo squallore dell'oblio
col mio incanto.
In me si cela eternamente un dio
e sempre canto.
Svegliato fu il mio sogno dal dolore
e in terra mi ama ognuno.
Chi pari m'è nelle virtù canore?
Alcuno, alcuno!
Io venni al mondo per vedere il sole
e all'imbrunire
io canterò… Io canterò del sole
nell'ora di morire.


Mihail Eminescu nasceu em Botoşani, a 15 de Janeiro de 1850 e faleceu em Bucareste, a 15 de Junho de 1889. Foi o mais importante e conhecido poeta da literatura romena.
Escreveu muito e graças a
Iacob Negruzzi, publicou os seus primeiros versos na revista Junimea. Foi por algum tempo actor, inspector de escolas e bibliotecário em Iaşi, onde conheceu Veronica Micle, sua inspiradora, e seu grande amor.


Foram-se os anos ...

Foram-se os anos como as nuvens vão
E nunca mais retornarão um dia;
Já não me encantam hoje, como então,
Lendas e doinas*, sons da fantasia

Que à mente de um menino foram graças
Mal compreendidas, cheias de um alarde –
Com tuas sombras hoje em vão me abraças,
Ó hora do mistério, ao fim da tarde.

Para arrancar um som do meu passado,
Para fazer-te, ó alma, ainda vibrar,
A mão em vão a lira tem tocado.

Perdeu-se tudo na alba do lirismo,
Calou-se a voz do outrora sublimado,
O tempo cresce em mim... e eu me abismo!

(* Doina: canção popular entranhável e melancólica, a mais viva expressão da alma romena, segundo o poeta Vasile Alecsandri. Tradução: Luciano Maia)


(José Amaral)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Queres fiado...

A 12 de Junho de 1875 (n’A Lanterna Mágica) Rafael Bordalo Pinheiro “dava à luz” o Zé Povinho, personagem de crítica social adoptada como personificação nacional portuguesa.
Tem como característica principal o gesto do manguito (por vezes acompanhado da frase “Queres fiado, toma!”), representando a sua faceta de revolta e insolência. O Zé Povinho (como se deduz) refere-se ao povo português, criticando de uma forma humorística muitos dos problemas sociais e políticos da sociedade portuguesa. Além disso, é uma caricatura do povo português na sua característica de eterna revolta perante o abandono e esquecimento da classe política, embora pouco ou nada fazendo para alterar a situação.
Nos dias que correm, conturbados e de agitação, é necessário descruzar os braços e mostrar a revolta que nos vai na alma. Quiçá, seja necessário, também, fazer o manguito como forma de protesto.

(José Amaral)

domingo, 8 de junho de 2008

O Prazer da leitura...

Mais uma sugestão de leitura e novamente de um escritor português de renome: Ramalho Ortigão. A obra, ainda da colecção Grandes Autores Portugueses (colecção 120 anos JN), desta feita é Histórias Cor-de-rosa. Também desta vez lamento a letra miudinha de um saboroso livrinho de 79 páginas. São pequenas, mas deliciosas histórias escritas num estilo muito sóbrio donde se destaca o sentido crítico do autor, bem como o austerismo e ao mesmo tempo a delicadeza da escrita de Ramalho.
Ramalho Ortigão nasceu no Porto onde viveu com sua avó materna, depois de frequentar o curso de direito, que não completou, dedicando-se ao jornalismo. Envolveu-se na “Questão Coimbrã” e acabou a enfrentar Antero de Quental num duelo de espadas, devido à sua ligação profissional com o romantismo que dominava as letras. Contudo, mais tarde veio a ser uma das principais figuras da “Geração de 70”. Construiu uma sólida amizade com Eça de Queirós.

(José Amaral)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Feira do Livro - Porto - 2008

No dia 7 de Junho de 2008, pelas 21:00 horas, estarei presente na Feira do Livro do Porto (a convite da Papiro Editora) num "Encontro de Poetas". É sempre uma oportunidade para rever amigos e para adquirir alguns livros a preços mais convidativos.
A todos os visitantes/amigos do Ad Litteram que queiram e possam estar presentes aqui fica o meu convite. Muito me honraria a vossa presença.
Apareçam e tragam um amigo!

(José Amaral)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Poema

Negra

Naquela pueril
face negra
aqueles
dois olhos grandes,
brancos,
lembram
os pólos
imaculadamente pacíficos.

O sorriso,
branco,
daquela pueril
face negra
lembra
a inocência
desta criança
que sorri
à pobreza
e às armas.

(in “Outonalidades”, José Amaral)

domingo, 1 de junho de 2008

"Menina e Moça"

Menos tempo disponível, e mais trabalho acrescido, não é sinónimo de não-leitura. Desta feita acabei de ler Menina e Moça, romance de Bernardim Ribeiro (Colecção 120 anos JN, 95 pág.). Esta edição tem a particularidade de estar escrita com o Português à época de Bernardim (século XV? – antes de 1557?), e só é pena estar grafado com uma letra muito miudinha.
Estamos na presença de uma obra, incompleta, de índole sentimental. A natureza aparece como “culpada” do estado de alma. Nesta obra encontramos uma comum nostalgia amorosa e o fatalismo do sofrimento (ex. Aónia e Bimuarder, Arima e Avalor), bem como constantes desencontros amorosos.
Vale a pena ler esta obra (fundamentalmente destinada a alunos do ensino secundário), pois trata-se de uma perturbante e enigmática obra.

(José Amaral)

sábado, 31 de maio de 2008

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Festeja-se anualmente a 1 de Junho (pelo menos em Portugal) o Dia Mundial da Criança.
Muitos países comemoram o dia das Crianças a 20 de Novembro, data que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece como dia Universal das Crianças por ser quando se comemora a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças.
Como dizia o poeta “o melhor do mundo são as crianças”. A todas as crianças do mundo um Feliz Dia da Criança!


"Qualquer criança me desperta dois sentimentos: ternura pelo que ela é e respeito pelo que poderá vir a ser." (Pasteur)
"Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens." (
Pitágoras)
"Cada criança chega-nos com uma mensagem de que Deus ainda não se esqueceu dos homens."
(Tagore)
"Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças"
(Picasso)
"A alma das crianças é um espelho em que se retrata a natureza." (
Cícero)
"É vergonhoso insultar uma criança. Ela tem sentimentos, tem sua pequena dignidade e como não pode se defender com isso, é sem dúvida um ato ignóbil ferir tais sentimentos." (
Mark Twain)

(José Amaral)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Espectáculo dantesco

Dante Alighieri nasceu em Florença, em Maio ou Junho de 1265 e faleceu em Ravena, a 13 ou 14 de Setembro de 1321. Viveu a primeira parte da sua vida na sua cidade natal, antes de ser, injustamente, exilado. Foi um escritor, poeta (considerado o primeiro e mais importante poeta da língua italiana) e político italiano. Da sua vastíssima obra a mais conhecida é sem dúvida La Divina Commedia (“A Divina Comédia”).Esta obra descreve uma viagem de Dante através do Inferno, do Purgatório, e do Paraíso, primeiramente guiado pelo poeta romano Virgílio, autor do poema épico Eneida, através do Inferno e do Purgatório e, depois, no Paraíso, pela mão da sua amada Beatriz. O Purgatório é considerado, dos três livros, o mais lírico e humano. O poema chama-se "Comédia" não por ser engraçado mas porque termina bem (no Paraíso). Era esse o sentido original da palavra Comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens.

INFERNO


CANTO I (trecho inicial)

No meio do caminho desta vida
me vi perdido numa selva escura,
solitário, sem sol e sem saída.

Ah, como armar no ar uma figura
desta selva selvagem, dura, forte,
que, só de eu a pensar, me desfigura?

É quase tão amargo como a morte;
mas para expor o bem que encontrei,
outros dados darei da minha sorte.

Não me recordo ao certo como entrei,
tomado de uma sonolência estranha,
quando a vera vereda abandonei.

Sei que cheguei ao pé de uma montanha,
lá onde aquele vale se extinguia,
que me deixara em solidão tamanha,

e vi que o ombro do monte aparecia
vestido já dos raios do planeta
que a toda gente pela estrada guia.

Então a angústia se calou, secreta,
lá no lago do peito onde imergira
a noite que tomou minha alma inquieta;


e como náufrago, depois que aspira
o ar, abraçado à areia, redivivo,
vira-se ao mar e longamente mira,

o meu ânimo, ainda fugitivo,
voltou a contemplar aquele espaço
que nunca ultrapassou um homem vivo.

(...)


Tradução: Augusto de Campos

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Homenagem

O Bombeiro é um profissional/voluntário que possui treino adequado para apagar incêndios, resgatar pessoas em situação de perigo, salvaguardar bens materiais e ajudar e fornecer assistência nos desastres naturais e nos causados pelo homem. Em geral são profissionais que têm grande prestígio junto do público, nomeadamente o infantil, pois são vistos como heróis. Em Portugal, os bombeiros são popularmente conhecidos como Soldados da Paz. Há quatro tipos de Corpos de Bombeiros em Portugal: Profissionais (mais conhecidos por Sapadores), Voluntários, Militares e Privativos. A estes acrescem, ainda, os corpos mistos, compostos por Voluntários e Profissionais, denominados Bombeiros Municipais.
Hoje, 26 de Maio, comemora-se o Dia Nacional do Bombeiro. Estes homens e mulheres que, muitas vezes, arriscam a própria vida merecem o nosso respeito e a nossa homenagem.

(José Amaral)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Poeta russo

Joseph Brodsky nasceu a 24 de Maio de 1940 e faleceu a 28 de Janeiro de 1996. Este poeta russo foi vencedor do Prémio Nobel de Literatura em 1987.

XIII

Deveria dizer-te adeus
como a um dia que termina?
As memórias humanas podem esmorecer
tornar-se ténues e cair
como o cabelo.
O problema é
que atrás das suas costas não estão
camas de casal para amantes,
sono difícil, o passado,
ou dias em filas apertadas
de costas retesadas - mas, antes,
nuvens enormes, de borboletas,
volteando juntas.

Joseph Brodsky

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Sugestão de Leitura

Acabei de reler (a primeira vez que li já lá vão muitos anos) o livro Os Meus Amores de Trindade Coelho (Colecção 120 Anos JN, 190 pág.). É um livro de contos rurais editado em 1891. Para muitos é a principal obra do autor. Neste belíssimo livro encontramos um conjunto de histórias que evocam de forma saudosista a vida do campo, a recriação de gentes e lugares, motivada pela saudade, e velhas recordações de infância do mundo transmontano onde o autor cresceu. É uma obra-prima na forma como se apresenta ao leitor, permitindo-lhe desfrutar da mais refinada literatura. Os contos remetem-nos para evocações e quadros descritos com espontaneidade e simplicidade, compreensível a todos. Um toque de suave lirismo reforça-lhes o encanto e uma utilização da linguagem popular, em diálogos vivos, confere-lhe algum realismo. Nele encontramos contos como “A choca”, “Parábola dos sete vimes”, “Abyssus Abyssum”, “Para a Escola”…
Quantas e quantas vezes os nossos escritores ficam esquecidos, merecendo melhor sorte. Este livro vale a pena lê-lo e saboreá-lo. Aconselho-o vivamente!

(José Amaral)

sábado, 17 de maio de 2008

Poema para o fim-de-semana

Poema do fecho-éclair

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de oiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.

Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho-éclair.

(António Gedeão)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

2º ANIVERSÁRIO

No dia 12 de Maio de 2008 o Ad Litteram fez dois anos.!
Os muitos afazeres fizeram-me deixar passar, ligeiramente, a data. Faço um "mea culpa", qual pai desnaturado, pelo esquecimento que, evidentemente, não foi propositado.
A todos aqueles, e foram muitos, que ao longo destes dois anos visitaram (comentando ou não) o meu blog um sincero obrigado.

(José Amaral)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Manuel Alegre nasceu em Águeda, a 12 de Maio de 1936. Este poeta esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente.
Estudou
Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seus ideais políticos. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.
Recebeu numerosos prémios literários e o
Prémio Pessoa em 1999.
Aqui fica um poema da autoria de Manuel Alegre:


Canção tão simples

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?


(José Amaral)

domingo, 11 de maio de 2008

Surreal

Salvador Dalí nasceu em Figueres, a 11 de Maio de 1904, e aí faleceu a 23 de Janeiro de 1989. Este pintor catalão é o nome maior do Surrealismo. O seu trabalho chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, como nos sonhos, com excelente qualidade plástica.
Salvador Dalí era um excêntrico. Tinha uma reconhecida tendência por atitudes e realizações extravagantes destinadas a chamar a atenção, o que por vezes aborrecia aqueles que apreciavam a sua
arte, ao mesmo tempo que incomodava os seus críticos.

(José Amaral)
(Imagens retiradas da Internet)